quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Desistir

desistir Conjugar

v. intr.
1. Não insistir.

2. Não querer continuar.
3. Abster-se.

Em todo tempo da minha vida desisti de algumas coisas mas sempre neguei esse "abandono", achava pejorativo, ficava com vergonha, e muita das vezes passei por coisas desnecessárias apenas para "não dar o braço a torcer".
Durooooona!
Só que hoje em uma visão de mim mesma bem recente passei a aceitar que desistir faz parte, que não me diminui, e que somente quando deixamos alguma coisa, damos lugar a coisas novas.
Ah lugar a coisas novas, isso é uma outra versão da palavra medo , ao meu ver, sim , pois o medo vem em sua grande maioria quando temos que fazer, conviver com algo desconhecido.
Alguém ai por um acaso tem medo de levantar e andar?  Agora não né mas quando éramos bebês esse era um desafio.
Ou de acordar pela manhã e dizer "chega não quero mais esse namorado". 
Difícil?
Decisões são sempre difíceis.
A realidade nua e crua me ensinou coisas que me deixou cada vez mais forte, e a fortaleza a qual nosso ser enche diariamente é proveniente de nossas experiências, seja com fatos vividos , espelhados de alguém, sentidos da presença Divina, não importa, mas também uma coisa que a realidade me mostrou é que não existe nenhuma verdade absoluta, e que somos o que quisermos ser, até quando quisermos ser, e o certo e errado para essa nossa existência também não existe.
Eu tenho o simples direito de não querer continuar com tudo o que eu quiser.
Chega de ter um sentimento pejorativo, para deixar partir alguém ou alguma coisa, foi, já era, não quero mais, queria ontem mas hoje não me faz bem.
Como se fosse um botãozinho, tudo bem isso não é tão simples assim, porém pode tornar muitas coisas mais simples e nos deixar muito mais felizes.
Não sou heroína de ninguém a não ser de mim mesma.
Não desempenho papel em troca de algo ou alguém, muito menos por dinheiro.
Agora eu desisto mesmo , doa quem doer, como diz o meu amigo boi "Deixa a responsabilidade para o mundo e carrega só o que é seu" é só isso!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Consistência existencial

Algumas certezas na vida são impossíveis de se ter.
Acredito a cada dia que passa que minhas únicas certezas além da morte, é claro, é de tudo aquilo que eu não quero.
Não quero uma família convencional, um namorado convencional, viagens convencionais, em resumo uma vida convencional.
A bem da verdade só comparo eu com eu mesmo e isso é uma das poucas coisas que eu sei que quero , é ser melhor do que eu fui ontem.
A vida me ensinou também, de que amigos não podem ser trocados por amores, embora pareça óbvio saber que amigos são mais importantes, há alguns anos atrás é que entendi isso sofrendo na pele.
Não sei que quero ser "quando crescer", tá eu sou "alta" mas pretendo crescer ainda mais.
Uma outra coisa que sei é que a cidade que moro atualmente não é a cidade que quero viver para sempre, observem, eu disse querer, e nem sempre fazemos tudo que queremos, mas lutarei com todas minhas forças.
Toda vez que eu olho para o lado e percebo o quanto tenho pessoas maravilhosas, entendo que a vida tem seus mistérios, que pessoas mudam o tempo todo, mas que eu sou assim estranha, esquisita, um "caminhão sem freio na descida", não ligo, se um dia eu quiser ir vender água de coco na praia não importa se sou graduada e pós graduada , o que importa é ser feliz.
Entendi também que é improvável ter certeza sobre o amor de alguém sobre nós, mas percebi que são pequenos gestos , e lindos por sinal, que podem dar uma espécie de sabedoria que nosso coração e nossa alma sente, e que sabemos quem nos ama ou não mesmo sem termos como "comprovar", e que podemos também parar de nos enganar em algumas situações.
Eu tenho certeza de que não quero provar nada para ninguém, e sei que pareço arrogante para muitas pessoas, e embora longe de eu ser um "exemplo de mulher", sei do meu valor, lugar no mundo e espaço.
E não adianta, não sonho com comprar apartamento, ter um carro importado, se um dia eu tiver beleza, eu gosto de conforto, mas não deixo de viajar, comer o que gosto, estudar aonde eu quero para simplesmente dar satisfação a quem? porque não consigo entender porque tanta gente é escravo de tantas outras pessoas, mas que no fundo nem elas mesmas sabem pra quem o para quê é isso, ou aquilo....
Não procuro certezas.
Não quero um "freio".
Quero amar, mas alguém que não me merece e que não me dá o devido valor , também não serve mais.
Não procuro  roupas de grife.
Gosto de design e se eu puder comprar, bom também.
Não tenho ponto fixo, acho o mundo tão lindo e grande que me recuso a isso, e sei que por isso pareço doida, e francamente pessoas não gostam ou sei lá , não sabem lidar muito bem com diferenças, mas eu repeito a das outras pessoas, mesmo que isso não seja tão fácil assim.
Não serei uma cópia de ninguém, aceito boas referencias e inspirações para ser melhor, mas serei sempre autêntica, e original.
E outra coisa, eu não "escolhi" ser assim por capricho, eu nasci assim, e quero ser só a minha versão melhorada de mim mesma.... estranho isso!
Não quero amar pela metade.
Não quero mais chorar a toa, só com bons motivos, sejam alegres ou tristes, mas que valham a pena.
Atualmente tenho um coração tão limpo e leve, e também estou lutando tanto para isso que defitivamente, viso transformações, então já sei que não alcançarei certeza de nada, e não lutarei mais de maneira alguma para isso, se é que fiz algo assim algum dia...
Bem essas palavras soltas são assim, e são o que sinto hoje....
Consistência existencial como se vê por aí, ou pelo menos como dizem,  é ponto forte para qualquer um menos eu, assim como objetivo de vida, e nem a vejo como matemática, sendo assim....