Talvez eu vire escritora.
De tudo que estou vivendo aqui no navio talvez eu consiga descrever mas só um outro tripulante consiga compreender o significado de cada coisa que eu tente explicar.
As emoções são todas muito intensas, amor, amizade, saudade, carência, carinho seja qual ela for é delineada de uma maneira única .
Moramos, namoramos, passeamos no nosso lugar de trabalho, e embor em todas as funções trabalhamos muitos a grande maioria perde tempo com a vida alheia.
Talvez o que mais se aproxime aqui seria viver no B.B.B com a diferença de trabalhar no mínimo 12 horas por dia.
Desde que eu fiz esta escolha, trabalhar no navio, minha vida começou a mudar, e sem sombra de dúvidas, nunca mais serei a mesma pessoa.
É impressionante como ficar longe de tudo nessa louca realidade me faz amar ainda mais quem eu amo e querer ainda mais a vida minha vida, e ser quem sou melhor do que sempre, e uma força para ter o que quero é amar o que tenho.
Sim, meu cérebro fica louco e as vezes mistura inglês, italiano e português, sim eu sinto muita falta de cozinhar e dirigir, mas agora nessa vida multicultural tenho um mundo dentro de cinco minutos andando a pé, e sei que a comida, embora não do meu sabor predileto, estará pronto nos horários designados.
Ah eu tenho que falar sobre dormir, agora praticamente todo tempo que sobra é para dormir, dormir de uniforme pra poder aproveitar o tempo é uma coisa que eu jamais imaginei.
Comer um mc'donalds diferente em cada pais, experimentar novas comidas, andar a pé perceber na arquitetura da cidade a cultura das pessoas a sua forma de vida.
Nossa o quanto me sinto mais forte, mais segura, mais independente e isso é "amostra grátis" de tudo que tenho aprendido e crescido.
Agora eu tenho uma visão de Deus que eu jamais imaginei ter, e sobre isso jamais eu conseguiria escrever.
Ah e quando olho a imensidão do mar e lembro da minha casa flutuando lá e tudo mais, o resto das minhas palavras somem...
O meu tempo de internet está acabando e agora tenho que ir, meu desejo de feliz ano novo pleno de realizações e saúde tudo abençoado por Deus.
E meu maior desejo é que todos sejamos felizes como eu estou, se sentir inteiro como eu venho me sentindo não tem nada que nos deixa abater!
E assim é um pouco das primeiras impressões que tenho da vida de tripulante.... vediamo...
Beijomeliga eu to na Argentina!
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Simbora marzão
Deixei para escrever na última hora possível, pra tentar ser mais fiel sobre tudo que estou sentindo sobre tudo que passei, minhas expectativas , tudo que estas letras conseguirem registrar.
O que estou sentindo?
Estou sentindo tudo, medo, alegria, insegurança, orgulho, força, fé, ansiedade, felicidade, tristeza e até saudades.
Desde que fiz essa escolha muitas coisas se passaram e eu até já registrei aqui boa parte, porém, já me sinto mais adulta e feliz pelas minhas escolhas.
Contei com apoio, mas também com desaprovação.
Acredito que já amadureci um pouco ao longo de todo o processo, e mesmo que sejam por apenas seis meses, desde que soube da minha aprovação, passei a aproveitar a vida de uma maneira que eu nunca tinha vivido, e principalmente amar de um jeito que talvez poucas pessoas saibam, tá vai lá que eu não sou muito jeitosa com demonstrações de afeto.
Sou muito grata a Deus e a todos que de alguma forma colaboraram, com palavras, com dinheiro, com estímulos, e aqueles que invejaram, desestimularam minhas preces.
Poderia dizer sem sombra de dúvidas que este ano foi difícil, entretanto, não poderia findar de forma tão incrível.
Sei que não será fácil, terá saudade, desafios de novas línguas a serem aprendidas, muito muito muito trabalho, mas tenho certeza que valerá a pena, aliás já está valendo.
Um mundo de oportunidades está entrando de vez na minha vida, e de maneira flutuante, ahahaha , adoooooro!
O que mais ouvi foi: "nossa você é doida mesmo" de parentes ao gerente da minha conta do banco, mais pior ou melhor , sei lá, é que vejo isto como um elogio.
Confesso que neste caminho muitas coisas se perderam, como minha compulsão por compras, algumas amizades, mas é tudo isto que deu e dará lugar a novas emoções, aprendizados, e os ganhos que realmente são e serão imensuráveis.
Abrir mão da casa, família, amigos, familiares, do carro, do cachorro, não está sendo a tarefa mais fácil que já fiz, mas quero tanto, que farei o melhor que conseguir.
Ainda assim, infinitamente mais coisas boas do que ruins.
Vejo tudo isso que estou vivendo como se fosse uma pintura do Picasso, dramático, belo, diferente, intenso, fazer esta análise seria audácia?
Ah como foi bom comer tudo que deu vontade, o tanto que deu vontade, amar sem medo, dar risadas, aproveitar cada segundo ao lado das pessoas queridas, e é disso que minha vida precisa mais, é na verdade o que o mundo precisa mais.
Amo meu lado camaleoa, e agora vou "dormir em um lugar e acordar em outro".
Cartas, beijos, abraços, sempre fizeram parte do meu repertório, mas se a alma e o coração estão abertos para este tipo de coisa e acontecimento, tudo flui de uma maneira tão mágica, tão grandiosa, que é impossível conseguir demonstrar tudo isto.
A vida passa rápido para nos prendermos a mesquinharias, frustrações, detalhes insignificantes, temos que tentar ser melhores, e eu posso não ter conseguido ser o que quero ser, mais acordo todos os dias com o pensamento de que hoje eu vou ser melhor do que ontem, e assim sigo, as vezes consigo, as vezes não.
Aqueles que me despedi, me abraçaram e desejaram sucesso, mais uma vez obrigada, a aqueles que não consegui me despedir pessoalmente, meus pedidos de desculpas e sintam meu abraço, e há aqueles que tanto faz.
E se algo trágico acontecer comigo neste percurso, por favor não chorem estou feliz, lutei muito para conseguir tudo, guardem boas lembranças, isto basta.
As vezes me pego pensando como será que voltarei...
E o que espero?
É encontrar respostas que há tempos procuro e não acho.
Então está chegando a hora de mais um sonho se realizar.
Simbora marzão!
Beijomeliga!
O que estou sentindo?
Estou sentindo tudo, medo, alegria, insegurança, orgulho, força, fé, ansiedade, felicidade, tristeza e até saudades.
Desde que fiz essa escolha muitas coisas se passaram e eu até já registrei aqui boa parte, porém, já me sinto mais adulta e feliz pelas minhas escolhas.
Contei com apoio, mas também com desaprovação.
Acredito que já amadureci um pouco ao longo de todo o processo, e mesmo que sejam por apenas seis meses, desde que soube da minha aprovação, passei a aproveitar a vida de uma maneira que eu nunca tinha vivido, e principalmente amar de um jeito que talvez poucas pessoas saibam, tá vai lá que eu não sou muito jeitosa com demonstrações de afeto.
Sou muito grata a Deus e a todos que de alguma forma colaboraram, com palavras, com dinheiro, com estímulos, e aqueles que invejaram, desestimularam minhas preces.
Poderia dizer sem sombra de dúvidas que este ano foi difícil, entretanto, não poderia findar de forma tão incrível.
Sei que não será fácil, terá saudade, desafios de novas línguas a serem aprendidas, muito muito muito trabalho, mas tenho certeza que valerá a pena, aliás já está valendo.
Um mundo de oportunidades está entrando de vez na minha vida, e de maneira flutuante, ahahaha , adoooooro!
O que mais ouvi foi: "nossa você é doida mesmo" de parentes ao gerente da minha conta do banco, mais pior ou melhor , sei lá, é que vejo isto como um elogio.
Confesso que neste caminho muitas coisas se perderam, como minha compulsão por compras, algumas amizades, mas é tudo isto que deu e dará lugar a novas emoções, aprendizados, e os ganhos que realmente são e serão imensuráveis.
Abrir mão da casa, família, amigos, familiares, do carro, do cachorro, não está sendo a tarefa mais fácil que já fiz, mas quero tanto, que farei o melhor que conseguir.
Ainda assim, infinitamente mais coisas boas do que ruins.
Vejo tudo isso que estou vivendo como se fosse uma pintura do Picasso, dramático, belo, diferente, intenso, fazer esta análise seria audácia?
Ah como foi bom comer tudo que deu vontade, o tanto que deu vontade, amar sem medo, dar risadas, aproveitar cada segundo ao lado das pessoas queridas, e é disso que minha vida precisa mais, é na verdade o que o mundo precisa mais.
Amo meu lado camaleoa, e agora vou "dormir em um lugar e acordar em outro".
Cartas, beijos, abraços, sempre fizeram parte do meu repertório, mas se a alma e o coração estão abertos para este tipo de coisa e acontecimento, tudo flui de uma maneira tão mágica, tão grandiosa, que é impossível conseguir demonstrar tudo isto.
A vida passa rápido para nos prendermos a mesquinharias, frustrações, detalhes insignificantes, temos que tentar ser melhores, e eu posso não ter conseguido ser o que quero ser, mais acordo todos os dias com o pensamento de que hoje eu vou ser melhor do que ontem, e assim sigo, as vezes consigo, as vezes não.
Aqueles que me despedi, me abraçaram e desejaram sucesso, mais uma vez obrigada, a aqueles que não consegui me despedir pessoalmente, meus pedidos de desculpas e sintam meu abraço, e há aqueles que tanto faz.
E se algo trágico acontecer comigo neste percurso, por favor não chorem estou feliz, lutei muito para conseguir tudo, guardem boas lembranças, isto basta.As vezes me pego pensando como será que voltarei...
E o que espero?
É encontrar respostas que há tempos procuro e não acho.
Então está chegando a hora de mais um sonho se realizar.
Simbora marzão!
Beijomeliga!
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
"Navegar é preciso"
Eu nunca imaginava que estaria assim hora dessas...
Há exatamente 15 dias atras minha vida resolveu por mim a dúvida que eu estava, se ia mesmo para o navio ou se me mudaria para São Paulo, então no dia 01 de outubro saiu minha data de embarque e também a dos exames médicos admissionais.
Gente a emoção que senti quando vi o título do email, "sua data de embarque foi confirmada", é indescritível, só quem está no processo que entende o quão grande é a importância.
Desde o dia que enviei meu currículo, foram seleções, treinamentos, e muita, mais muita expectativa.
E eis que "meu filho nasceu" então, oito meses envolvida com uma história tão maluca, mágica, emocionante mesmo antes de iniciar.
Eu lutei muito para conseguir, lutei comigo mesma, lutei com os familiares, com os concorrentes de vaga, com duas novas línguas estrangeiras, mas consegui.
Data de embarque em 29/11/2013 no porto de Savona na Itália, e logo eu que sempre senti uma afinidade por este país, e o boi fala , "seu amor está lá na Itália".
E se estiver ótimo, mas não é por isso que eu fiz esta escolha, eu escolhi na verdade viajar, ver o mundo, não ter que ser arquiteta a todo custo, e ninguém imagina quanto deboche, preconceito e orgulho besta que vi, ouvi quando eu optei por este caminho.
Ah mais todo mundo tem uma formula mágica para nós vivermos a nossa vida, fico pensando, não bastava eu cuidar da minha e fulano cuidar da dele... Sugestões como concurso, montar escritório, voltar pra minha empresa, blá, blá, blá, desculpem pessoas mais eu tive que ligar o botão "foda-se".
Eu nunca acreditei que seres humanos foram criados por Deus para "cumprir o figurino", temos todos direito de fazer nossas escolhas, e elas não são mais dignas ou menos dignas por sermos arquitetos ou vendedores, há quem classifique pessoas assim, mais eu não.
Eu procuro o brilho na alma, e se para isso eu tiver que vender "coisas" no duty free do navio não acredito mesmo que serei inferior a ser uma arquiteta.
Eu sou arquiteta, independente de estar exercendo ou não, porque eu sou arquiteta todos os dias, em todos os lugares que eu vou, não sei parar de olhar para o teto, melhorar todos os lugares que eu vou, e muito menos de suspirar quando vejo o que um colega de profissão foi capaz de fazer.
Meu Universo agora será totalmente diferente, e eu não estou aqui querendo convencer ninguém de que o meu caminho é o certo, é o "mais legal", apenas estou falando de mim, da minha vida do que quero...
Irei ver o luxo do navio, as boas propostas de aproveitamento de espaço da arquitetura de interiores, descerei em portos diferentes, países diferentes, terei uma imersão cultural que em outra ocasião eu não teria esta oportunidade, porque sou pobre, não posso simplesmente viajar, então vou trabalhar (diga-se de passagem muito cerca de 13 horas por dia) muito em prol de horas de folga, para ver ao vivo um pouco do que vejo nos livros, na internet, um pouco do que estudei, e claro também do que fantasiei.
E o melhor vou receber por isso, não terei que pagar comida, nem aluguel, e há ainda quem ache que eu fiz uma escolha ruim....?
Nunca pedi que me entendessem, mais exijo que me respeitem!
Tudo bem não é uma vida para qualquer pessoa, até mesmo porque cada ser vivo é de um jeito, e com certeza algumas pessoas não se adaptariam nem se fossem obrigadas, e talvez até eu que quero tanto posso não me adaptar.
O que eu não posso e não vou fazer é sentar minha "bunda gorda" em um escritório só porque estudei edificações, arquitetura, e já fiz casa cor, ao invés de ver o mar, ver as montanhas, as cidades, os prédios, os monumentos, as pessoas não brasileiras...
Eu sempre fui uma pessoa mais livre, agora isso veio com muita intensidade e dessa vez com uma diferença eu decidi que não vou recuar, não vou me amedrontar ao ponto de desistir.
Foi uma super conquista, não preciso que ninguém sinta orgulho, mais eu estudei muito, fiquei noites sem dormir, esperei muito para ir para o mundão, ou seria marzão? (risos)
Sinto algo sensacional desde o dia que recebi minha data, é um caminhão de emoções misturadas que já estão me transformando, quero aproveitar cada dia, ligar pra todo mundo que der vontade, ver todas pessoas queridas, comer minhas comidas preferidas, porque serão seis meses muito malucos, e longe da minha zona de conforto.
E Deus sabe o quanto eu pedi pra ser orientada para o caminho certo, para ser feliz, para fazer o que fosse melhor para todos envolvidos no meu processo mundo-vida-evolução...
Já tem alguns meses que sonho que estou dormindo no navio, trabalhando, acredito que é por querer demais, por ouvir muitas histórias, por de uma certa forma já estar lá no marzão de meu Deus.
Sou muito grata, isto também sinto, pela oportunidade, por esta possibilidade, e que tenho certeza que será de grande aprendizado e valia, e jamais vejo como se estivesse perdendo seis meses.
E o frio na barriga que já sinto, ai meu Deus!
Até saudade já sinto também, só de pensar em ficar longe das pessoas que amo.
Então está chegando a hora.
Obrigada a cada um que colaborou, direto ou indiretamente, para que eu chegasse onde estou, estou realmente agradecida e inigualavelmente feliz!
Eis que o ultimo teste foi feito, exames médicos realizados, resultados sendo aguardados ( pois eu não posso ter nada, nem coisas do tipo colesterol alterado) vamos ver se realmente serei aprovada, espero que sim, acredito que o Costa Fascinosa me verá em breve, junto com também mais alguns brasileiros que lá estarão (e isso é ótimo).

Agora para mim "navegar é preciso"!
Há exatamente 15 dias atras minha vida resolveu por mim a dúvida que eu estava, se ia mesmo para o navio ou se me mudaria para São Paulo, então no dia 01 de outubro saiu minha data de embarque e também a dos exames médicos admissionais.
Gente a emoção que senti quando vi o título do email, "sua data de embarque foi confirmada", é indescritível, só quem está no processo que entende o quão grande é a importância.
Desde o dia que enviei meu currículo, foram seleções, treinamentos, e muita, mais muita expectativa.
E eis que "meu filho nasceu" então, oito meses envolvida com uma história tão maluca, mágica, emocionante mesmo antes de iniciar.
Data de embarque em 29/11/2013 no porto de Savona na Itália, e logo eu que sempre senti uma afinidade por este país, e o boi fala , "seu amor está lá na Itália".
E se estiver ótimo, mas não é por isso que eu fiz esta escolha, eu escolhi na verdade viajar, ver o mundo, não ter que ser arquiteta a todo custo, e ninguém imagina quanto deboche, preconceito e orgulho besta que vi, ouvi quando eu optei por este caminho.
Ah mais todo mundo tem uma formula mágica para nós vivermos a nossa vida, fico pensando, não bastava eu cuidar da minha e fulano cuidar da dele... Sugestões como concurso, montar escritório, voltar pra minha empresa, blá, blá, blá, desculpem pessoas mais eu tive que ligar o botão "foda-se".
Eu nunca acreditei que seres humanos foram criados por Deus para "cumprir o figurino", temos todos direito de fazer nossas escolhas, e elas não são mais dignas ou menos dignas por sermos arquitetos ou vendedores, há quem classifique pessoas assim, mais eu não.
Eu procuro o brilho na alma, e se para isso eu tiver que vender "coisas" no duty free do navio não acredito mesmo que serei inferior a ser uma arquiteta.
Eu sou arquiteta, independente de estar exercendo ou não, porque eu sou arquiteta todos os dias, em todos os lugares que eu vou, não sei parar de olhar para o teto, melhorar todos os lugares que eu vou, e muito menos de suspirar quando vejo o que um colega de profissão foi capaz de fazer.
Meu Universo agora será totalmente diferente, e eu não estou aqui querendo convencer ninguém de que o meu caminho é o certo, é o "mais legal", apenas estou falando de mim, da minha vida do que quero...
Irei ver o luxo do navio, as boas propostas de aproveitamento de espaço da arquitetura de interiores, descerei em portos diferentes, países diferentes, terei uma imersão cultural que em outra ocasião eu não teria esta oportunidade, porque sou pobre, não posso simplesmente viajar, então vou trabalhar (diga-se de passagem muito cerca de 13 horas por dia) muito em prol de horas de folga, para ver ao vivo um pouco do que vejo nos livros, na internet, um pouco do que estudei, e claro também do que fantasiei.
E o melhor vou receber por isso, não terei que pagar comida, nem aluguel, e há ainda quem ache que eu fiz uma escolha ruim....?
Nunca pedi que me entendessem, mais exijo que me respeitem!
Tudo bem não é uma vida para qualquer pessoa, até mesmo porque cada ser vivo é de um jeito, e com certeza algumas pessoas não se adaptariam nem se fossem obrigadas, e talvez até eu que quero tanto posso não me adaptar.
O que eu não posso e não vou fazer é sentar minha "bunda gorda" em um escritório só porque estudei edificações, arquitetura, e já fiz casa cor, ao invés de ver o mar, ver as montanhas, as cidades, os prédios, os monumentos, as pessoas não brasileiras...
Eu sempre fui uma pessoa mais livre, agora isso veio com muita intensidade e dessa vez com uma diferença eu decidi que não vou recuar, não vou me amedrontar ao ponto de desistir.
Foi uma super conquista, não preciso que ninguém sinta orgulho, mais eu estudei muito, fiquei noites sem dormir, esperei muito para ir para o mundão, ou seria marzão? (risos)
Sinto algo sensacional desde o dia que recebi minha data, é um caminhão de emoções misturadas que já estão me transformando, quero aproveitar cada dia, ligar pra todo mundo que der vontade, ver todas pessoas queridas, comer minhas comidas preferidas, porque serão seis meses muito malucos, e longe da minha zona de conforto.
E Deus sabe o quanto eu pedi pra ser orientada para o caminho certo, para ser feliz, para fazer o que fosse melhor para todos envolvidos no meu processo mundo-vida-evolução...
Já tem alguns meses que sonho que estou dormindo no navio, trabalhando, acredito que é por querer demais, por ouvir muitas histórias, por de uma certa forma já estar lá no marzão de meu Deus.
Sou muito grata, isto também sinto, pela oportunidade, por esta possibilidade, e que tenho certeza que será de grande aprendizado e valia, e jamais vejo como se estivesse perdendo seis meses.
E o frio na barriga que já sinto, ai meu Deus!
Até saudade já sinto também, só de pensar em ficar longe das pessoas que amo.
Então está chegando a hora.
Obrigada a cada um que colaborou, direto ou indiretamente, para que eu chegasse onde estou, estou realmente agradecida e inigualavelmente feliz!
Eis que o ultimo teste foi feito, exames médicos realizados, resultados sendo aguardados ( pois eu não posso ter nada, nem coisas do tipo colesterol alterado) vamos ver se realmente serei aprovada, espero que sim, acredito que o Costa Fascinosa me verá em breve, junto com também mais alguns brasileiros que lá estarão (e isso é ótimo).

Agora para mim "navegar é preciso"!
domingo, 22 de setembro de 2013
Minha querida São Paulo
Todas as cores, texturas, espessuras.
Todas as formas de amar, de viver, de pensar.
Todas as religiões e formas de ver um Deus, muita proteção Divina e pouca fé.
Alguns trocam artesanato por comida.
Outros gratuitamente divulgam seu ideal de vida, veganos, vegetarianos, budistas.
Alguns sorriem, outros fumam, uma parte come.
Tem cego, surdo, mudo, cadeirante, e maioria de nós "andantes".
Baixo, alto, magro, gordo, bonitos e feios.
Todas as raças e também todas as nacionalidades, sotaques e idiomas, mostram nossa bela diversidade.
Missionários, visionários, ordinários, há de todos os tipos.
Ônibus, carro, motos e muitos pedestres.
Alguns trabalhando, outros se divertindo.
Enquanto alguns percebem a maioria transita.
Ricos, pobres, média classe.
Bebês, crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos.
Encarnados e desencarnados.
Já estive aqui em tantas ocasiões, e o mesmo lugar já foi tão igual e tão diferente.
Aqui minha alma esquece os problemas e tudo é calma, sabedoria, transmutação.
Meu coração consegue bater compassado e descompassado ao mesmo tempo.
É também foi aqui que já dei muitas risadas mas também chorei.
Já vi o entardecer tantas vezes e também o amanhecer, hora com alegria hora com tristeza no olhar.
Me parece uma relação entre nós de outras vidas.
Somente aqui eu perco os sentidos e conjuntamente os sinto com mais sensibilidade, tato, olfato, paladar, visão e audição, as vezes desagradáveis, mais em sua maioria agradáveis.
Aqui sou mais feliz do que triste.
Aqui somente aqui, o que as vezes é parte de mim se torna inteira, me percebo, me encanto com o que vejo no espelho.
Sem dúvida é um caso de amor, paixão, admiração, é um pouco do que digo e faço para compreender minhas sensações.
Me fazes sentir, esperta, completa, capaz, forte, perspicaz, sagaz, talvez por isso torna esse elo ainda mais estreito.
És tu minha querida São Paulo, a única que consegue minha paz de espírito, minha integridade espiritual e corporal juntas.
Por toda esta tua capacidade de ser democrática, de sua liberdade de expressão do ser é que me torno ainda mais apaixonada.
Apenas aqui, sei que posso ser o que eu quiser, e meio que parafraseando, eu mais vôo do que tenho os pés no chão, e isso, principalmente pra esse momento, é tudo, que quero, que sinto, que desejo e que me explica.
Todas as formas de amar, de viver, de pensar.
Todas as religiões e formas de ver um Deus, muita proteção Divina e pouca fé.
Alguns trocam artesanato por comida.
Outros gratuitamente divulgam seu ideal de vida, veganos, vegetarianos, budistas.
Alguns sorriem, outros fumam, uma parte come.
Tem cego, surdo, mudo, cadeirante, e maioria de nós "andantes".
Baixo, alto, magro, gordo, bonitos e feios.
Todas as raças e também todas as nacionalidades, sotaques e idiomas, mostram nossa bela diversidade.
Missionários, visionários, ordinários, há de todos os tipos.
Ônibus, carro, motos e muitos pedestres.
Alguns trabalhando, outros se divertindo.
Enquanto alguns percebem a maioria transita.
Ricos, pobres, média classe.
Bebês, crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos.
Encarnados e desencarnados.
Já estive aqui em tantas ocasiões, e o mesmo lugar já foi tão igual e tão diferente.
Aqui minha alma esquece os problemas e tudo é calma, sabedoria, transmutação.
Meu coração consegue bater compassado e descompassado ao mesmo tempo.
É também foi aqui que já dei muitas risadas mas também chorei.
Já vi o entardecer tantas vezes e também o amanhecer, hora com alegria hora com tristeza no olhar.
Me parece uma relação entre nós de outras vidas.
Somente aqui eu perco os sentidos e conjuntamente os sinto com mais sensibilidade, tato, olfato, paladar, visão e audição, as vezes desagradáveis, mais em sua maioria agradáveis.
Aqui sou mais feliz do que triste.
Aqui somente aqui, o que as vezes é parte de mim se torna inteira, me percebo, me encanto com o que vejo no espelho.
Sem dúvida é um caso de amor, paixão, admiração, é um pouco do que digo e faço para compreender minhas sensações.Me fazes sentir, esperta, completa, capaz, forte, perspicaz, sagaz, talvez por isso torna esse elo ainda mais estreito.
És tu minha querida São Paulo, a única que consegue minha paz de espírito, minha integridade espiritual e corporal juntas.
Por toda esta tua capacidade de ser democrática, de sua liberdade de expressão do ser é que me torno ainda mais apaixonada.
Apenas aqui, sei que posso ser o que eu quiser, e meio que parafraseando, eu mais vôo do que tenho os pés no chão, e isso, principalmente pra esse momento, é tudo, que quero, que sinto, que desejo e que me explica.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Mais uma da série: foi lindo
Então coisas improváveis acontecem comigo também, tão improváveis que nem meus loucos devaneios imaginariam tal acontecimento quanto mais tal desfecho.
Há quase um ano atrás eu conheci uma pessoa, mas eu namorava, não houve nada, senti que houve um certo interesse, apenas isso.
Algum tempo depois começamos a nos falar com mais frequência via internet (viva a tecnologia- tecnologia aproximando pessoas, as vezes afastando também, mais.....kkkkk) e era ele quem estava namorando desta vez.
A capital Paulistana nos proporcionou um encontro há quase três meses atrás, boa conversa, boa companhia, risadas, gestos que eu apreciei muito, e senti vontade de tê-lo ao meu lado.
Promessas, pedidos, desejos, também ocorreram ali, até um beijo roubado, só um!
Ele iria viajar, para um país inacreditável e perguntou o que eu queria, eu disse uma pedra, ele "uma pedra"? é de um lugar lindo, interessante só que tem que tirar uma foto.
Queria por tudo que eu fosse vê-lo, resgatar meus presentes, eu até disse que ia, mas não consegui cumprir minha palavra, poxa o cara estava namorando, então eu disse quando ficar solteiro me liga.
E assim aconteceu não muito tempo depois ele ficou solteiro me ligou, combinamos e eu fui ao seu encontro.
Deixei tudo ao cargo dele, o que íamos fazer, onde íamos nos divertir, comer, enfim, não para que eu pudesse me livrar da responsabilidade, mas como eu não o conhecia muito bem e sei da minha adaptabilidade prefiri que ele escolhesse.
Eu queria cozinhar para ele e não chegamos a um concensso.
Imaginei tantas coisas sobre ele, ele me mostrou um pouco do mundo dele, e enxerguei uma pessoa que tem um lado maluco, que gosta da natureza, passeios radicais, é muito inteligente e que entre outras coisas me encantaram.
Muitos dias me imaginei fazendo rapel com ele, tomando banho de cachoeira, com sorrisos, gestos, carinho e tudo mais que desse vontade.
Dias felizes, melhor referindo, nossos dias felizes e tão sonhados por nós dois chegaram, junto com imprevistos, carro quebrado, frio, chuva e algumas coisas dando errado e quebrando o encanto.
Não que eu seja a mulher destemida, mas não gosto muito de ficar sozinha esperando em um lugar estranho alguém que prometeu estar me esperando quando eu chegasse, é diferente de você saber que vai sozinha.
Me chatiei.
Mas tudo bem vamos lá, viriam mais alguns dias, eu respirei fundo e só o pedi que não me deixasse esperando de novo.
Ah chegou a hora do presente, e juro me surpreendi, uma fotografia linda dele com a pedra, com explicações do lugar que é incrível, histórico e minha pedra, ah gente aquela pedra.
Junto com a pedra vieram chocolates ,belga e africano, perfeitos, uma blusa que ele disse que o maniquim era "eu", e a blusa é linda a minha cara, se eu tivesse lá provavelmente eu a teria comprado.
Eu ainda sou do tipo boba, que gosta de coisas delicadas, de cuidado, carinho, coisas escritas a mão.
Fiquei tão feliz, e mais coisas passaram pela minha cabeça, bons sentimentos, e momentos inacreditáveis, vieram em seguida.
Saímos, bebemos, conversamos, namoramos, tudo lindo.
E em algum momento começamos a nos desentender, a nos perdermos, sabe quando um quer uma coisa e o outro não, então criancisse das duas partes, porém nem sei explicar direito o que aconteceu.
As coisas perderam um pouco o brilho, já não me sentia a vontade para tirar foto (coisa que amo principamente e bons momentos e lugares novos), já ficava incomodada na hora de escolher o que comer, o que vestir e o pior parecia que eu já não era mais tão espontânea, natural, e quando eu não sou eu geralmente não dá muito certo.
A tão linda cidade de Visconde de Mauá não nos viu juntos, não entendi direito o que houve, se já estava planejado, mais a frustação maior não foi não ir, foi não saber porque, homens que estiverem lendo isso, mulheres são "movidas a explicações".
Então tínhamos São Paulo no outro dia, quatro horas de viagem e nem uma palavra dele, eu só pensava, "tem algo errado, que será que eu fiz" ? Até hoje estou sem saber.
Chegamos ao hotel, comemos, tiramos um cochilo e era hora do teatro, uma correria porque era longe deixou o nosso ar ainda mais pesado.
A peça ilária, rimos o tempo todo, mais depois de tantas risadas o humor não o contaminou.
Eu então desisti.
Discutimos nem eu sei direito porque, mas foi aonde paramos para comer, ele disse que disse uma coisa e eu entendi outra, mas naquele momento tudo desmoronou, eu o vi partir, mesmo que ele um pouco depois ele estava ali frente a frente comigo de novo.
Fui embora, um bilhete de despedida que eu deixei, nem um beijo, um abraço, um muito obrigada com carinho houve, só aquele bilhete infeliz...
Eu estava chateada, decepcionada, e para não brigar e ficar com as boas lembranças decidi me retirar, me ausentar.
Não houve uma conversa consistente, não se conversa essas coisas por internet, e também ninguém deu o braço a torcer, um passo a frente para realmente resolver, e ficou o dito pelo não dito.
Eu acho que o mínimo seria uma despedida digna.
As vezes as coisas que acontecem que nos pegam desprevenidos nos mudam para sempre, tanta coisa aconteceu que eu nem voltei pra minha cidade, e cá estou na "solitária" São Paulo, sem data e vontade de voltar, para o que eu chamo de minha casa.
Eu sei ele é doido, mais eu também o sou, não entendi e não sei se quero entender, mas o fato é que estou sentindo um vazio ruim, uma saudade que eu não sabia que eu sentiria, um arrependimento de coisas que não fiz mas que nem sei direito o que.
Talvez essa minha vontade de ter alguém ao meu lado me atrapalhe, pois são expectativas demais.
Talvez minha indecisão profissional também.
Mas ontem quando peguei a pedra e percebi que ela tinha um formato de coração, eu mesmo sem saber se ele percebeu, meu coração doeu, minha alma chorou.
Pareceu tudo novela mexicana, mas foi minha vida gente, e a tristeza se fez presente.
Foi ruim, principalmente o final da história, não que eu achasse que eu fosse me casar com ele, nada disso, mas achei que seria diferente, e só um tema lindo na minha vida.
É o Biquini Cavadão nunca mais será o mesmo, depois de tanto ouvi-lo com você.
E esta foi mais uma história da minha da série, foi lindo!
E como não consigo me expressar mais, o que posso dizer é, obrigada lindo, era assim que eu o chamava.
Há quase um ano atrás eu conheci uma pessoa, mas eu namorava, não houve nada, senti que houve um certo interesse, apenas isso.
Algum tempo depois começamos a nos falar com mais frequência via internet (viva a tecnologia- tecnologia aproximando pessoas, as vezes afastando também, mais.....kkkkk) e era ele quem estava namorando desta vez.
A capital Paulistana nos proporcionou um encontro há quase três meses atrás, boa conversa, boa companhia, risadas, gestos que eu apreciei muito, e senti vontade de tê-lo ao meu lado.
Promessas, pedidos, desejos, também ocorreram ali, até um beijo roubado, só um!
Ele iria viajar, para um país inacreditável e perguntou o que eu queria, eu disse uma pedra, ele "uma pedra"? é de um lugar lindo, interessante só que tem que tirar uma foto.
Queria por tudo que eu fosse vê-lo, resgatar meus presentes, eu até disse que ia, mas não consegui cumprir minha palavra, poxa o cara estava namorando, então eu disse quando ficar solteiro me liga.
E assim aconteceu não muito tempo depois ele ficou solteiro me ligou, combinamos e eu fui ao seu encontro.
Deixei tudo ao cargo dele, o que íamos fazer, onde íamos nos divertir, comer, enfim, não para que eu pudesse me livrar da responsabilidade, mas como eu não o conhecia muito bem e sei da minha adaptabilidade prefiri que ele escolhesse.
Eu queria cozinhar para ele e não chegamos a um concensso.
Imaginei tantas coisas sobre ele, ele me mostrou um pouco do mundo dele, e enxerguei uma pessoa que tem um lado maluco, que gosta da natureza, passeios radicais, é muito inteligente e que entre outras coisas me encantaram.
Muitos dias me imaginei fazendo rapel com ele, tomando banho de cachoeira, com sorrisos, gestos, carinho e tudo mais que desse vontade.
Dias felizes, melhor referindo, nossos dias felizes e tão sonhados por nós dois chegaram, junto com imprevistos, carro quebrado, frio, chuva e algumas coisas dando errado e quebrando o encanto.
Não que eu seja a mulher destemida, mas não gosto muito de ficar sozinha esperando em um lugar estranho alguém que prometeu estar me esperando quando eu chegasse, é diferente de você saber que vai sozinha.
Me chatiei.
Mas tudo bem vamos lá, viriam mais alguns dias, eu respirei fundo e só o pedi que não me deixasse esperando de novo.
Ah chegou a hora do presente, e juro me surpreendi, uma fotografia linda dele com a pedra, com explicações do lugar que é incrível, histórico e minha pedra, ah gente aquela pedra.
Junto com a pedra vieram chocolates ,belga e africano, perfeitos, uma blusa que ele disse que o maniquim era "eu", e a blusa é linda a minha cara, se eu tivesse lá provavelmente eu a teria comprado.
Eu ainda sou do tipo boba, que gosta de coisas delicadas, de cuidado, carinho, coisas escritas a mão.
Fiquei tão feliz, e mais coisas passaram pela minha cabeça, bons sentimentos, e momentos inacreditáveis, vieram em seguida.
Saímos, bebemos, conversamos, namoramos, tudo lindo.
E em algum momento começamos a nos desentender, a nos perdermos, sabe quando um quer uma coisa e o outro não, então criancisse das duas partes, porém nem sei explicar direito o que aconteceu.
As coisas perderam um pouco o brilho, já não me sentia a vontade para tirar foto (coisa que amo principamente e bons momentos e lugares novos), já ficava incomodada na hora de escolher o que comer, o que vestir e o pior parecia que eu já não era mais tão espontânea, natural, e quando eu não sou eu geralmente não dá muito certo.
A tão linda cidade de Visconde de Mauá não nos viu juntos, não entendi direito o que houve, se já estava planejado, mais a frustação maior não foi não ir, foi não saber porque, homens que estiverem lendo isso, mulheres são "movidas a explicações".
Então tínhamos São Paulo no outro dia, quatro horas de viagem e nem uma palavra dele, eu só pensava, "tem algo errado, que será que eu fiz" ? Até hoje estou sem saber.
Chegamos ao hotel, comemos, tiramos um cochilo e era hora do teatro, uma correria porque era longe deixou o nosso ar ainda mais pesado.
A peça ilária, rimos o tempo todo, mais depois de tantas risadas o humor não o contaminou.
Eu então desisti.
Discutimos nem eu sei direito porque, mas foi aonde paramos para comer, ele disse que disse uma coisa e eu entendi outra, mas naquele momento tudo desmoronou, eu o vi partir, mesmo que ele um pouco depois ele estava ali frente a frente comigo de novo.
Fui embora, um bilhete de despedida que eu deixei, nem um beijo, um abraço, um muito obrigada com carinho houve, só aquele bilhete infeliz...
Eu estava chateada, decepcionada, e para não brigar e ficar com as boas lembranças decidi me retirar, me ausentar.
Não houve uma conversa consistente, não se conversa essas coisas por internet, e também ninguém deu o braço a torcer, um passo a frente para realmente resolver, e ficou o dito pelo não dito.
Eu acho que o mínimo seria uma despedida digna.
As vezes as coisas que acontecem que nos pegam desprevenidos nos mudam para sempre, tanta coisa aconteceu que eu nem voltei pra minha cidade, e cá estou na "solitária" São Paulo, sem data e vontade de voltar, para o que eu chamo de minha casa.
Eu sei ele é doido, mais eu também o sou, não entendi e não sei se quero entender, mas o fato é que estou sentindo um vazio ruim, uma saudade que eu não sabia que eu sentiria, um arrependimento de coisas que não fiz mas que nem sei direito o que.
Talvez essa minha vontade de ter alguém ao meu lado me atrapalhe, pois são expectativas demais.
Talvez minha indecisão profissional também.
Mas ontem quando peguei a pedra e percebi que ela tinha um formato de coração, eu mesmo sem saber se ele percebeu, meu coração doeu, minha alma chorou.

Pareceu tudo novela mexicana, mas foi minha vida gente, e a tristeza se fez presente.
Foi ruim, principalmente o final da história, não que eu achasse que eu fosse me casar com ele, nada disso, mas achei que seria diferente, e só um tema lindo na minha vida.
É o Biquini Cavadão nunca mais será o mesmo, depois de tanto ouvi-lo com você.
E esta foi mais uma história da minha da série, foi lindo!
E como não consigo me expressar mais, o que posso dizer é, obrigada lindo, era assim que eu o chamava.
domingo, 1 de setembro de 2013
Crônica de agradecimento
Eis que mais um ciclo maluco de minha vida se finaliza.
Ficam tantas coisas pra serem ditas, tantas lembranças para serem guardadas, tantos agradecimentos a Deus e a tantas pessoas que vai ser um texto difícil de compor de maneira que expresse pelo menos um pouco do que senti, do que eu aprendi.
Estamos tão acostumados a julgar as pessoas que antes de pensar, observar julgamos, e claro eu infelizmente ainda faço isso, é uma luta diária deixar de julgar.
Julguei sim antes de aceitar o convite pra vir para Morrinhos trabalhar na nova empresa deles por um tempo, mas a verdade é que inconscientemente temos o hábito de ver a vida alheia sobre a nossa ótica, grande erro.
Compreender e aceitar as pessoas do jeito que são sem um pré-conceito é uma das coisas mais difíceis na minha luta para me tornar um ser humano melhor, mas a consciência da importância tem me ajudado.
Pois bem, aceitei, vim trabalhar em uma empresa de crepe e tapioca, sem nunca ter feito nenhum dos dois, para ganhar pouco, e a minha função: faz tudo.
Aceitei porque achava que eu precisava romper com meu orgulho, porque poderia aprender novas coisas, porque estou "perdida" profissionalmente, porque ficaria mais perto de pessoas que amo, principalmente da minha afilhada que é o bebê mais lindo do mundo!
Tiveram outras coisas que me fizeram aceitar, como o conselho do Boi (meu melhor amigo), meu sexto sentido falando que eu tinha que aceitar, e também por superação, porque isso com certeza eu teria que ter para conseguir.
Preferi enxergar que seria um preparatório para o navio, se é que eu ainda vou, mas isso eu conto em um outro texto, e ainda receberia "uns trocados", ótimo "simbora."
Limpar chão, lavar louça, servir pessoas, fazer crepe, fazer tapioca, cortar carne, ralar mussarela, lixar chapa, foram algumas das minhas atividades nesse mês.
Trabalhei de segunda a segunda, com apenas algumas horas de folga, e isso é muito cansativo.
Uma carga horária nem tão alta, de oito a doze horas por dia, dependeu do dia, mas um serviço totalmente diferente do que eu estava acostumada a fazer, e nos primeiros dias um cansaço do tamanho do universo, mas do corpo e não do psicológico.
Senti na pele várias coisas que tinha ouvido falar de quem trabalha em uma cozinha, e sem dúvida meu respeito e admiração por essas pessoas aumentaram ainda mais.
Eu amo cozinhar e acredito que este trabalho pode influenciar em minhas decisões no futuro.
Dormir no chão e na sala, montar e desmontar a cama todo dia, fazer academia mas não poder correr, andar somente a pé, ficar em pé por muitas horas, entre outras coisas foi um pouco desta minha aventura.
Dissabor, quase nenhum, um trabalho que me deu 99% de satisfação e o restante de insatisfação.
O trabalho que foi menor remunerado que fiz até hoje, mais uma vida tão tranquila como poucas vezes eu tive, leveza, alegria na alma, prazer de trabalhar...
Ah e ficar perto da pequena Sofia, não tem nem como descrever, não tem dinheiro que pague, e não terá nada que suprirá minha saudade.
É foi ruim ficar longe do meu colchão, de algumas pessoas, do Joe, mas confesso também que em momento algum senti saudades da cidade que nasci, ah Goiânia, me desculpe por isso.
Meus sentimentos foram ótimos, minha alma se aquietou, embora minha mão, minhas unhas, meus cabelos estejam um desastre kkkkkkkkk.
Aprendi que, "tem gente que é mais doida que gato no saco", que "galinha que acompanha pato morre afogada" e que em muita das vezes somos "a inteligência pura".
Mas agora é hora de partir mais uma vez, de continuar a minha caminhada, pisar sem sentir o chão, é voar sem asas, é isso que quero para mim, sei que virão dias difíceis, de decisões importantes que mudarão meu destino para sempre, adiei até onde pude para tomá-las, mas a força que ganhei nesses dias e o fortalecimento também da minha fé, me deixam pronta para passar por isso.
A todos envolvidos no processo, aquele abraço de muito obrigada, pelos ensinamentos, pelos sorrisos, pelas conversas, e que Deus retribua tudo esse sentimento maravilhoso que está dentro de mim com realizações para vocês.
Não é um adeus, um até logo.
É uma crônica de agradecimento.
Obrigada a todos e todas, obrigada Pai.
Ficam tantas coisas pra serem ditas, tantas lembranças para serem guardadas, tantos agradecimentos a Deus e a tantas pessoas que vai ser um texto difícil de compor de maneira que expresse pelo menos um pouco do que senti, do que eu aprendi.
Estamos tão acostumados a julgar as pessoas que antes de pensar, observar julgamos, e claro eu infelizmente ainda faço isso, é uma luta diária deixar de julgar.
Julguei sim antes de aceitar o convite pra vir para Morrinhos trabalhar na nova empresa deles por um tempo, mas a verdade é que inconscientemente temos o hábito de ver a vida alheia sobre a nossa ótica, grande erro.
Compreender e aceitar as pessoas do jeito que são sem um pré-conceito é uma das coisas mais difíceis na minha luta para me tornar um ser humano melhor, mas a consciência da importância tem me ajudado.
Pois bem, aceitei, vim trabalhar em uma empresa de crepe e tapioca, sem nunca ter feito nenhum dos dois, para ganhar pouco, e a minha função: faz tudo.
Aceitei porque achava que eu precisava romper com meu orgulho, porque poderia aprender novas coisas, porque estou "perdida" profissionalmente, porque ficaria mais perto de pessoas que amo, principalmente da minha afilhada que é o bebê mais lindo do mundo!
Tiveram outras coisas que me fizeram aceitar, como o conselho do Boi (meu melhor amigo), meu sexto sentido falando que eu tinha que aceitar, e também por superação, porque isso com certeza eu teria que ter para conseguir.
Preferi enxergar que seria um preparatório para o navio, se é que eu ainda vou, mas isso eu conto em um outro texto, e ainda receberia "uns trocados", ótimo "simbora."
Limpar chão, lavar louça, servir pessoas, fazer crepe, fazer tapioca, cortar carne, ralar mussarela, lixar chapa, foram algumas das minhas atividades nesse mês.
Trabalhei de segunda a segunda, com apenas algumas horas de folga, e isso é muito cansativo.
Uma carga horária nem tão alta, de oito a doze horas por dia, dependeu do dia, mas um serviço totalmente diferente do que eu estava acostumada a fazer, e nos primeiros dias um cansaço do tamanho do universo, mas do corpo e não do psicológico.Senti na pele várias coisas que tinha ouvido falar de quem trabalha em uma cozinha, e sem dúvida meu respeito e admiração por essas pessoas aumentaram ainda mais.
Eu amo cozinhar e acredito que este trabalho pode influenciar em minhas decisões no futuro.
Dormir no chão e na sala, montar e desmontar a cama todo dia, fazer academia mas não poder correr, andar somente a pé, ficar em pé por muitas horas, entre outras coisas foi um pouco desta minha aventura.
Dissabor, quase nenhum, um trabalho que me deu 99% de satisfação e o restante de insatisfação.
O trabalho que foi menor remunerado que fiz até hoje, mais uma vida tão tranquila como poucas vezes eu tive, leveza, alegria na alma, prazer de trabalhar...
Ah e ficar perto da pequena Sofia, não tem nem como descrever, não tem dinheiro que pague, e não terá nada que suprirá minha saudade.
É foi ruim ficar longe do meu colchão, de algumas pessoas, do Joe, mas confesso também que em momento algum senti saudades da cidade que nasci, ah Goiânia, me desculpe por isso.
Meus sentimentos foram ótimos, minha alma se aquietou, embora minha mão, minhas unhas, meus cabelos estejam um desastre kkkkkkkkk.
Aprendi que, "tem gente que é mais doida que gato no saco", que "galinha que acompanha pato morre afogada" e que em muita das vezes somos "a inteligência pura".
Mas agora é hora de partir mais uma vez, de continuar a minha caminhada, pisar sem sentir o chão, é voar sem asas, é isso que quero para mim, sei que virão dias difíceis, de decisões importantes que mudarão meu destino para sempre, adiei até onde pude para tomá-las, mas a força que ganhei nesses dias e o fortalecimento também da minha fé, me deixam pronta para passar por isso.
A todos envolvidos no processo, aquele abraço de muito obrigada, pelos ensinamentos, pelos sorrisos, pelas conversas, e que Deus retribua tudo esse sentimento maravilhoso que está dentro de mim com realizações para vocês.
Não é um adeus, um até logo.
É uma crônica de agradecimento.
Obrigada a todos e todas, obrigada Pai.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Simplicidade
É verdade que a simplicidade está na moda.
Eu sempre fui uma pessoa complicada, tenho uma tendência em gostar de tudo que é mais difícil, complico coisas que eu poderia simplificar, principalmente no que tange a emoções, e minha própria natureza, a forma de encarar a vida, torna as coisas um pouco estranhas demais, entre a normalidade e a loucura.
Mas loucura, normalidade falo disso em outro texto mais pra frente.
Olhando para trás percebo que tive uma vida tranquila, casa pra morar, família por perto, nunca tive que trabalhar pra sustentar a família, saúde, é, simples, mas em tantos questionamentos que me encontro sei que não adianta questionar o que passou, mas olhar o que vivi, a forma como encarei tudo, perceber as coisas que compliquei, facilita agir para que as mudanças que eu tanto quero que ocorra em mim e em minha vida aconteçam de verdade.
Hoje primo pela simplicidade, não apenas pelo modismo, mas é que passei por coisas difíceis realmente, que me fizeram entender que a vida passa rápido e que temos que dar o melhor e receber o melhor que ela tem a nos oferecer, e quer mais simples do que isso?
Quando me refiro a simplicidade, me refiro a ser feliz com o que tenho, buscar o que não tenho de maneira leve, divertir olhando o pôr-do-sol, desfrutar a companhia de um amigo mesmo que ele esteja a quilômetros de você e mesmo que para isso use os recursos da internet, é sentar no chão e brincar com uma criança, enxergar as paisagens ao nosso redor, digo não ver o engarrafamento apenas, mas ver o quanto aquele prédio é bonito ou feio (eu sou arquiteta né!), andar mais a pé, conversar coisas que proveitosas, aprender com todos ao redor.... e podem ser tantas coisas que eu poderia ficar dias escrevendo....
Não gosto de me sentir uma refém social, mas eu hei de concordar que ser simples é aumentar a qualidade de vida.
Eu passei uma parte da vida pensando que grandes coisas que faziam grandes pessoas, exemplificando, era legal trabalhar em multinacional, ser o melhor da classe, entre outras coisas, não tinham nada haver, até o curso natural da minha vida, e minha sede por paz na alma mostraram que muita coisa disso não era como eu imaginava que fosse, pode-se viver em qualquer cidade, ter qualquer emprego, namorar qualquer pessoa, e etc, que a felicidade, a alegria, o amor, a paz de espírito, podem estar em qualquer lugar, basta que você esteja em paz consigo mesmo.
E isso para mim é ser simples.
Simples no que se é, simples no que se vê, simples no que se sente.
Uma coisa que facilitou muito, foi o fato de eu não querer o tempo todo entender porque todo mundo tem essa ou aquela atitude, e nem querer que vejam o mundo como eu vejo, parece besteira, mas levei anos para entender isso, e minha vida naturalmente simplificou quando passei a pensar e agir assim.
Não tenho grandes lições, mas o que posso deixar aqui é que nascemos simples, e como crescemos complicamos, e isso é extremamente desnecessário.
Vamos lá nessa luta, ser simples deveria ser fácil, mas pra mim ainda é aprendizado, mas estou feliz pela busca desse caminho, me sinto uma mulher muito melhor e mais feliz, de leveza, e na verdade todos somos iguais nesse quesito, o queremos é ser felizes, e isso é muito mais simples do que parece....
simplicidade - segundo dicionário online
s. f.
Vejo por todos os lado pessoas falando, escrevendo que resolveram ser simples, que simplicidade é o que importa, mas será que estão realmente praticando isso? Será que não estamos em uma grande maioria vivenciadores das "modas para melhorar nosso cotidiano"?
1. Qualidade do que é simples.
2. Ingenuidade.
3. Singeleza.
4. Inocência; candura; modéstia; credulidade.
5. Parvoíce.
6. Naturalidade.
7. Desafectação .
Eu sempre fui uma pessoa complicada, tenho uma tendência em gostar de tudo que é mais difícil, complico coisas que eu poderia simplificar, principalmente no que tange a emoções, e minha própria natureza, a forma de encarar a vida, torna as coisas um pouco estranhas demais, entre a normalidade e a loucura.
Mas loucura, normalidade falo disso em outro texto mais pra frente.
Olhando para trás percebo que tive uma vida tranquila, casa pra morar, família por perto, nunca tive que trabalhar pra sustentar a família, saúde, é, simples, mas em tantos questionamentos que me encontro sei que não adianta questionar o que passou, mas olhar o que vivi, a forma como encarei tudo, perceber as coisas que compliquei, facilita agir para que as mudanças que eu tanto quero que ocorra em mim e em minha vida aconteçam de verdade.
Hoje primo pela simplicidade, não apenas pelo modismo, mas é que passei por coisas difíceis realmente, que me fizeram entender que a vida passa rápido e que temos que dar o melhor e receber o melhor que ela tem a nos oferecer, e quer mais simples do que isso?
Quando me refiro a simplicidade, me refiro a ser feliz com o que tenho, buscar o que não tenho de maneira leve, divertir olhando o pôr-do-sol, desfrutar a companhia de um amigo mesmo que ele esteja a quilômetros de você e mesmo que para isso use os recursos da internet, é sentar no chão e brincar com uma criança, enxergar as paisagens ao nosso redor, digo não ver o engarrafamento apenas, mas ver o quanto aquele prédio é bonito ou feio (eu sou arquiteta né!), andar mais a pé, conversar coisas que proveitosas, aprender com todos ao redor.... e podem ser tantas coisas que eu poderia ficar dias escrevendo....
Não gosto de me sentir uma refém social, mas eu hei de concordar que ser simples é aumentar a qualidade de vida.
Eu passei uma parte da vida pensando que grandes coisas que faziam grandes pessoas, exemplificando, era legal trabalhar em multinacional, ser o melhor da classe, entre outras coisas, não tinham nada haver, até o curso natural da minha vida, e minha sede por paz na alma mostraram que muita coisa disso não era como eu imaginava que fosse, pode-se viver em qualquer cidade, ter qualquer emprego, namorar qualquer pessoa, e etc, que a felicidade, a alegria, o amor, a paz de espírito, podem estar em qualquer lugar, basta que você esteja em paz consigo mesmo.
E isso para mim é ser simples.
Simples no que se é, simples no que se vê, simples no que se sente.
Uma coisa que facilitou muito, foi o fato de eu não querer o tempo todo entender porque todo mundo tem essa ou aquela atitude, e nem querer que vejam o mundo como eu vejo, parece besteira, mas levei anos para entender isso, e minha vida naturalmente simplificou quando passei a pensar e agir assim.
Não tenho grandes lições, mas o que posso deixar aqui é que nascemos simples, e como crescemos complicamos, e isso é extremamente desnecessário.
Vamos lá nessa luta, ser simples deveria ser fácil, mas pra mim ainda é aprendizado, mas estou feliz pela busca desse caminho, me sinto uma mulher muito melhor e mais feliz, de leveza, e na verdade todos somos iguais nesse quesito, o queremos é ser felizes, e isso é muito mais simples do que parece....
sábado, 27 de julho de 2013
Desconforto temporal - A matrix Danillistica!
Você descobre que envelheceu quando em um sábado a noite está sozinha e seu jantar é um misto quente e um copo de leite.
O telefone já não toca mais, e quando toca ou é um parente ou assunto de trabalho.
O envelhecimento representa muito mais coisas do que as "rugas", a mudança do corpo, do metabolismo, dos hormônios.
Eu não sei se o que tive foi crise dos 30 ou se foi apenas coincidência, mas foi um tempo em que tive muitos desprazeres na vida pessoal, na saúde física e também na profissional, aconteceu tudo de uma vez, uma coisa puxou a outra que veio sei lá de onde.
Seres humanos são prolixos, e no momento de aproveitarem para serem simples não o são.
Outro indicativo que a idade não perdoa é que você pensa antes de fazer uma coisa, antes de ir a algum lugar, não dá mais pra esperar em filas quilométricas, não serve qualquer bebida alcoólica, e quem é solteira como eu já não dá mais para beijar qualquer "gatinho".
Tudo se complicou, responsabilidades profissionais, cobranças sociais, além de que não há pique para beber a noite inteira e ir trabalhar no outro dia como se nada tivesse acontecido, aliás sair meio de semana só casos extremos, e se for balada então nem se fala, isso são alguns exemplos.
Ah a balada, antigamente todo dinheiro e energia era praticamente voltado para ela.
Balada agora é mais raro quase do que ganhar aumento salarial.
Agora começamos e devemos mesmo começar a pensar em nossa previdência social, que forma, quanto tempo... Triste verdade!
Engraçado ando me sentindo muito velha, acredito que devida as circunstâncias das escolhas que fiz ultimamente, ( refiro aqui ao navio e todas consequências que essa escolha me trouxe) está fazendo com que eu me sinta velhinha.
E a solteirice me deixa assim melancólica e as vezes saudosista, com saudade não de alguém, mas das circunstâncias naturais de uma boa relação romântica, olho para os lados e vejo todos "tão felizes", todos muito ocupados com os seus carnês, com seus maridos, com seu trabalho, daí vem a parte que me sinto praticamente de outro planeta, tá mas não tente entender essa última parte porque isso merece um texto na íntegra para pelo menos contextualizar.
Parece que todo mundo ficou tão velho de repente, e eu me sinto uma "adolescente" quando me comparo com a maioria, todos com trinta, trinta e poucos anos, afundados em boletos, querendo juntar não sei o que para não sei quem, porque eu percebo que esquecem de aproveitar a juventude do momento e ficam acumulando "bens materiais".
Lógico, todos temos responsabilidades em todos os campos da vida, mas é difícil para mim notar que a maioria deixa pra se divertir na "aposentadoria", que é quando já não se tem mais tantas "obrigações" , mas não se tem mais tanta disposição, saúde... por mais cuidadoso que se seja com a saúde, ter 30 não é igual ter 18, ter 70 não é igual a ter 40.
Não vejo "ninguém" querendo acumular boas histórias de realizações de seus sonhos para contar, muitos passam o tempo presente sonhando com o futuro, e quando este futuro chega sonham com um passado, utilizando a partícula "SE".
Não estar empregada tem me feito refletir muito sobre minha vida, sobre as minhas escolhas, mas poxa vida, eu não tenho que viver como se tivesse quinze anos e nem como se tivesse quarenta e cinco!
As vezes acho que essa sensação de "bagunças de idades" é coisa da minha mente "flutuante", mas de coração não compreendo porque muitos querem envelhecer antes da hora e sequer percebem, a maioria quando assimila que o tempo passou e não tem nem fotografias para recordar.
Não sei se é bem assim, para envelhecer "normalmente" você tem que se casar, e ter filho.
A sociedade de maneira geral excluem as pessoas que não seguiram "esse padrão social", e principalmente na cidade provinciana que moro, ando me sentindo totalmente sem ar, sem lugar, sem opção, uma velha e nova ao mesmo tempo, se é que conseguiriam me entender.
Não preciso ficar mais velha do que sou porque a maioria o faz!
Dá pra ser jovem sendo solteira, e não dá pra ser mãe de qualquer jeito porque o relógio biológico tem um tempo. A verdade é que para algumas coisas tem tempo mesmo, como prazo de validade, uma mulher não pode ter filho velha demais, mas antes sozinha e feliz do que com filho e infeliz.
Vou tentar desconsiderar esse mal estar que ando sentindo com relação a minha idade e a "velhice" alheia, talvez ser tia, fez pesar um pouco, ter que ir ao Batizado da minha afilhada sozinha também não foi uma coisa agradável que me fez pensar que estou velha demais para estar solteira, e com pensamentos em cadeia me senti velha para tantas outras coisas, que parece pessimismo, mas prefiro acreditar que é uma visão minha distorcida do tempo.
Será que eu deveria mesmo largar essa vida "normal" e realmente morar "no mar"?
Não sei, não me incomodo com minha idade, sou feliz com os meus 32 anos, e não troco a minha realidade de hoje pela de quando eu tinha 20, mas é fato que estou sentindo um desconforto "temporal", mas deve passar, até mesmo porque tudo tem um tempo certo e ansiedade nunca ajudou ninguém a compreender essa necessidade que o SR. tempo tem....
Ainda dá pra esperar mais um pouco para ter algumas coisas, para ser o que realmente quero ser, já esperei tanto, se eu perder o foco agora pode se complicar....
Mas não está fácil, sinto como se eu tivesse vivendo em uma Matrix Danillistica, é deve ser isso, provavelmente em algum lugar do tempo e
espaço tudo deve se normalizar.... ou não ! Vai saber...
O telefone já não toca mais, e quando toca ou é um parente ou assunto de trabalho.
O envelhecimento representa muito mais coisas do que as "rugas", a mudança do corpo, do metabolismo, dos hormônios.
Eu não sei se o que tive foi crise dos 30 ou se foi apenas coincidência, mas foi um tempo em que tive muitos desprazeres na vida pessoal, na saúde física e também na profissional, aconteceu tudo de uma vez, uma coisa puxou a outra que veio sei lá de onde.
Seres humanos são prolixos, e no momento de aproveitarem para serem simples não o são.
Outro indicativo que a idade não perdoa é que você pensa antes de fazer uma coisa, antes de ir a algum lugar, não dá mais pra esperar em filas quilométricas, não serve qualquer bebida alcoólica, e quem é solteira como eu já não dá mais para beijar qualquer "gatinho".
Tudo se complicou, responsabilidades profissionais, cobranças sociais, além de que não há pique para beber a noite inteira e ir trabalhar no outro dia como se nada tivesse acontecido, aliás sair meio de semana só casos extremos, e se for balada então nem se fala, isso são alguns exemplos.
Ah a balada, antigamente todo dinheiro e energia era praticamente voltado para ela.
Balada agora é mais raro quase do que ganhar aumento salarial.
Agora começamos e devemos mesmo começar a pensar em nossa previdência social, que forma, quanto tempo... Triste verdade!
Engraçado ando me sentindo muito velha, acredito que devida as circunstâncias das escolhas que fiz ultimamente, ( refiro aqui ao navio e todas consequências que essa escolha me trouxe) está fazendo com que eu me sinta velhinha.
E a solteirice me deixa assim melancólica e as vezes saudosista, com saudade não de alguém, mas das circunstâncias naturais de uma boa relação romântica, olho para os lados e vejo todos "tão felizes", todos muito ocupados com os seus carnês, com seus maridos, com seu trabalho, daí vem a parte que me sinto praticamente de outro planeta, tá mas não tente entender essa última parte porque isso merece um texto na íntegra para pelo menos contextualizar.
Parece que todo mundo ficou tão velho de repente, e eu me sinto uma "adolescente" quando me comparo com a maioria, todos com trinta, trinta e poucos anos, afundados em boletos, querendo juntar não sei o que para não sei quem, porque eu percebo que esquecem de aproveitar a juventude do momento e ficam acumulando "bens materiais".
Lógico, todos temos responsabilidades em todos os campos da vida, mas é difícil para mim notar que a maioria deixa pra se divertir na "aposentadoria", que é quando já não se tem mais tantas "obrigações" , mas não se tem mais tanta disposição, saúde... por mais cuidadoso que se seja com a saúde, ter 30 não é igual ter 18, ter 70 não é igual a ter 40.
Não vejo "ninguém" querendo acumular boas histórias de realizações de seus sonhos para contar, muitos passam o tempo presente sonhando com o futuro, e quando este futuro chega sonham com um passado, utilizando a partícula "SE".
Não estar empregada tem me feito refletir muito sobre minha vida, sobre as minhas escolhas, mas poxa vida, eu não tenho que viver como se tivesse quinze anos e nem como se tivesse quarenta e cinco!
As vezes acho que essa sensação de "bagunças de idades" é coisa da minha mente "flutuante", mas de coração não compreendo porque muitos querem envelhecer antes da hora e sequer percebem, a maioria quando assimila que o tempo passou e não tem nem fotografias para recordar.
Não sei se é bem assim, para envelhecer "normalmente" você tem que se casar, e ter filho.
A sociedade de maneira geral excluem as pessoas que não seguiram "esse padrão social", e principalmente na cidade provinciana que moro, ando me sentindo totalmente sem ar, sem lugar, sem opção, uma velha e nova ao mesmo tempo, se é que conseguiriam me entender.
Não preciso ficar mais velha do que sou porque a maioria o faz!
Dá pra ser jovem sendo solteira, e não dá pra ser mãe de qualquer jeito porque o relógio biológico tem um tempo. A verdade é que para algumas coisas tem tempo mesmo, como prazo de validade, uma mulher não pode ter filho velha demais, mas antes sozinha e feliz do que com filho e infeliz.
Vou tentar desconsiderar esse mal estar que ando sentindo com relação a minha idade e a "velhice" alheia, talvez ser tia, fez pesar um pouco, ter que ir ao Batizado da minha afilhada sozinha também não foi uma coisa agradável que me fez pensar que estou velha demais para estar solteira, e com pensamentos em cadeia me senti velha para tantas outras coisas, que parece pessimismo, mas prefiro acreditar que é uma visão minha distorcida do tempo.
Será que eu deveria mesmo largar essa vida "normal" e realmente morar "no mar"?
Não sei, não me incomodo com minha idade, sou feliz com os meus 32 anos, e não troco a minha realidade de hoje pela de quando eu tinha 20, mas é fato que estou sentindo um desconforto "temporal", mas deve passar, até mesmo porque tudo tem um tempo certo e ansiedade nunca ajudou ninguém a compreender essa necessidade que o SR. tempo tem....
Ainda dá pra esperar mais um pouco para ter algumas coisas, para ser o que realmente quero ser, já esperei tanto, se eu perder o foco agora pode se complicar....
Mas não está fácil, sinto como se eu tivesse vivendo em uma Matrix Danillistica, é deve ser isso, provavelmente em algum lugar do tempo e
espaço tudo deve se normalizar.... ou não ! Vai saber...
sábado, 20 de julho de 2013
Para os meus amigos
Amigo (latim amicus, -i)
adj. s. m.
adj. s. m.
s. m.
adj.
adj.
Amigos de verdade...
Palavras não são capazes de expressar os sentimentos envolvidos em uma amizade verdadeira.
Momentos de ódio, amor, carinho, cuidado entre outros são capazes de demonstrar um pouco do que se sentem os verdadeiros amigos.
Pelos amigos percebemos coisas como,o quanto envelhecemos, o quanto aquele programa de índio foi inesquecível porque nós estavamos lá juntos, quando se ri de tudo, de nada, ou acha graça em expressões como "bota e balão" "aoh ingratidão" entrando até para a linha de piadas internas e não dando a mínima para os outros...
Basta um olhar para um entender o que o outro quer.
Tenho amigos, bonitos, inteligentes, topetudos, divertidos e tudo isso em um deles ou mesmo em todos eles em várias ocasiões.
Na frente de meus amigos posso ser quem eu sou 100%, e isso não me deixa livre de uma bronca, ou de uma crítica, construtiva ou não, (risos), posso pular poças d´água, assistir friends em inglês e nem entender direito, viajar com pouquissimo dinheiro e ainda assim emprestrar um pouco de dinheiro para o que está mais quebrado.
Brigamos e fazemos as pazes, sem hipocrisia, nem sempre deixo de magoá-los, e ainda bem que eles sabem que eu não sou a pessoa mais jeitosa do mundo...ainda assim depois de pedir desculpas, continuam me amando...
Pular quando fala que vai comprar chocolate pode???
Com esse tipo de amigo sempre pode, porque o máximo que o amigo vai dizer é " a Danilla só você mesmo" ... ah e eu adoro quando ouço isso.
Sinto muita saudade de meus amigos, alguns sempre estão mais distantes, por causa da falta de dedicação, por "falta de tempo" ou porque se mudaram e estão literalmente longe, mais ainda sim continuam sendo meus amigos, se eu os revejo depois de um ano, parece que foi ontem que tudo aquilo que já vivenciamos juntos !
Orgulhosamente posso dizer que tenho amigos de todos os jeitos, pra todas as horas, alguns ajudam mais naquela minha falta de paciencia, outros na sua indecisão profissional, enquanto tem sempre aquele(a) que entendem tudo, e que registram na mente lágrimas e sorrisos incapazes de serem fotografados...
Na verdade eu nem sei direito porque estou escrevendo essas coisas...
Mais o fato é que percebo que tenho poucos amigos mais eles são verdadeiros, e nessa fase que estou passando estão me ajudando tanto....
A talvez eu esteja escrevendo por gratidão, e então a vocês meu muito obrigada.
E sei que vocês sabem que eu os amo, e sabem quem são meus verdadeiros amigos...quero tê-los ao meu lado para toda eternidade... (nossa to ficando piega já)...
Registro aqui, meus sentimentos e um pouco de tudo que são para mim e que penso que sou para vocês, meus amigos!
Como diria o meu bagão "Gosto de vocês de graça" ou não...kkkkk
1. Que ou quem sente amizade por ou está ligado por uma afeição recíproca a. = companheiro ≠ inimigo
2. Que ou quem está em boas relações com outrem. ≠ inimigo
3. Que ou quem se interessa por algo ou é defensor de algo (ex.: amigo dos animais). = amante, apreciador
4. Pessoa à qual se está ligado por relação amorosa. = namorado
5. Pessoa que vive maritalmente com outra. = amante, amásio
6. Pessoa que segue um partido ou uma facção!fação. = partidário
7. Forma de tratamento cordial (ex.: venha cá, amigo, que eu ajudo-o).
8. Que inspira simpatia, amizade ou confiança. = amigável, amistoso, reconfortante, simpático
9. Que mantém relações diplomáticas amistosas (ex.: países amigos). = aliado ≠ inimigo
10. Que ajuda ou favorece. = favorável, propício ≠ contrário
Amigos de verdade...
Palavras não são capazes de expressar os sentimentos envolvidos em uma amizade verdadeira.
Momentos de ódio, amor, carinho, cuidado entre outros são capazes de demonstrar um pouco do que se sentem os verdadeiros amigos.
Pelos amigos percebemos coisas como,o quanto envelhecemos, o quanto aquele programa de índio foi inesquecível porque nós estavamos lá juntos, quando se ri de tudo, de nada, ou acha graça em expressões como "bota e balão" "aoh ingratidão" entrando até para a linha de piadas internas e não dando a mínima para os outros...
Basta um olhar para um entender o que o outro quer.
Tenho amigos, bonitos, inteligentes, topetudos, divertidos e tudo isso em um deles ou mesmo em todos eles em várias ocasiões.
Na frente de meus amigos posso ser quem eu sou 100%, e isso não me deixa livre de uma bronca, ou de uma crítica, construtiva ou não, (risos), posso pular poças d´água, assistir friends em inglês e nem entender direito, viajar com pouquissimo dinheiro e ainda assim emprestrar um pouco de dinheiro para o que está mais quebrado.
Brigamos e fazemos as pazes, sem hipocrisia, nem sempre deixo de magoá-los, e ainda bem que eles sabem que eu não sou a pessoa mais jeitosa do mundo...ainda assim depois de pedir desculpas, continuam me amando...
Pular quando fala que vai comprar chocolate pode???
Com esse tipo de amigo sempre pode, porque o máximo que o amigo vai dizer é " a Danilla só você mesmo" ... ah e eu adoro quando ouço isso.
Sinto muita saudade de meus amigos, alguns sempre estão mais distantes, por causa da falta de dedicação, por "falta de tempo" ou porque se mudaram e estão literalmente longe, mais ainda sim continuam sendo meus amigos, se eu os revejo depois de um ano, parece que foi ontem que tudo aquilo que já vivenciamos juntos !
Orgulhosamente posso dizer que tenho amigos de todos os jeitos, pra todas as horas, alguns ajudam mais naquela minha falta de paciencia, outros na sua indecisão profissional, enquanto tem sempre aquele(a) que entendem tudo, e que registram na mente lágrimas e sorrisos incapazes de serem fotografados...
Na verdade eu nem sei direito porque estou escrevendo essas coisas...
Mais o fato é que percebo que tenho poucos amigos mais eles são verdadeiros, e nessa fase que estou passando estão me ajudando tanto....
A talvez eu esteja escrevendo por gratidão, e então a vocês meu muito obrigada.
E sei que vocês sabem que eu os amo, e sabem quem são meus verdadeiros amigos...quero tê-los ao meu lado para toda eternidade... (nossa to ficando piega já)...
Como diria o meu bagão "Gosto de vocês de graça" ou não...kkkkk
terça-feira, 2 de julho de 2013
Missão STCW = Missão superação
Hoje quero delinear o que quer dizer superação.
Na verdade há alguns meses eu aprendo cada vez melhor o significado dessa palavra.
Tomar decisão de que caminho seguir, e este caminho ser mais longo e demorado do que o que se está acostumado toma de nós humor, paciência e uma dieta alimentar equilibrada, haja "doce".
Tudo poderia ser mais difícil e talvez sem sucesso se eu não tivesse por vários motivos, que alguns até já registrei aqui, decidido escutar minha alma e meu coração.
Resumindo que é ser Mundão de fato.
Até agora o que tem sido pior é a falta de dinheiro, pois sem dinheiro não fazemos nada, e se precisarmos fazer alguma coisa dependemos dos outros, e depender dos outros acho que todos sabemos pelo menos um pouco que não é um fato divertido, e o outro elemento é administrar o tempo, sim eu não estou oficialmente trabalhando, mas para a seleção de emprego tive que estudar feito doida e sozinha, eu Deus e a internet sabemos bem, estudar línguas estrangeiras e produtos que eu nunca tinha ouvido falar, tive que escrever meu trabalho de conclusão de curso da minha pós-graduação, deixar o caminho livre para em breve começar a navegar.
O processo de seleção para este tipo de trabalho, ao menos na minha empresa, (Starboard) é longo já estou no terceiro mês, já fui aprovada, já fiz um treinamento regulamentar exigido pela Marinha, e ainda faltam mais duas etapas.
Particularmente, este treinamento da Marinha é algo que eu nem imaginava que fosse mexer tanto comigo, para mim era só mais uma forma de o Governo arrancar dinheiro.
E este curso, o STCW, (standards of training certification and watchkeeeping for seafares) conhecido por nós brasileiros por CBSN (curso básico de segurança para navios) , é nosso assunto de hoje, é um curso cujo programa prevê normas de segurança pessoal e responsabilidade social, técnicas de sobrevivência, procedimentos de emergência, prevenção e combate a incêndio e primeiros socorros elementar.
Tirando a parte de que meu sono, e foi pouca, culpa de minha insônia, não pisquei o olho, eu adorei o Comandante Moisés, que de maneira clara, objetiva nos instruiu conforme normas e conteúdos previstos de maneira nos fazer entender que temos vidas em jogo além das nossas, e que somos responsáveis por elas em caso de qualquer tipo de emergência.
Ele com sua experiência deu dicas preciosas para um embarque mais tranquilo, e desempenho de nossos trabalhos com louvor.
Espero poder seguir os conselhos dele, e não deixar minha cabeça "pirar" e vislumbrar pela nova experiência da vida no navio.
Eu confesso que não sou a pessoa mais disciplinada do mundo, mas também é verdade que rendo mais, quanto maior for a cobrança, então por tudo que foi me dito até agora acredito que renderei um bom trabalho e consequentemente trarei um pouco mais de disciplina para minha vida também quando estiver em terra.
Toda vez que o Comandante contava a história de um acidente, ou de como certas coisas aconteciam me dava um medo maior, e eu completamente desnorteada com tantas informações novas de um gênero que eu nunca tinha ouvido falar pensei que eu não iria conseguir, que esse seria o momento adequado para desistir.
O curso era composto de três dias de aula teórica e uma prova escrita, e um dia para avaliação das atividades práticas necessárias para se fazer cumprir o que foi ministrado no STCW.
Dias frios me apavoravam ainda mais ao imaginar que teria que pular em uma piscina daquele jeito e com temperatura abaixo de 20 graus, como também a temperatura ambiente, e pensa uma Goianiense que tem como temperatura constante e na maior parte do ano acima dos 30 graus, que tortura!?
E eu fazendo um trabalho psicológico a semana toda, principalmente por não saber nadar e ter que pular a 3 metros de altura e nadar até um bote, simulando situação real de acidente no navio.
Mas eu mal sabia que ainda teria que testar e demonstrar maneiras de sobrevivência na água em grupo, e nadar em grupo também.
Mesmo com todo aparato de segurança, salva-vidas, eu estava morrendo de medo, e cada vez que o Comandante explicava como seria eu pensava, agora eu não vou dar conta, vou passar vergonha.
Aff...
Meu primeiro pulo na água ocasionou um pânico de cerca de 15 segundos, que tomou conta de mim e eu juro que pensei que ia morrer afogada, olha a loucura com colete e tudo, quando pensei eu tenho que conseguir e olhei para o lado todos os colegas de curso na mesma situação eu fui me acalmando e consegui conscientizar de fato que não tem como se afogar usando colete salva vidas.
E assim foi feito toda a parte de água, eu consegui, é verdade que engoli muita água sem querer, e que alguns exercícios realmente não são fáceis, mas uma etapa do processo estava cumprida e meu ser se inundou de uma sensação de vitória, mesmo que aos olhos de muitos não tenha significado, para mim já tinha valido muito a pena até onde eu tinha vivido toda essa maluquice.
Na segunda parte, a prática de combate a incêndio, e gente como disse a um colega, nem nos meus sonhos e imaginações mais mirabolantes eu pensava que iria um dia saber como apagar fogo, e gente fogo de verdade, com extintor e com aquelas mangueiras que eu só tinha visto os bombeiros dos filmes utilizarem.
Tudo bem também estávamos com todos aparatos de segurança, mas quando o Capitão ligou o fogo e fez a primeira demonstração, eu só pensava, morri, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.....
Nossa como o extintor é pesado, como o calor do fogo me assustou, e o fogo pegando dá um medo que só consegui apertar a válvula do extintor pra valer na minha segunda tentativa, e claro que me embananei na hora de romper o lacre.
Aprende-se ai também a trabalhar em equipe, tudo que um faz influencia na salvatagem ou morte dos envolvidos e das possíveis vítimas.
E achando que era pouco tinha uma casinha escura, cheia de fumaça, com degraus e tudo que cada grupo teria que salvar uma suposta vítima, aí amigos, pensei vou no mínimo desmaiar.... quando fechou a porta, Jesus, não dava pra ver nada, uma fumaceira e ter que aplicar tudo que foi ensinado foi um desafio cumprido, mas nos primeiros segundos novamente apavorante.
E continua o exercício, e eu só pensava, gente, quanto é que os bombeiros ganham mesmo para arriscarem suas vidas? Percebi naquela ocasião o quanto são importantes, o quanto tem que ser preparados, o quanto arriscam suas vidas em prol das pessoas "comuns", passei a admirá-los como eu nunca tinha feito até então e juro que me senti envergonhada por só então dar a estes profissionais o valor que eles merecem.
Dá pra imaginar o quanto aquela mangueira joga água com força?
Pois bem consegui de novo.
E eu saia dali daquele local com algumas sensações que eu nunca havia sentido na vida, foi um dia muito emocionante, indescritível no campo das sensações e das superações que tive que ter comigo mesma, incomparáveis a nada que vivi, e incríveis como nunca imaginei que pudessem ser.
O medo do desconhecido é assim mesmo horrível, mas agora mesmo estando longe de ser bombeira, médica ou qualquer pessoa formada para salvar vidas, tenho consciência dos procedimentos a serem tomados no caso de emergência no meu ambiente de trabalho, o navio, (ainda acho tudo isso uma doideira) e a minha responsabilidade com as outras pessoas.
Acredito com tudo isso ter me tornado uma mulher menos egoísta, mais forte, mais guerreira e com um senso de cuidado com o próximo bem maior do que eu tinha antes de passar por isso tudo.
A propósito tirei 9,4 na prova escrita e fui aprovada na avaliação prática (que não foi dado nota), mas agora sinto que realmente está começando a minha vida marítima, e tudo isso inunda meu ser com uma felicidade que não consigo descrever.
A maior lição, é que somos capazes de fazer tudo que quisermos, basta querer, ir atrás, nos capacitarmos, estudarmos, missão STCW=missão superação, cumprida com sucesso, que venha agora esse "marzão de meu Deus", e pessoas superação é uma palavra da qual me orgulho de a cada dia conhecer mais!
Ah e se por um acaso alguém que tiver feito o curso comigo ler este texto, por favor não riam de como eu me senti, tem coisas que não contamos assim de qualquer jeito kkkkkkk, e faz de conta que sou durona!
Um beijo a todos até a minha próxima aventura, que atualmente andam só me surpeendendo....kkkkkkkk
Na verdade há alguns meses eu aprendo cada vez melhor o significado dessa palavra.
Tomar decisão de que caminho seguir, e este caminho ser mais longo e demorado do que o que se está acostumado toma de nós humor, paciência e uma dieta alimentar equilibrada, haja "doce".
Tudo poderia ser mais difícil e talvez sem sucesso se eu não tivesse por vários motivos, que alguns até já registrei aqui, decidido escutar minha alma e meu coração.
Resumindo que é ser Mundão de fato.
Até agora o que tem sido pior é a falta de dinheiro, pois sem dinheiro não fazemos nada, e se precisarmos fazer alguma coisa dependemos dos outros, e depender dos outros acho que todos sabemos pelo menos um pouco que não é um fato divertido, e o outro elemento é administrar o tempo, sim eu não estou oficialmente trabalhando, mas para a seleção de emprego tive que estudar feito doida e sozinha, eu Deus e a internet sabemos bem, estudar línguas estrangeiras e produtos que eu nunca tinha ouvido falar, tive que escrever meu trabalho de conclusão de curso da minha pós-graduação, deixar o caminho livre para em breve começar a navegar.
O processo de seleção para este tipo de trabalho, ao menos na minha empresa, (Starboard) é longo já estou no terceiro mês, já fui aprovada, já fiz um treinamento regulamentar exigido pela Marinha, e ainda faltam mais duas etapas.
Particularmente, este treinamento da Marinha é algo que eu nem imaginava que fosse mexer tanto comigo, para mim era só mais uma forma de o Governo arrancar dinheiro.
E este curso, o STCW, (standards of training certification and watchkeeeping for seafares) conhecido por nós brasileiros por CBSN (curso básico de segurança para navios) , é nosso assunto de hoje, é um curso cujo programa prevê normas de segurança pessoal e responsabilidade social, técnicas de sobrevivência, procedimentos de emergência, prevenção e combate a incêndio e primeiros socorros elementar.
Tirando a parte de que meu sono, e foi pouca, culpa de minha insônia, não pisquei o olho, eu adorei o Comandante Moisés, que de maneira clara, objetiva nos instruiu conforme normas e conteúdos previstos de maneira nos fazer entender que temos vidas em jogo além das nossas, e que somos responsáveis por elas em caso de qualquer tipo de emergência.
Ele com sua experiência deu dicas preciosas para um embarque mais tranquilo, e desempenho de nossos trabalhos com louvor.
Espero poder seguir os conselhos dele, e não deixar minha cabeça "pirar" e vislumbrar pela nova experiência da vida no navio.
Eu confesso que não sou a pessoa mais disciplinada do mundo, mas também é verdade que rendo mais, quanto maior for a cobrança, então por tudo que foi me dito até agora acredito que renderei um bom trabalho e consequentemente trarei um pouco mais de disciplina para minha vida também quando estiver em terra.
Toda vez que o Comandante contava a história de um acidente, ou de como certas coisas aconteciam me dava um medo maior, e eu completamente desnorteada com tantas informações novas de um gênero que eu nunca tinha ouvido falar pensei que eu não iria conseguir, que esse seria o momento adequado para desistir.
O curso era composto de três dias de aula teórica e uma prova escrita, e um dia para avaliação das atividades práticas necessárias para se fazer cumprir o que foi ministrado no STCW.
Dias frios me apavoravam ainda mais ao imaginar que teria que pular em uma piscina daquele jeito e com temperatura abaixo de 20 graus, como também a temperatura ambiente, e pensa uma Goianiense que tem como temperatura constante e na maior parte do ano acima dos 30 graus, que tortura!?
E eu fazendo um trabalho psicológico a semana toda, principalmente por não saber nadar e ter que pular a 3 metros de altura e nadar até um bote, simulando situação real de acidente no navio.
Mas eu mal sabia que ainda teria que testar e demonstrar maneiras de sobrevivência na água em grupo, e nadar em grupo também.
Mesmo com todo aparato de segurança, salva-vidas, eu estava morrendo de medo, e cada vez que o Comandante explicava como seria eu pensava, agora eu não vou dar conta, vou passar vergonha.
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| Toda turma momentos antes do momento salvatagem e sobrevivência no mar! |
E assim foi feito toda a parte de água, eu consegui, é verdade que engoli muita água sem querer, e que alguns exercícios realmente não são fáceis, mas uma etapa do processo estava cumprida e meu ser se inundou de uma sensação de vitória, mesmo que aos olhos de muitos não tenha significado, para mim já tinha valido muito a pena até onde eu tinha vivido toda essa maluquice.
Na segunda parte, a prática de combate a incêndio, e gente como disse a um colega, nem nos meus sonhos e imaginações mais mirabolantes eu pensava que iria um dia saber como apagar fogo, e gente fogo de verdade, com extintor e com aquelas mangueiras que eu só tinha visto os bombeiros dos filmes utilizarem.
Tudo bem também estávamos com todos aparatos de segurança, mas quando o Capitão ligou o fogo e fez a primeira demonstração, eu só pensava, morri, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.....
Nossa como o extintor é pesado, como o calor do fogo me assustou, e o fogo pegando dá um medo que só consegui apertar a válvula do extintor pra valer na minha segunda tentativa, e claro que me embananei na hora de romper o lacre.
Aprende-se ai também a trabalhar em equipe, tudo que um faz influencia na salvatagem ou morte dos envolvidos e das possíveis vítimas.
E achando que era pouco tinha uma casinha escura, cheia de fumaça, com degraus e tudo que cada grupo teria que salvar uma suposta vítima, aí amigos, pensei vou no mínimo desmaiar.... quando fechou a porta, Jesus, não dava pra ver nada, uma fumaceira e ter que aplicar tudo que foi ensinado foi um desafio cumprido, mas nos primeiros segundos novamente apavorante.
E continua o exercício, e eu só pensava, gente, quanto é que os bombeiros ganham mesmo para arriscarem suas vidas? Percebi naquela ocasião o quanto são importantes, o quanto tem que ser preparados, o quanto arriscam suas vidas em prol das pessoas "comuns", passei a admirá-los como eu nunca tinha feito até então e juro que me senti envergonhada por só então dar a estes profissionais o valor que eles merecem.
Dá pra imaginar o quanto aquela mangueira joga água com força?
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| Prontos para o treinamento de combate a incêndio. |
E eu saia dali daquele local com algumas sensações que eu nunca havia sentido na vida, foi um dia muito emocionante, indescritível no campo das sensações e das superações que tive que ter comigo mesma, incomparáveis a nada que vivi, e incríveis como nunca imaginei que pudessem ser.
O medo do desconhecido é assim mesmo horrível, mas agora mesmo estando longe de ser bombeira, médica ou qualquer pessoa formada para salvar vidas, tenho consciência dos procedimentos a serem tomados no caso de emergência no meu ambiente de trabalho, o navio, (ainda acho tudo isso uma doideira) e a minha responsabilidade com as outras pessoas.
Acredito com tudo isso ter me tornado uma mulher menos egoísta, mais forte, mais guerreira e com um senso de cuidado com o próximo bem maior do que eu tinha antes de passar por isso tudo.
A propósito tirei 9,4 na prova escrita e fui aprovada na avaliação prática (que não foi dado nota), mas agora sinto que realmente está começando a minha vida marítima, e tudo isso inunda meu ser com uma felicidade que não consigo descrever.
A maior lição, é que somos capazes de fazer tudo que quisermos, basta querer, ir atrás, nos capacitarmos, estudarmos, missão STCW=missão superação, cumprida com sucesso, que venha agora esse "marzão de meu Deus", e pessoas superação é uma palavra da qual me orgulho de a cada dia conhecer mais!
Ah e se por um acaso alguém que tiver feito o curso comigo ler este texto, por favor não riam de como eu me senti, tem coisas que não contamos assim de qualquer jeito kkkkkkk, e faz de conta que sou durona!
Um beijo a todos até a minha próxima aventura, que atualmente andam só me surpeendendo....kkkkkkkk
quarta-feira, 12 de junho de 2013
O que vi do dia dos namorados
Vou escrever não apenas porque acredito que comemorar o dia dos namorados seja uma data comercial, se fosse assim tristemente as datas dia das mães, pais, natal, páscoa...e etc seria apenas comércio, tudo depende do que você faz do dia e como celebrar e dos outros dias no resto do ano, se para você o que importa é o quanto seu namorado gastou com seu presente, nossa ainda bem que o comércio estimula, ou se você apenas dá carinho e atenção nesse dia, reveja sua relação, seu comportamento.
Acho importante ter uma data marcada também para comemorar.
Meu último dia dos namorados comemorado foi no dia 12 de junho de 2010, é já faz um tempo, mas foi tão ruim gente, que para passar por aquilo de novo prefiro continuar solteira até encontrar alguém digno de chamar de namorado, e olha que isso não é papo de recalcada, é de coração, bem mas esse texto também não é para lamentações, isto foi só uma observação.
Quando namoro gosto sempre de comprar alguma coisa que sei que a pessoa vai gostar ou que está precisando, mas gosto também de ter um presente para dizer "esse fui eu que fiz", que sempre com carinho e de um jeito particular demonstra meus sentimentos.
Hoje que me sinto mais segura e madura até consigo entender um pouco do porque estou sozinha, antes eu reclamava tanto por estar solteira no dia dos namorados que credo, hoje conheço meus defeitos, minhas qualidades sei da minha potencialidade, mas confio muito no Altíssimo, e agora em minhas orações é "só me deixe amar de novo Pai o que o Senhor escolher", além dessa visão espiritualista ainda incluo as escolhas que fiz sobre muitos setores da minha vida, e nenhum momento foram falta de opção, mas por consequências mesmo de tudo que escolhi.
Eu gosto de definir o amor como aquela pessoa que está nosso lado em todos os momentos inclusive para não fazer nada juntos e ainda assim ser bom! Porque por trás disso tem tanta coisa que não deixa faltar nada, e essa é a pessoa que devemos passar o resto de nossas vidas.
Uma outra verdade é que não estou procurando metade, porque sou inteira, tenho desejos, sonhos, vontades, características, e defeitos também, e quero alguém que seja inteiro também com tudo isso e se possível algo mais, que se veja como tal, que seja consciente de si mesmo, e não apenas mais um metido, arrogante, egoísta, egocêntrico e cafajeste, e que junto sejamos multiplicação e não apenas simples soma "de metades" como vejo muitas pessoas falarem por aí.
Vi muitas declarações de amor no facebook, no twitter no instagram, e eu como romântica incorrigível acho tudo lindo, excluindo é claro os hipócritas que dão presentes e dizem eu te amo sem significar nada, mas também não é questão desse momento discutir hipocrisia.
Neste dia pessoas mudam as músicas que escutam, carregam os ramalhetes de flores que receberam como troféu, escrevem coisas bonitas, se declaram mesmo que timidamente, enfim enche o mundo de amor e boas energias, e eu adoro isso!
Ah se as pessoas tivessem mais esse brilho no olhar e esse cuidado na alma durante todo o ano.
Enquanto estou solteira vou aproveitando para namorar minhas oportunidades, para pensar só em mim, para dedicar ainda mais tempo para os meus amigos, para me olhar no espelho e me namorar... porque também ao meu ver namorar está longe de ser só relação sexual seja ela de qual natureza for, "namora-se" amigos, familiares, parentes...
Tudo que vivi em amor até hoje foi tão lindo mesmo que não tenho dado certo é fato de que sinto saudades de alguém para vivenciar histórias melhores ainda do que a que já tive, pois eu ainda sou daquelas que mesmo tendo passado por desilusões ainda acredito no amor.
Estou feliz com esse meu dia dos meus namorados, e mesmo sozinha estou bem, e o máximo que irei fazer hoje é passear com meu cachorro Joe.
Torço para que você esteja feliz também.
Espero que o próximo dia dos namorados eu tenha alguém, gente é tanto amor para dar, que tem que ser alguém que queira amar e ser muito amado.
E não tem problema mesmo que meu coração agora esteja vibrando um sentimento que não sei explicar o que é, se é paixonite, encantamento, admiração, ou a soma de tudo isso e algo mais (risos).... está a 1000 km daqui, e mesmo que seja a toa e unilateral também estou feliz com isso.
O que vi desse dia dos namorados em 2013 foi diferente, e também especial, mesmo estando solteira porque pude perceber meu crescimento, minha alegria, meu novo jeito de amar a vida e as pessoas que a graça Divina tem me dado todos os dias do ano.
.
Feliz dia dos namorados!!!
Acho importante ter uma data marcada também para comemorar.
Meu último dia dos namorados comemorado foi no dia 12 de junho de 2010, é já faz um tempo, mas foi tão ruim gente, que para passar por aquilo de novo prefiro continuar solteira até encontrar alguém digno de chamar de namorado, e olha que isso não é papo de recalcada, é de coração, bem mas esse texto também não é para lamentações, isto foi só uma observação.
Quando namoro gosto sempre de comprar alguma coisa que sei que a pessoa vai gostar ou que está precisando, mas gosto também de ter um presente para dizer "esse fui eu que fiz", que sempre com carinho e de um jeito particular demonstra meus sentimentos.
Hoje que me sinto mais segura e madura até consigo entender um pouco do porque estou sozinha, antes eu reclamava tanto por estar solteira no dia dos namorados que credo, hoje conheço meus defeitos, minhas qualidades sei da minha potencialidade, mas confio muito no Altíssimo, e agora em minhas orações é "só me deixe amar de novo Pai o que o Senhor escolher", além dessa visão espiritualista ainda incluo as escolhas que fiz sobre muitos setores da minha vida, e nenhum momento foram falta de opção, mas por consequências mesmo de tudo que escolhi.
Eu gosto de definir o amor como aquela pessoa que está nosso lado em todos os momentos inclusive para não fazer nada juntos e ainda assim ser bom! Porque por trás disso tem tanta coisa que não deixa faltar nada, e essa é a pessoa que devemos passar o resto de nossas vidas.
Uma outra verdade é que não estou procurando metade, porque sou inteira, tenho desejos, sonhos, vontades, características, e defeitos também, e quero alguém que seja inteiro também com tudo isso e se possível algo mais, que se veja como tal, que seja consciente de si mesmo, e não apenas mais um metido, arrogante, egoísta, egocêntrico e cafajeste, e que junto sejamos multiplicação e não apenas simples soma "de metades" como vejo muitas pessoas falarem por aí.
Vi muitas declarações de amor no facebook, no twitter no instagram, e eu como romântica incorrigível acho tudo lindo, excluindo é claro os hipócritas que dão presentes e dizem eu te amo sem significar nada, mas também não é questão desse momento discutir hipocrisia.
Neste dia pessoas mudam as músicas que escutam, carregam os ramalhetes de flores que receberam como troféu, escrevem coisas bonitas, se declaram mesmo que timidamente, enfim enche o mundo de amor e boas energias, e eu adoro isso!
Ah se as pessoas tivessem mais esse brilho no olhar e esse cuidado na alma durante todo o ano.
Enquanto estou solteira vou aproveitando para namorar minhas oportunidades, para pensar só em mim, para dedicar ainda mais tempo para os meus amigos, para me olhar no espelho e me namorar... porque também ao meu ver namorar está longe de ser só relação sexual seja ela de qual natureza for, "namora-se" amigos, familiares, parentes...
Tudo que vivi em amor até hoje foi tão lindo mesmo que não tenho dado certo é fato de que sinto saudades de alguém para vivenciar histórias melhores ainda do que a que já tive, pois eu ainda sou daquelas que mesmo tendo passado por desilusões ainda acredito no amor.
Estou feliz com esse meu dia dos meus namorados, e mesmo sozinha estou bem, e o máximo que irei fazer hoje é passear com meu cachorro Joe.
Torço para que você esteja feliz também.
Espero que o próximo dia dos namorados eu tenha alguém, gente é tanto amor para dar, que tem que ser alguém que queira amar e ser muito amado.
E não tem problema mesmo que meu coração agora esteja vibrando um sentimento que não sei explicar o que é, se é paixonite, encantamento, admiração, ou a soma de tudo isso e algo mais (risos).... está a 1000 km daqui, e mesmo que seja a toa e unilateral também estou feliz com isso.
O que vi desse dia dos namorados em 2013 foi diferente, e também especial, mesmo estando solteira porque pude perceber meu crescimento, minha alegria, meu novo jeito de amar a vida e as pessoas que a graça Divina tem me dado todos os dias do ano.
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Feliz dia dos namorados!!!
segunda-feira, 10 de junho de 2013
I´m yours
Um estado que não é o meu, duas pessoas que não se conhecem, um mesmo nome, uma mesma cidade, até a mesma idade e um cantor admirado pelas três pessoas envolvidas, que por uma é conhecido todos, e os outras duas nunca se viram, histórias diferentes demais, e similares demais.
Nenhum final feliz.
Ainda que um deles está perto, um é alívio não possuir e outro que está longe e é saudade.
De quem há saudade, há vontade, talvez houvesse reciprocidade.
De quem há alívio, a benção Divina por deixar de existir um na vida do outro.
São simples e bobas coincidências ambas em um coração que já amou mais de uma vez, que já chorou por amor também.
Mas que tantas vezes foi feliz, que muito sorriu e se divertiu.
Há quem diga que é falta de sorte, já eu diria ser sorte demais.
Não há comparações.
Nenhum comprometimento real afinal.
Um assumidamente desinteressado e outro falsamente interessado.
Duas belezas diferentes, mas ambos belos.
Um ficou no passado.
E outro deve ficar no passado em um futuro próximo. Complexo?!
Sim!
Eu poderia ter escolhido não ter nada da primeira e nem da segunda história, mas a segunda eu deveria não ter vivido.
Só que aconteceu assim do nada, e uma força maior fez sentir o inesperado no sangue, no corpo, no coração, e um desejo como tão poucas vezes senti e vivi.
Essa é a "dor e a delícia" de ter arriscado, sei que é bom, mas sei que não vai continuar sendo.
Distância, comprometimento, descomprometimento, são elementos que faz o que nem começou acabar.
Mas boas histórias as vezes são assim, rápidas, solúveis, tão intensas como o chocolate 100% cacau.
E algumas delas temos que escrever assim, com sujeito oculto ou indeterminado.
Mas também ficam na saudade e esse "vazio" abre mais uma vez caminho para novas possibilidades!
Pode vim seja lá quem for, I´m Yours!
http://letras.mus.br/jason-mraz/1408813/traducao.html
Nenhum final feliz.
Ainda que um deles está perto, um é alívio não possuir e outro que está longe e é saudade.
De quem há saudade, há vontade, talvez houvesse reciprocidade.
De quem há alívio, a benção Divina por deixar de existir um na vida do outro.
São simples e bobas coincidências ambas em um coração que já amou mais de uma vez, que já chorou por amor também.
Mas que tantas vezes foi feliz, que muito sorriu e se divertiu.
Há quem diga que é falta de sorte, já eu diria ser sorte demais.
Não há comparações.
Nenhum comprometimento real afinal.
Um assumidamente desinteressado e outro falsamente interessado.
Duas belezas diferentes, mas ambos belos.
Um ficou no passado.
E outro deve ficar no passado em um futuro próximo. Complexo?!Sim!
Eu poderia ter escolhido não ter nada da primeira e nem da segunda história, mas a segunda eu deveria não ter vivido.
Só que aconteceu assim do nada, e uma força maior fez sentir o inesperado no sangue, no corpo, no coração, e um desejo como tão poucas vezes senti e vivi.
Essa é a "dor e a delícia" de ter arriscado, sei que é bom, mas sei que não vai continuar sendo.
Distância, comprometimento, descomprometimento, são elementos que faz o que nem começou acabar.
Mas boas histórias as vezes são assim, rápidas, solúveis, tão intensas como o chocolate 100% cacau.
E algumas delas temos que escrever assim, com sujeito oculto ou indeterminado.
Mas também ficam na saudade e esse "vazio" abre mais uma vez caminho para novas possibilidades!
Pode vim seja lá quem for, I´m Yours!
http://letras.mus.br/jason-mraz/1408813/traducao.html
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Pontuação ruim é vida sem graça, vida que passa despercebido.
Eu sei que pontos finais dão inicio a uma nova "sentença", mas as vezes nos pegam desprevenidos e por isso "dói".
Também sei da importância da virgula, que nessa "pausa" pode mudar todo significado.
As interrogações servem para nos "ensinar" pois as nossas duvidas e as perguntas são dadas respostas, quer gostemos ou não.
Já a exclamação é a minha favorita "explicadora de emoções" , seja ela de qual tipo for.
Sabe aquele momento inesquecível, que gostaríamos de marcar e chamar a atenção para que todos vejam, então use um asterisco.
Agora se quiser realmente traduzir o que pensa por palavras, reflita se organize em suas frases e está ai uma vida como se fosse os seus dois pontos.
E como parecido com um ponto e vírgula, pense, mas não exite ainda , não coloque um ponto final se não tiver certeza.
Devem ser lembrados ainda o parágrafo, "organiza o começo" e o travessão para deixar claro quem é que diz!
Ah e ainda temos a reticências, nossa "longevidade, esperança, fé"!
Há quem passe uma vida inteira negando o momento de cada "ponto" e talvez por isso viva assim como um texto mal pontuado, sem sentido, ruim, desinteressante.
Pontuação ruim é vida sem graça, vida que passa despercebido.
Também sei da importância da virgula, que nessa "pausa" pode mudar todo significado.
As interrogações servem para nos "ensinar" pois as nossas duvidas e as perguntas são dadas respostas, quer gostemos ou não.
Já a exclamação é a minha favorita "explicadora de emoções" , seja ela de qual tipo for.
Sabe aquele momento inesquecível, que gostaríamos de marcar e chamar a atenção para que todos vejam, então use um asterisco.
Agora se quiser realmente traduzir o que pensa por palavras, reflita se organize em suas frases e está ai uma vida como se fosse os seus dois pontos.
E como parecido com um ponto e vírgula, pense, mas não exite ainda , não coloque um ponto final se não tiver certeza.
Devem ser lembrados ainda o parágrafo, "organiza o começo" e o travessão para deixar claro quem é que diz!
Ah e ainda temos a reticências, nossa "longevidade, esperança, fé"!
Há quem passe uma vida inteira negando o momento de cada "ponto" e talvez por isso viva assim como um texto mal pontuado, sem sentido, ruim, desinteressante.
Pontuação ruim é vida sem graça, vida que passa despercebido.
sábado, 25 de maio de 2013
Sales associate
Quantas vezes em nossas vidas realmente acreditamos em nós mesmos?
Quantos dias de nossa história levantamos cedo com o brilho no olhar e o objetivo de chegar mais perto de nós mesmos?
Chegar perto de si mesmo não é uma tarefa tão simples quanto parece, "todos temos que demais", temos que estudar, temos que trabalhar, temos que ser bons filhos, temos que ter um bom parceiro, temos que ser educados o tempo todo, temos que ser feliz? oi as pessoas não podem ter um minuto de tristeza sequer, as vezes essa "baboseira de felicidade me cansa", até mesmo porque o que faz uma pessoa feliz não é o que faz a outra , e temos que ser feliz do jeito de quem afinal?
Quando realmente decidimos ser quem queremos ser, mergulhar em cada milímetro de nós mesmos, conhecer nosso corpo a mágica de nossa alma, entramos em um "caminho sem volta" e nos tornamos completos afinal, mas as vezes para quem está de fora é estranho, esquisito, ou até louco....
Eu decidi que este ano eu faria as coisas diferentes, fui demitida e não quis recomeçar, primeiro porque não sabia o que queria fazer, segundo porque sabia que precisava do mundão, terceiro porque não queria ficar nessa cidade nesse momento, e desde essa minha escolha passei por coisas fantásticas, incríveis e chateações que sem brincadeira, mesmo sendo poucas ainda assim foram muito importantes e o ruim não foi tão ruim assim!
E isso é assim porque quando somos inteiros temos uma força extra, parecemos super herói.
E o que conto hoje começa quando um primo me convidou para participar de um processo seletivo para trabalhar em um navio, eu já tinha feito uma vez e desisti no meio, mas resolvi fazer de novo, mesmo eu ainda estando perdida naquele momento.
E as etapas foram sendo feitas, a primeira entrevista eu declinei, me chamaram de novo, dai sim fiz o processo todo que começou no final de fevereiro.
Quando eu passei na primeira entrevista que foi feita em inglês, percebi duas coisas, que eu dava conta mas que eu precisava ser melhor.
E assim me indicaram para o cargo de SALES ASSOCIATE, um jeito chique de falar vendedor de duty free dos navios, eu não escolhi o cargo, porque esse foi um momento minha vida como nunca teve esteve tão entregue nas mãos de Deus, e achei legal, ganhar em U$ para viajar, pobre só pode ver o mundo assim trabalhando muito.
Trabalhar de 9:00 as 0:00, ficar em pé, bater meta de vendas, falar inglês o tempo todo, morar em uma cabine pequena com estranho, nem isso me desanimou, eu poderia descer na maioria dos portos, com autorização poderia assistir a shows, peças de teatro, me fascinou.
Eu não contei para quase ninguém da minha empreitada, porque quase todo mundo é do tipo que "formou-se em uma coisa tem que morrer fazendo aquilo", mas não eu não acredito nisso, acredito que temos que buscar a felicidade do que queremos naquele momento de nossas vidas, da forma que nos parecer mais completa possível.
E gente eu sou arquiteta e urbanista, amo minha profissão, mas preciso de me respeitar, preciso de um tempo, e por essa minha nova escolha sofri muita descriminação, quatro pessoas só me apoiaram, o resto falando que eu era doida, mas gente quem não sabia disso ainda? Me chamar de doida já disse aqui que é um elogio.
Pensem o quanto minha carga cultural, arquitetônica, pessoal vão aumentar.
O contrato é para seis meses, que garanto deve parecer anos.
Pois bem passei a estudar feito louca, dia e noite estudando inglês e italiano até que finalmente marcaram minha entrevista com a Companhia, dia 17/05 meu Deus só de ler o email me deu uma tremedeira.
Ai veio a bomba a dez dias antes da entrevista final, meu pai disse que não ficaria com o meu cachorro o Joe, que era para dar ele para os outros, aí "minha casinha caiu", eu chorei uma noite inteira e a primeiro momento desisti.
Foi como se meu mundo tivesse acabado, eu estava vivendo há três meses uma realidade tão particular e minha, foi nesse meu íntimo que resolvi fazer o processo e "ver o que dava".
Gente peguei o avião, raspei o pouco de dinheiro que minha mãe me deu e fui pra São Paulo fazer essa bendita entrevista.
E o grande dia chegou, nossa um monte de pessoas, todas muito bem vestidas e elegantes parecendo executivos de alto escalão, a maioria falantes, pensei "lascou todo mundo aí já foi para o navio" e meu nervoso aumentou ainda mais.
Pois bem ao entrar na sala minha barriga e mãos gelaram, e o selecionador americano "destampou" a falar, e eu só pensava, nossa ainda bem que eu estudei, e fiz o curso avançado de inglês online, porque se tivesse vindo com meu inglês intermediário não daria conta nem de entender, quanto mais falar.
Para quem me conhece de verdade, sabe que sou louca para falar inglês fluentemente.
Adivinhem, era parte do processo dinâmicas de venda, ah que beleza, eu já odeio dinâmicas em português imagina em inglês, o dia todo só se falava em inglês, e assim participei, não sabia realmente como tinha me saído, pessoas com um inglês melhor do que o meu, algumas com a vivencia de um "crew" mas mesmo assim fui para a casa que eu estava hospedada tranquila, pois fiz tudo, tudo mesmo o que podia, e só pedi o tempo todo para que Deus me capacitasse para o que fosse me fazer realmente feliz e melhor para todos que fossem ser alcançados pela minha escolha.
Naquele momento era esperar essa resposta, e esperei vivendo claro, olhei possibilidades de emprego em São Paulo, fiz companhia para o meu melhor amigo que iria se mudar para NY e de quebra tive um "affair" o qual jamais imaginaria e nem saberia que seria tão delicioso, sem contar que convivi com o "ex" numa boa.
E gente valeu demais a pena, foi tudo tão lindo, que nem minha super imaginação do fantástico mundo de Bob consegue descrever.
Mas quando deu quarta-feira, que já tinha quase uma semana da entrevista, eu comecei a angustiar, o resultado não saia, e eu comecei a atualizar meu email com mais frequência.
Na quinta finalmente saiu, e eu fui aprovada, gente quanta felicidade que tão poucas vezes senti.
Só eu sei o quanto de superação que tive que ter, tive que abrir mão de tantas coisas mesmo que só para o processo seletivo, que mesmo se eu não tivesse passado já teria muito valido a pena, meu inglês tava melhor, eu tinha aprendido um pouco de uma nova língua, e principalmente duas coisas; eu percebi que eu poderia fazer o que eu que quisesse e a outra é de que confiar de verdade em Deus tem o melhor para nós a resposta é certeira.
Bem ainda nem comemorei direito, voltei para Goiânia, estou achando tudo muito estranho aqui, mas agora inicia a etapa pré-embarque, com vistos, cursos, exames médicos....
Vamos combinar que ser contratada por uma das empresas do grupo Louis Vitton, tem o seu valor independente do seu querer, pessoas se importam com "títulos" não com vontades, então tudo bem, acho que esse "nome no meu currículo não pega mal".
Ainda não sei quando embarcarei, de onde partirei, nem qual cruzeiro farei, mas já estou numa alegria sem fim, e ansiosa para colocar o pé no mundão, e fazer da vida do navio um momento único, intenso, feliz, de crescimento.
E aposto que terei boas histórias para contar para vocês e meus netos.
Pois eu não deixei meus outros sonhos de lado, mas só interrompi para que pudesse me realizar um pouco mais como "Mundão" , ainda quero como coisas como a maioria quer, namorar, casar, ter meu negócio...
Vamos comigo a esse extraordinário desafio de ser uma SALES ASSOCIATE, já tenho orgulho e já estou muito feliz.
É acho que consigo viver em um "lar" desses.... (risos)
http://www.youtube.com/watch?v=dNpuiD3NIdk
Quantos dias de nossa história levantamos cedo com o brilho no olhar e o objetivo de chegar mais perto de nós mesmos?
Chegar perto de si mesmo não é uma tarefa tão simples quanto parece, "todos temos que demais", temos que estudar, temos que trabalhar, temos que ser bons filhos, temos que ter um bom parceiro, temos que ser educados o tempo todo, temos que ser feliz? oi as pessoas não podem ter um minuto de tristeza sequer, as vezes essa "baboseira de felicidade me cansa", até mesmo porque o que faz uma pessoa feliz não é o que faz a outra , e temos que ser feliz do jeito de quem afinal?
Quando realmente decidimos ser quem queremos ser, mergulhar em cada milímetro de nós mesmos, conhecer nosso corpo a mágica de nossa alma, entramos em um "caminho sem volta" e nos tornamos completos afinal, mas as vezes para quem está de fora é estranho, esquisito, ou até louco....
Eu decidi que este ano eu faria as coisas diferentes, fui demitida e não quis recomeçar, primeiro porque não sabia o que queria fazer, segundo porque sabia que precisava do mundão, terceiro porque não queria ficar nessa cidade nesse momento, e desde essa minha escolha passei por coisas fantásticas, incríveis e chateações que sem brincadeira, mesmo sendo poucas ainda assim foram muito importantes e o ruim não foi tão ruim assim!
E isso é assim porque quando somos inteiros temos uma força extra, parecemos super herói.
E o que conto hoje começa quando um primo me convidou para participar de um processo seletivo para trabalhar em um navio, eu já tinha feito uma vez e desisti no meio, mas resolvi fazer de novo, mesmo eu ainda estando perdida naquele momento.
E as etapas foram sendo feitas, a primeira entrevista eu declinei, me chamaram de novo, dai sim fiz o processo todo que começou no final de fevereiro.
Quando eu passei na primeira entrevista que foi feita em inglês, percebi duas coisas, que eu dava conta mas que eu precisava ser melhor.
E assim me indicaram para o cargo de SALES ASSOCIATE, um jeito chique de falar vendedor de duty free dos navios, eu não escolhi o cargo, porque esse foi um momento minha vida como nunca teve esteve tão entregue nas mãos de Deus, e achei legal, ganhar em U$ para viajar, pobre só pode ver o mundo assim trabalhando muito.Trabalhar de 9:00 as 0:00, ficar em pé, bater meta de vendas, falar inglês o tempo todo, morar em uma cabine pequena com estranho, nem isso me desanimou, eu poderia descer na maioria dos portos, com autorização poderia assistir a shows, peças de teatro, me fascinou.
Eu não contei para quase ninguém da minha empreitada, porque quase todo mundo é do tipo que "formou-se em uma coisa tem que morrer fazendo aquilo", mas não eu não acredito nisso, acredito que temos que buscar a felicidade do que queremos naquele momento de nossas vidas, da forma que nos parecer mais completa possível.
E gente eu sou arquiteta e urbanista, amo minha profissão, mas preciso de me respeitar, preciso de um tempo, e por essa minha nova escolha sofri muita descriminação, quatro pessoas só me apoiaram, o resto falando que eu era doida, mas gente quem não sabia disso ainda? Me chamar de doida já disse aqui que é um elogio.
Pensem o quanto minha carga cultural, arquitetônica, pessoal vão aumentar.
O contrato é para seis meses, que garanto deve parecer anos.
Pois bem passei a estudar feito louca, dia e noite estudando inglês e italiano até que finalmente marcaram minha entrevista com a Companhia, dia 17/05 meu Deus só de ler o email me deu uma tremedeira.
Ai veio a bomba a dez dias antes da entrevista final, meu pai disse que não ficaria com o meu cachorro o Joe, que era para dar ele para os outros, aí "minha casinha caiu", eu chorei uma noite inteira e a primeiro momento desisti.
Foi como se meu mundo tivesse acabado, eu estava vivendo há três meses uma realidade tão particular e minha, foi nesse meu íntimo que resolvi fazer o processo e "ver o que dava".
Gente peguei o avião, raspei o pouco de dinheiro que minha mãe me deu e fui pra São Paulo fazer essa bendita entrevista.
E o grande dia chegou, nossa um monte de pessoas, todas muito bem vestidas e elegantes parecendo executivos de alto escalão, a maioria falantes, pensei "lascou todo mundo aí já foi para o navio" e meu nervoso aumentou ainda mais.
Pois bem ao entrar na sala minha barriga e mãos gelaram, e o selecionador americano "destampou" a falar, e eu só pensava, nossa ainda bem que eu estudei, e fiz o curso avançado de inglês online, porque se tivesse vindo com meu inglês intermediário não daria conta nem de entender, quanto mais falar.
Para quem me conhece de verdade, sabe que sou louca para falar inglês fluentemente.
Adivinhem, era parte do processo dinâmicas de venda, ah que beleza, eu já odeio dinâmicas em português imagina em inglês, o dia todo só se falava em inglês, e assim participei, não sabia realmente como tinha me saído, pessoas com um inglês melhor do que o meu, algumas com a vivencia de um "crew" mas mesmo assim fui para a casa que eu estava hospedada tranquila, pois fiz tudo, tudo mesmo o que podia, e só pedi o tempo todo para que Deus me capacitasse para o que fosse me fazer realmente feliz e melhor para todos que fossem ser alcançados pela minha escolha.
Naquele momento era esperar essa resposta, e esperei vivendo claro, olhei possibilidades de emprego em São Paulo, fiz companhia para o meu melhor amigo que iria se mudar para NY e de quebra tive um "affair" o qual jamais imaginaria e nem saberia que seria tão delicioso, sem contar que convivi com o "ex" numa boa.
E gente valeu demais a pena, foi tudo tão lindo, que nem minha super imaginação do fantástico mundo de Bob consegue descrever.
Mas quando deu quarta-feira, que já tinha quase uma semana da entrevista, eu comecei a angustiar, o resultado não saia, e eu comecei a atualizar meu email com mais frequência.
Na quinta finalmente saiu, e eu fui aprovada, gente quanta felicidade que tão poucas vezes senti.
Só eu sei o quanto de superação que tive que ter, tive que abrir mão de tantas coisas mesmo que só para o processo seletivo, que mesmo se eu não tivesse passado já teria muito valido a pena, meu inglês tava melhor, eu tinha aprendido um pouco de uma nova língua, e principalmente duas coisas; eu percebi que eu poderia fazer o que eu que quisesse e a outra é de que confiar de verdade em Deus tem o melhor para nós a resposta é certeira.
Bem ainda nem comemorei direito, voltei para Goiânia, estou achando tudo muito estranho aqui, mas agora inicia a etapa pré-embarque, com vistos, cursos, exames médicos....
Vamos combinar que ser contratada por uma das empresas do grupo Louis Vitton, tem o seu valor independente do seu querer, pessoas se importam com "títulos" não com vontades, então tudo bem, acho que esse "nome no meu currículo não pega mal".
Ainda não sei quando embarcarei, de onde partirei, nem qual cruzeiro farei, mas já estou numa alegria sem fim, e ansiosa para colocar o pé no mundão, e fazer da vida do navio um momento único, intenso, feliz, de crescimento.
E aposto que terei boas histórias para contar para vocês e meus netos.
Pois eu não deixei meus outros sonhos de lado, mas só interrompi para que pudesse me realizar um pouco mais como "Mundão" , ainda quero como coisas como a maioria quer, namorar, casar, ter meu negócio...
Vamos comigo a esse extraordinário desafio de ser uma SALES ASSOCIATE, já tenho orgulho e já estou muito feliz.
É acho que consigo viver em um "lar" desses.... (risos)
http://www.youtube.com/watch?v=dNpuiD3NIdk
terça-feira, 7 de maio de 2013
A primeira coisa bela
Parei tudo que estava fazendo e sentei aqui no chão da varanda do meu apartamento, lugar onde meu cachorro gosta muito de ficar, sábio ele, é um lugar muito gostoso.
Eu passo praticamente o ano inteiro reclamando do calor e quando o tempo dá uma "esfriadinha", porque em Goiânia é tão quente que se dá um vento saem todos os casacos do armário, é início do tempo frio, e é hora de senti-lo.
Que brisa mais incrível, sinto meus cabelos voarem nessa ventania me deixando mais despenteada que já estou.
As coisas mudaram tanto o sentido na minha vida, que as vezes olho no espelho e me pergunto quem sou.
Na minha luta pela prática do silêncio descobri o quanto minha alma é barulhenta, quanta inquietação, quanto questionamento, quanta bobagem eu acumulei nesses meus 32 anos.
Será quantas vezes me perdi de mim mesma? Se é que um dia soube realmente quem fui.
Vejo tantas pessoas enxerem a boca pra dizer que são bem resolvidas, que a vida delas é "linda", e o pior que várias vezes isso me incomodou e me fez eu me questionar, mas só agora vejo que de uma maneira tão errônea, que pode provocar danos e dores tão bobas...
Quantos dias trabalhei 12 horas por dia durante 06 dias na semana? Trabalhar é fundamental, mas ter tempo para se entender, se descobrir, se aventurar também.
De quem ou do quê eu estava "me escondendo"?
Quantas vezes eu quis não fazer parte do "coro do contentes" e disse isso, mas de certa forma fui demais, principalmente quando vejo o quanto as vezes eu me desrespeitei para agradar alguém, para evitar discussão, ou quantas vezes discuti por coisas que não valiam o desgaste?
Me sinto uma adolescente, "não sei o que quero ser", mas porque todo mundo é tão maduro, ou pelo menos se esforça para parecer, que me sinto assim meio bobona.
Esse tempo está sendo fundamental, mas difícil, acordar e se dedicar a um sonho que pode nem acontecer, meses me preparando para um único dia que talvez faça toda a diferença, mas que talvez seja apenas mais um sonho.
Eu cansei de relutar contra minha alma tão questionadora, tão confusa, tão perdida, e tão incrivelmente apaixonada pelas pessoas, e resolvi entender e aceitar que a força maior que rege o universo, que eu chamo de Deus, é quem toma conta de tudo, claro sempre com a sapiência de nos ter dado o livre arbítrio.
As vezes nos revoltamos quando algo nos é tirado, quando algo não acontece, sem ao menos parar um instante para pensar que aquilo que acreditamos ser a salvação de nossas vidas, poderia ser nossa destruição.
Ainda sou insegura, eu disse insegura e não incrédula, e o medo ainda teima em me desafiar, em roubar pensamentos e energia que devem ser gastas para o bem, pois tudo que movemos para praticarmos a bondade, para mantermos em uma boa vibração volta melhor ainda.
Aonde eu estive esse tempo todo?
Quem sou?
Aonde quero ir?
Como devo fazer?
Com o que trabalhar?
Não acredito em felicidade de filmes, mas luto todos os dias para alcançar uma paz de espírito que ainda não encontrei, e sei que ainda não estou fazendo o que vim para fazer na terra, e nesses últimos tempos estou me concentrado em cumprir as tarefas que escolhi para me evoluir.
Chega de rebeldia inútil.
Existe um bem maior, um sentido maior, para que eu comprava tanta roupa? Para quê tanto sapato e bolsa?
Nossa para mim é uma vitória, meu último par de sapato foi comprado em novembro de 2012 e desde que me tornei independente nunca havia ficado tanto tempo sem comprar um sapatinho que fosse.
Porque andar só de carro? Porque nunca mais desde criança eu havia andado de bicicleta com o meu pai?
É as circunstâncias da vida juntamente com as consequências de minhas escolhas me forçaram a enxergar coisas que eu não via fazia tempo, que a cegueira do cotidiano, a busca incessante pelo "sucesso" me ofuscou, me cegou.
Não tenho nem um real na minha carteira, e se precisar de algo tenho que pegar o dinheiro da minha mãe, que é tão pequeno.
Não me sinto envergonhada, mas uma sensação de que eu deveria ter aproveitado melhor o meu potencial, meus sentimentos, minhas emoções, minhas oportunidades, meu tempo toma conta de mim nesse instante.
Não tenho conclusões consistentes, mas o fato de enxergar as dificuldades das pessoas que passam fome, é bonito né falar de fome no mundo, as pessoas que dormem na rua, a mim que dependo dos meus amigos para tomar uma cerveja no bar, andam me sensibilizando e fazendo valorizar os momentos e as pessoas como eu sempre deveria ter feito.Não sou um somatório que se relata no imposto de renda, sou uma pessoa que tem coração e espírito , que quer viver o que realmente o que tem que ser vivido.
Acredito que tudo serviu de lição.
Mas se (re)inventar não é fácil, mas é necessário.
Estou amando não me reconhecer, não saber me definir, pois é isso que acredito estar me tornando melhor, viva de verdade, até que essas coisas dê lugar a outras, como um novo emprego, um novo namorado....
Bom estou ficando com muito frio, acho que consegui descrever um pouco do que meus pensamentos estão gritando para mim mesma, me desculpe o dia do silêncio, já que não posso conversar com ninguém porque estou sozinha, resolvi escrever, estava precisando...
Ouçam essa música, diz um pouco disso tudo, de tempo perdido, de atitude, da primeira coisa bela...
http://letras.mus.br/malika-ayane/1621848/traducao.html
A primeira coisa bela, de cada segundo, de cada situação, tudo é belo depende de como se vê.
....
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Eu ainda moro com o papai e a mamãe!
Caso você nunca tenha lido nada no meu blog vou dar algumas instruções rápidas sobre quem sou: meu nome é Danilla, tenho 32 anos, sou arquiteta e urbanista por formação, não tenho namorado, gosto de cozinhar, amo viajar, sou espiritualista que segue o básico da doutrina espírita, e moro com meus pais, e isso é sobre o que quero falar hoje.
Maior parte da minha vida morei com a minha família e família ao meu ver é sinônimo de tanta coisa, mas eu me atrevo a resumir em duas coisas: relação amor x ódio e segurança.
Eu não tenho a menor vergonha em falar que moro com meus pais, mas porque isso é uma escolha minha, até mesmo porque somos tradicionais de um país em que a maioria não sai de casa enquanto não casa.
Sim sempre usamos de referência o que nos é de fora, então vamos lá, no exterior de maneira geral, as pessoas saem de casa bem jovens, enquanto que no Brasil saímos de casa bem mais velhos.
Mas eu estou longe de ser uma antropóloga, uma socióloga entre muitas outras coisas para entender a real raiz dessas diferenças.
A verdade é que se o mundo, as pessoas, os lugares não fossem constituídos de diferenças penso que seria tudo uma tremenda "pasmaceira", uma chatice das grandes.
Então já que não tenho conhecimentos para explorar como deveria, resolvi dividir a particularidade de minha história, e sim ufa, é impar.
Eu luto para não ser igual, mas não apenas para falar que sou diferente, mas para ter liberdade de expressão sobre o que sinto, sobre o que penso, sobre o que quero ser, sobre o que sou até o que fui, pois o que fui ensina mais do que os sonhos do que quero ser.
E acredito que consegui, e por algum momento até sofri por isso, mas sou feliz na minha maneira "eu de ser".
Voltando ao assunto de morar com os pais, eu sou feliz assim agora.
Aliás as pessoas deveriam se preocupar mais com o agora, e não com outros tempos.
Eu já morei sozinha, fui muito feliz, e poderia estar lá sozinha até hoje.
Foi incrível eu aprendi tanto e vivi momentos de alegria e dor extrema que só eu mesma sou capaz de entender.
Sozinha com certeza eu tive que fazer coisas que jamais faria se tivesse com a minha família, porque além de morar sozinha, fui morar em uma cidade em que só conhecia duas pessoas, uma amiga e um ex-namorado.
E essa nova vida foi um acúmulo de situações novas de vida, recém-formada, sonhos, ambições e muitos outros sentimentos que eu só tinha visto no dicionário.
E diga-se de passagem, ninguém nunca me deu um real nem para mudar e nem para pagar nada de minhas contas, pois tem muita gente que sai da casa dos pais e é sustentada por eles, e isso para mim nunca fez sentido, morar sozinha significa fazer tudo sozinha, inclusive pagar as contas, mesmo que seja para estudar, e isso era tão forte em mim, que na minha época de vestibular nunca fiz para longe porque sair da casa do pai, mas ser mantida por ele nunca iria significar a liberdade que eu sempre pensava ter quando pensava em sair da casa deles.
Aliás uma vida de "dicionário",a maioria da realidade das pessoas.
Se eu contasse essa história a um ano, a dois, ou a três com certeza o texto seria outro, somos "metamorfoses ambulantes", pois a visão do que acontece ou aconteceu muda conforme estão nossos pensamentos, sentimentos.
Eu voltei para casa dos meus pais porque não estava bem, e logo depois fiquei muito mais doente, acredito sim que foi a mudança de volta para casa a gota d'água para eu ter caído em uma depressão profunda.
Sair da casa dos pais e voltar eu acredito ser uma coisa muito difícil, e nunca esteve nos meus planos, e novamente digo, só sabe quem já passou, é o seu "novo você que tem que lidar com o novo eles", discussões, invasão de privacidade, diferenças e a real noção para eles de que "a filhinha" cresceu torna o processo muito pior.
Eu já voltei, e já sai de novo e voltei para casa deles de novo.
Quando eu sai de casa, mas na mesma cidade dessa vez, a convivência estava impossível, pois não nos tolerávamos.
Ter depressão é uma coisa muito ruim, muito mesmo, não desejo a ninguém, mas esta doença trouxe muito ensinamento para mim e para toda minha família.
Acredito sim que muitas pessoas moram com os pais pela comodidade, para sobrar mais grana, e poderem "ser essa classe média" que viaja, troca de carro, que vive no "coro dos contentes".
Toda viagem que fiz eu que paguei, o meu carro troquei porque fazia uma viagem por semana sozinha e precisava de segurança, e para essas viagens eram para uma pós graduação em outro estado, já que eu não gastava dinheiro com aluguel eu poderia me dar a esse "luxo", e hoje tudo mudou, estou desempregada na casa dos meus pais novamente e dependente igual quando era uma adolescente.
Mas honestamente saibam que isto é uma escolha, eu sou indecisa quanto ao que eu quero ser como profissional, eu não gosto da cidade que moro mesmo tendo nascido aqui, puro simplesmente por não me sentir bem por achar que os recursos intelectuais e culturais são escassos, e por eu ser mesmo uma esquisita aqui, e quero sair,talvez se tivesse aceitado passar antes pelo que estou passando agora tudo seria diferente, e a verdade é que o que temos que passar acontece de qualquer jeito, cedo ou tarde.
Eu quero sair, mas preciso ser objetiva, ser realista, com 20 e poucos anos você muda de cidade apenas com R$400,00 no bolso sem medo nenhum, e até sem carro, mas com 30 e poucos a situação é diferente, e se não fosse algo mal significaria, poxa a pessoa passa por dez anos da vida e não aprende nada?
Sim eu vou ficar com eles até eu ter certeza do que quero, saber porque e para onde mudar, eu não deixo o carinho deles, a minha sobrinha que só tem dois meses e é uma alegria em minha vida inexplicável, e nem a segurança que eles dão e até mesmo o aluguel que me dispensam de pagar, se não valer a pena.
Ficar sozinho é bom, mas precisa de muito equilíbrio.
Muitas coisas mudaram de valor nessa minha década.
Para mim não é importante mudar por mudar, tem que valer a pena, para ser mais feliz, para crescer, foi se o tempo em que eu não "calculava" as coisas, mudar para ganhar um salário maior não é o objetivo, pois ganha mais e gasta bem mais, além de ficar sozinha, mudar é para crescer mais, é ir em busca do "onde se está tem que melhorar".
Se eu vou ficar com eles até me casar não sei, porque por aqui onde eu moro a maioria das mulheres da minha idade já saíram da casa dos pais, para a casa dos maridos, esse também nunca foi o meu objetivo.
E te garanto que sair de casa talvez seja mais fácil no sentindo de tentarem todos juntos crescer, aprenderem a se respeitar, acredito que uma pessoa não deve ser respeitada só pelo dinheiro, ou por morarem separadas, devem se respeitar morando debaixo do mesmo teto, respeitando opiniões, escolhas, individualidades, separando espaço é muito mais fácil, somo humanos e a lei do "eu estou pagando isso daqui, então quem manda aqui sou eu" ainda é muito forte.
Sou a favor da liberdade de escolha,aqui em casa temos que nos "tolerar" e isso nos tornou uma família mais forte, mais unida, mais feliz do que quando eu morava num canto, meu irmão em outro, aprendemos a ajudar na fraqueza de cada um, ainda temos diferenças e vamos ter para sempre, mas o fato é que por ser maioria, a filha balsaquiana que mora com a mamãe, não significa que sou, somos, iguais.
Ter status não me representa, e nunca vai representar, até mesmo porque eu tenho direitos, vontades, minhas verdades que são indispensáveis, e não é uma explicação , mas a vida não é feita de "regras", leis é um outro assunto, agora regras para o sentido amplo que tem a nossa vida, eu não sigo mesmo,e isto é assunto para mais alguns posts, (risos) mais na frente, e por enquanto, acho que talvez você esteja lendo isso tenha entendido, e que possam aprender alguma coisa com a minha história, porque por enquanto 
eu ainda moro com papai e mamãe.

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