segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Mundão eu voltei!

Aquele homem que deixou há alguns dias não foi o homem por quem me apaixonei.
É tanto que se fosse provavelmente ficaríamos juntos para sempre.
Sim, as pessoas tem total direito de mudar de opinião, de idéia, comportamento, até mesmo porque algumas coisas são previsíveis, e as que não são, estas sim devem nos assustar.
Talvez eu tenha inventado uma versão dele que só eu conhecia, e assim quando eu descobri quem ele era provavelmente que eu tenha mudado também.
Mudei minha percepção, minha sensação e é verdade que já vínhamos tendo alguns problemas.
Eu sei que não sou uma pessoa fácil, mais eu fui clara, inteira, sincera, fiel e me entreguei com autenticidade, e amei como se não houvesse amanhã.
Agora estou sem chão, perdida, sem direção, pois tínhamos grandes planos juntos, e eu não tenho vergonha de dizer como me sinto, como eu realmente estou neste momento.
Na minha cabeça não existe "eu ser" melhor do que ele, ele não me merece, o que realmente é difícil de aceitar é o fator de não ser mais querida por ele o meu amado.
A luz que estava iluminando minha vida se apagou, e óbvio que me sinto nesta plena escuridão estou com um desespero no coração.
Vou chorar tudo que der vontade, ainda vou mesmo sabendo que não leva a lugar nenhum tentar entender o que aconteceu, e sinceramente pela primeira vez em todas minhas relações sinto na alma a satisfação de ter feito tudo, mais tudo mesmo, para que fossemos felizes juntos, que fiz tudo certo.
Nem todas relações são bem sucedidas e na verdade o namoro é o tempo que temos entre amar uma pessoa e saber se queremos, os dois, viver juntos pra sempre e tornar esta pessoa a nossa "metade".
Somos os dois inocentes e culpados, somos humanos e cometemos erros o tempo todo.
Difícil olhar pra ele e não beijar, não falar manhoso, perguntar como foi o seu dia, não sentir desejo e ternura, mais também impossível não sentir uma profunda e demasiada tristeza.
E é também nesse momento tão desesperador, que sinto duas alegrias tão peculiares; a de descobrir as pessoas que realmente valem a pena chamar de amigos e o fato de saber a força que tenho.
Pensei que eu fosse morrer, senti dor, mais dor física mesmo, desespero, vontade de jogar tudo pra cima, pular no mar, pensei em arrumar alguém só "pra pirraçar", mais sei porque aprendi antes, só o tempo cura isso.
E assim desse jeito meu atrapalhado preciso passar por isso para ser uma pessoa melhor e superar minhas próprias mazelas.
Vai passar.
Sempre vale lembrar que elogios nesse momento são como ouro.
Ta passando.
E não sou eu que estou dizendo, e nem foi só uma pessoa que disse que estou mais bonita (perguntando o que aconteceu!), sendo assim "segura na mão de DEUS e vai"!
Vem mundão, eu voltei, mais forte, madura e linda!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Porque eu sou assim?!

Não tem lugar pra mim neste mundo.
Descobri isso recentemente e ainda não sei o que fazer com essa informação.
Para mim é normal eu ser estranha, um dia desses um colega de trabalho disse que eu era estranha com o tom de "chingamento", e eu disse a ele "estranha pra minha pessoa é elogio".
É algo deve estar errado mesmo, meu primo Roberto só me chama de coisa esdrúxula, coisa exótica.
Na maioria dos casos e lugares que convivo em "comunidade" me sinto esquisita, pelo meu jeito de pensar, agir, vestir e assim vai.
E me sinto assim desde pequena.
As "mocinhas" queriam ir pra Disney e eu pensava em ir pra Paris.
As mulheres da minha cidade em sua maioria se preocupavam em arrumar um marido, e eu queria viajar, conhecer o mundo.
Muitos pensam em não fazer "nada" quando se aposentarem, eu já tenho em mente tantas coisas pra fazer que acho que preciso de mais umas três vidas só pra minha aposentadoria!
Eu tenho uma mania horrorosa de perguntar, porque? pra que? Como?
Ainda tenho coisas que digo como, não sei, discordo, não ta bom, eu não quero, eu não gosto.
E tem hora que isso tudo me da uma "dor de cabeça"!
Eu só queria ser uma pessoa comum, que não questiona, que aceita sem sofrer, pelo menos é assim que percebo as pessoas ao meu redor.
Todo mundo parece que dorme e acorda "numa tranqüilidade" e eu sinto uma espécie de agonia infinita, entre minhas decisões, futuro, escolhas.
O que ser quando crescer?!
Vai ver eu não sou deste mundo.
Não acho que tenho uma distorção da verdade, porque também acredito que verdade é relativa.
Não quero que soe como ingratidão, ou insatisfação, reclamação, sou agradecida por tudo que tenho e sou...
Alguém aí sente este desconforto?
Eu acredito em Deus, gosto de chocolate, tive um cachorro até ele ser roubado, pago prestações do meu carro, não tenho casa própria... As vezes até pareço normal!?
Aí gente, porque eu sou assim? !