Tenho que comprar cotonetes.
Eu encerro o ano com a mesma sensação que eu comecei ele, incertezas do tipo "certas".
O nosso íntimo, sexto sentido, o nosso Deus interior, chamem como quiser, não nos esconde nossas sensações no sentido de que ao pensarmos em determinada situação de nossa vida, "isso vai dar certo, ou não." Basta saber "se ouvir".
Eu tenho uma teoria ridícula de que se o fato é algo que eu não posso contar pra minha mãe, é porque isto/aquilo não é uma coisa legal, ou saudável. Vem uma voz baixinha da minha mãe "se filho escutasse mãe..."
A vida nos dá o que damos pra ela, também é certo que se nós não formos o principal preocupados com nós mesmos quem será?
Fazem conosco coisas que de alguma maneira nos permitimos que façam.
E então eu tenho tentado me exercitar no espelho olhando pra mim mesma e perguntando "e aí?"! Espelho não é só para ver "rugas".
Para mim este foi um ano de muito crescimento, profissional e pessoal, sou grata, mais tudo com uma boa dose de sofrimento.
Sofrimento pela ansiedade, pela insistência de querer da vida o que a vida tentou me mostrar de várias formas que eu teria outros caminhos, outras opções, mais eu escolhi.
Escolher é uma dádiva.
Escolhas trazem trajetórias inevitáveis, pessoas inesperadas, momentos inesquecíveis, sensações talvez nunca imaginadas.
Que delicia!
Não me arrependo das minhas escolhas, mais em próximas oportunidades semelhantes terei atitudes diferentes, pra mim isto é amadurecimento.
Há quem diga que amar é tudo, mais antes de tudo é muito importante saber se amar, se respeitar.
Se eu tivesse algo para lamentar sobre este ano é o fato de muitas das vezes eu ter me preocupado tanto com coisas que sequer dependiam de mim, ter me estressado com coisas que não valiam a pena e é aí exatamente neste momento percebo a ausência da minha fé, a fé verdadeira não nos deixa sofrer.
A ansiedade de querer resolver tudo, e ter "aquele final feliz", só atrapalham.
Até mesmo porque deveríamos pensar em um "caminho feliz", não o final feliz.
Sim, é pra mim um trabalho diário a busca do meu ser, ser uma humana melhor, e embora eu não acredite nas tais "resoluções de ano novo (ano que vem eu irei...)" é importante estabelecer objetivos, analisar o que fizemos e funcionou e o que fizemos e não foi bacana. E podemos fazer isto qualquer dia do ano.
As festas de fim de ano, o espírito de Natal, é um bom momento de balanço, de se enxergar sem medos, sem "roupas", celular, conta bancária.
Como eu me sinto tão igual e tão diferente ao mesmo tempo a Danilla de um ano atrás.
Como se sentir assim é indescritível.
Opa, parece que tem uma lágrima caindo dos meus olhos agora, e ainda bem que ninguém conseguiria perceber tudo que meus pensamentos e sentidos sentem agora.
Há tempos eu não sentia minha alma tão barulhenta e ao mesmo tempo silenciosa.
Sinto barulho das mudanças, sinto o silêncio que vem da paz de espírito, e isto é muito bom, a percepção do ciclo que se fecha, da culpa que deixei pra trás.
Precisarei talvez mais que um livro, quanto mais um texto pra explicar.
Estranho como eu estar sem direção me parece a direção mais correta.
Ta bom ninguém está entendendo nada aqui, já vou parar.
Mais se eu tivesse que dar um tradicional, do tipo brega, clichê, conselho, pense em você antes de tudo e todos, confie tua vida a Ele, siga sua fé e nunca se abandone por nada e nem ninguém.
Ser pleno é um "preço" que se paga, por não ter medo de se assumir e de arcar com as consequências de cada decisão tomada, experimente, eu recomendo doses progressivas pra quem ainda não experimentou ser autêntico, porque ser assim é emocionante.
Liberte-se, mais principalmente, liberte-se de si mesmo.
Somos um dos nossos maiores algozes.
Bom, me vou, tenho que comprar cotonetes, porque fiquei solteira de novo e não tenho como surrupiar cotonetes "alheios".
Nos "vemos" por aí.
Feliz 2016!
Eu encerro o ano com a mesma sensação que eu comecei ele, incertezas do tipo "certas".
O nosso íntimo, sexto sentido, o nosso Deus interior, chamem como quiser, não nos esconde nossas sensações no sentido de que ao pensarmos em determinada situação de nossa vida, "isso vai dar certo, ou não." Basta saber "se ouvir".
Eu tenho uma teoria ridícula de que se o fato é algo que eu não posso contar pra minha mãe, é porque isto/aquilo não é uma coisa legal, ou saudável. Vem uma voz baixinha da minha mãe "se filho escutasse mãe..."
A vida nos dá o que damos pra ela, também é certo que se nós não formos o principal preocupados com nós mesmos quem será?
Fazem conosco coisas que de alguma maneira nos permitimos que façam.
E então eu tenho tentado me exercitar no espelho olhando pra mim mesma e perguntando "e aí?"! Espelho não é só para ver "rugas".
Para mim este foi um ano de muito crescimento, profissional e pessoal, sou grata, mais tudo com uma boa dose de sofrimento.
Sofrimento pela ansiedade, pela insistência de querer da vida o que a vida tentou me mostrar de várias formas que eu teria outros caminhos, outras opções, mais eu escolhi.
Escolher é uma dádiva.
Escolhas trazem trajetórias inevitáveis, pessoas inesperadas, momentos inesquecíveis, sensações talvez nunca imaginadas.
Que delicia!
Não me arrependo das minhas escolhas, mais em próximas oportunidades semelhantes terei atitudes diferentes, pra mim isto é amadurecimento.
Há quem diga que amar é tudo, mais antes de tudo é muito importante saber se amar, se respeitar.
Se eu tivesse algo para lamentar sobre este ano é o fato de muitas das vezes eu ter me preocupado tanto com coisas que sequer dependiam de mim, ter me estressado com coisas que não valiam a pena e é aí exatamente neste momento percebo a ausência da minha fé, a fé verdadeira não nos deixa sofrer.
A ansiedade de querer resolver tudo, e ter "aquele final feliz", só atrapalham.
Até mesmo porque deveríamos pensar em um "caminho feliz", não o final feliz.
Sim, é pra mim um trabalho diário a busca do meu ser, ser uma humana melhor, e embora eu não acredite nas tais "resoluções de ano novo (ano que vem eu irei...)" é importante estabelecer objetivos, analisar o que fizemos e funcionou e o que fizemos e não foi bacana. E podemos fazer isto qualquer dia do ano.
As festas de fim de ano, o espírito de Natal, é um bom momento de balanço, de se enxergar sem medos, sem "roupas", celular, conta bancária.
Como eu me sinto tão igual e tão diferente ao mesmo tempo a Danilla de um ano atrás.
Como se sentir assim é indescritível.
Opa, parece que tem uma lágrima caindo dos meus olhos agora, e ainda bem que ninguém conseguiria perceber tudo que meus pensamentos e sentidos sentem agora.
Há tempos eu não sentia minha alma tão barulhenta e ao mesmo tempo silenciosa.
Sinto barulho das mudanças, sinto o silêncio que vem da paz de espírito, e isto é muito bom, a percepção do ciclo que se fecha, da culpa que deixei pra trás.
Precisarei talvez mais que um livro, quanto mais um texto pra explicar.
Estranho como eu estar sem direção me parece a direção mais correta.
Ta bom ninguém está entendendo nada aqui, já vou parar.
Mais se eu tivesse que dar um tradicional, do tipo brega, clichê, conselho, pense em você antes de tudo e todos, confie tua vida a Ele, siga sua fé e nunca se abandone por nada e nem ninguém.
Ser pleno é um "preço" que se paga, por não ter medo de se assumir e de arcar com as consequências de cada decisão tomada, experimente, eu recomendo doses progressivas pra quem ainda não experimentou ser autêntico, porque ser assim é emocionante.
Liberte-se, mais principalmente, liberte-se de si mesmo.
Somos um dos nossos maiores algozes.
Bom, me vou, tenho que comprar cotonetes, porque fiquei solteira de novo e não tenho como surrupiar cotonetes "alheios".
Nos "vemos" por aí.
Feliz 2016!










