Há quase um ano atrás eu conheci uma pessoa, mas eu namorava, não houve nada, senti que houve um certo interesse, apenas isso.
Algum tempo depois começamos a nos falar com mais frequência via internet (viva a tecnologia- tecnologia aproximando pessoas, as vezes afastando também, mais.....kkkkk) e era ele quem estava namorando desta vez.
A capital Paulistana nos proporcionou um encontro há quase três meses atrás, boa conversa, boa companhia, risadas, gestos que eu apreciei muito, e senti vontade de tê-lo ao meu lado.
Promessas, pedidos, desejos, também ocorreram ali, até um beijo roubado, só um!
Ele iria viajar, para um país inacreditável e perguntou o que eu queria, eu disse uma pedra, ele "uma pedra"? é de um lugar lindo, interessante só que tem que tirar uma foto.
Queria por tudo que eu fosse vê-lo, resgatar meus presentes, eu até disse que ia, mas não consegui cumprir minha palavra, poxa o cara estava namorando, então eu disse quando ficar solteiro me liga.
E assim aconteceu não muito tempo depois ele ficou solteiro me ligou, combinamos e eu fui ao seu encontro.
Deixei tudo ao cargo dele, o que íamos fazer, onde íamos nos divertir, comer, enfim, não para que eu pudesse me livrar da responsabilidade, mas como eu não o conhecia muito bem e sei da minha adaptabilidade prefiri que ele escolhesse.
Eu queria cozinhar para ele e não chegamos a um concensso.
Imaginei tantas coisas sobre ele, ele me mostrou um pouco do mundo dele, e enxerguei uma pessoa que tem um lado maluco, que gosta da natureza, passeios radicais, é muito inteligente e que entre outras coisas me encantaram.
Muitos dias me imaginei fazendo rapel com ele, tomando banho de cachoeira, com sorrisos, gestos, carinho e tudo mais que desse vontade.
Dias felizes, melhor referindo, nossos dias felizes e tão sonhados por nós dois chegaram, junto com imprevistos, carro quebrado, frio, chuva e algumas coisas dando errado e quebrando o encanto.
Não que eu seja a mulher destemida, mas não gosto muito de ficar sozinha esperando em um lugar estranho alguém que prometeu estar me esperando quando eu chegasse, é diferente de você saber que vai sozinha.
Me chatiei.
Mas tudo bem vamos lá, viriam mais alguns dias, eu respirei fundo e só o pedi que não me deixasse esperando de novo.
Ah chegou a hora do presente, e juro me surpreendi, uma fotografia linda dele com a pedra, com explicações do lugar que é incrível, histórico e minha pedra, ah gente aquela pedra.
Junto com a pedra vieram chocolates ,belga e africano, perfeitos, uma blusa que ele disse que o maniquim era "eu", e a blusa é linda a minha cara, se eu tivesse lá provavelmente eu a teria comprado.
Eu ainda sou do tipo boba, que gosta de coisas delicadas, de cuidado, carinho, coisas escritas a mão.
Fiquei tão feliz, e mais coisas passaram pela minha cabeça, bons sentimentos, e momentos inacreditáveis, vieram em seguida.
Saímos, bebemos, conversamos, namoramos, tudo lindo.
E em algum momento começamos a nos desentender, a nos perdermos, sabe quando um quer uma coisa e o outro não, então criancisse das duas partes, porém nem sei explicar direito o que aconteceu.
As coisas perderam um pouco o brilho, já não me sentia a vontade para tirar foto (coisa que amo principamente e bons momentos e lugares novos), já ficava incomodada na hora de escolher o que comer, o que vestir e o pior parecia que eu já não era mais tão espontânea, natural, e quando eu não sou eu geralmente não dá muito certo.
A tão linda cidade de Visconde de Mauá não nos viu juntos, não entendi direito o que houve, se já estava planejado, mais a frustação maior não foi não ir, foi não saber porque, homens que estiverem lendo isso, mulheres são "movidas a explicações".
Então tínhamos São Paulo no outro dia, quatro horas de viagem e nem uma palavra dele, eu só pensava, "tem algo errado, que será que eu fiz" ? Até hoje estou sem saber.
Chegamos ao hotel, comemos, tiramos um cochilo e era hora do teatro, uma correria porque era longe deixou o nosso ar ainda mais pesado.
A peça ilária, rimos o tempo todo, mais depois de tantas risadas o humor não o contaminou.
Eu então desisti.
Discutimos nem eu sei direito porque, mas foi aonde paramos para comer, ele disse que disse uma coisa e eu entendi outra, mas naquele momento tudo desmoronou, eu o vi partir, mesmo que ele um pouco depois ele estava ali frente a frente comigo de novo.
Fui embora, um bilhete de despedida que eu deixei, nem um beijo, um abraço, um muito obrigada com carinho houve, só aquele bilhete infeliz...
Eu estava chateada, decepcionada, e para não brigar e ficar com as boas lembranças decidi me retirar, me ausentar.
Não houve uma conversa consistente, não se conversa essas coisas por internet, e também ninguém deu o braço a torcer, um passo a frente para realmente resolver, e ficou o dito pelo não dito.
Eu acho que o mínimo seria uma despedida digna.
As vezes as coisas que acontecem que nos pegam desprevenidos nos mudam para sempre, tanta coisa aconteceu que eu nem voltei pra minha cidade, e cá estou na "solitária" São Paulo, sem data e vontade de voltar, para o que eu chamo de minha casa.
Eu sei ele é doido, mais eu também o sou, não entendi e não sei se quero entender, mas o fato é que estou sentindo um vazio ruim, uma saudade que eu não sabia que eu sentiria, um arrependimento de coisas que não fiz mas que nem sei direito o que.
Talvez essa minha vontade de ter alguém ao meu lado me atrapalhe, pois são expectativas demais.
Talvez minha indecisão profissional também.
Mas ontem quando peguei a pedra e percebi que ela tinha um formato de coração, eu mesmo sem saber se ele percebeu, meu coração doeu, minha alma chorou.

Pareceu tudo novela mexicana, mas foi minha vida gente, e a tristeza se fez presente.
Foi ruim, principalmente o final da história, não que eu achasse que eu fosse me casar com ele, nada disso, mas achei que seria diferente, e só um tema lindo na minha vida.
É o Biquini Cavadão nunca mais será o mesmo, depois de tanto ouvi-lo com você.
E esta foi mais uma história da minha da série, foi lindo!
E como não consigo me expressar mais, o que posso dizer é, obrigada lindo, era assim que eu o chamava.
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