domingo, 1 de setembro de 2013

Crônica de agradecimento

Eis que mais um ciclo maluco de minha vida se finaliza.
Ficam tantas coisas pra serem ditas, tantas lembranças para serem guardadas, tantos agradecimentos a Deus e a tantas pessoas que vai ser um texto difícil de compor de maneira que expresse pelo menos um pouco do que senti, do que eu aprendi.
Estamos tão acostumados a julgar as pessoas que antes de pensar, observar julgamos, e claro eu infelizmente ainda faço isso, é uma luta diária deixar de julgar.
Julguei sim antes de aceitar o convite pra vir para Morrinhos trabalhar na nova empresa deles por um tempo, mas a verdade é que inconscientemente temos o hábito de ver a vida alheia sobre a nossa ótica, grande erro.
Compreender e aceitar as pessoas do jeito que são sem um pré-conceito é uma das coisas mais difíceis na minha luta para me tornar um ser humano melhor, mas a consciência da importância tem me ajudado.
Pois bem, aceitei, vim trabalhar em uma empresa de crepe e tapioca, sem nunca ter feito nenhum dos dois, para ganhar pouco, e a minha função: faz tudo.
Aceitei porque achava que eu precisava romper com meu orgulho, porque poderia aprender novas coisas, porque estou "perdida" profissionalmente, porque ficaria mais perto de pessoas que amo, principalmente da minha afilhada que é o bebê mais lindo do mundo!
Tiveram outras coisas que me fizeram aceitar, como o conselho do Boi (meu melhor amigo), meu sexto sentido falando que eu tinha que aceitar, e também por superação, porque isso com certeza eu teria que ter para conseguir.
Preferi enxergar que seria um preparatório para o navio, se é que eu ainda vou, mas isso eu conto em um outro texto, e ainda receberia "uns trocados", ótimo "simbora."
Limpar chão, lavar louça, servir pessoas, fazer crepe, fazer tapioca, cortar carne, ralar mussarela, lixar chapa, foram algumas das minhas atividades nesse mês.
Trabalhei de segunda a segunda, com apenas algumas horas de folga, e isso é muito cansativo.
Uma carga horária nem tão alta, de oito a doze horas por dia, dependeu do dia, mas um serviço totalmente diferente do que eu estava acostumada a fazer, e nos primeiros dias um cansaço do tamanho do universo, mas do corpo e não do psicológico.
Senti na pele várias coisas que tinha ouvido falar de quem trabalha em uma cozinha, e sem dúvida meu respeito e admiração por essas pessoas aumentaram ainda mais.
Eu amo cozinhar e acredito que este trabalho pode influenciar em minhas decisões no futuro.
Dormir no chão e na sala, montar e desmontar a cama todo dia, fazer academia mas não poder correr, andar somente a pé, ficar em pé por muitas horas, entre outras coisas foi um pouco desta minha aventura.
Dissabor, quase nenhum, um trabalho que me deu 99% de satisfação e o restante de insatisfação.
O trabalho que foi menor remunerado que fiz até hoje, mais uma vida tão tranquila como poucas vezes eu tive, leveza, alegria na alma, prazer de trabalhar...
Ah e ficar perto da pequena Sofia, não tem nem como descrever, não tem dinheiro que pague, e não terá nada que suprirá minha saudade.
É foi ruim ficar longe do meu colchão, de algumas pessoas, do Joe, mas confesso também que em momento algum senti saudades da cidade que nasci, ah Goiânia, me desculpe por isso.
Meus sentimentos foram ótimos, minha alma se aquietou, embora minha mão, minhas unhas, meus cabelos estejam um desastre kkkkkkkkk.
Aprendi que, "tem gente que é mais doida que gato no saco", que "galinha que acompanha pato morre afogada" e que em muita das vezes somos "a inteligência pura".
Mas agora é hora de partir mais uma vez, de continuar a minha caminhada, pisar sem sentir o chão, é voar sem asas, é isso que quero para mim, sei que virão dias difíceis, de decisões importantes que mudarão meu destino para sempre, adiei até onde pude para tomá-las, mas a força que ganhei nesses dias e o fortalecimento também da minha fé, me deixam pronta para passar por isso.
A todos envolvidos no processo, aquele abraço de muito obrigada, pelos ensinamentos, pelos sorrisos, pelas conversas, e que Deus retribua tudo esse sentimento maravilhoso que está dentro de mim com realizações para vocês.
Não é um adeus, um até logo.
É uma crônica de agradecimento.
Obrigada a todos e todas, obrigada Pai.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Simplicidade

É verdade que a simplicidade está na moda.

simplicidade - segundo dicionário online
s. f.
1. Qualidade do que é simples.
2. Ingenuidade.
3. Singeleza.
4. Inocência; candura; modéstia; credulidade.
5. Parvoíce.
6. Naturalidade.
7. Desafectação.
Vejo por todos os lado pessoas falando, escrevendo que resolveram ser simples, que simplicidade é o que importa, mas será que estão realmente praticando isso? Será que não estamos em uma grande maioria vivenciadores das "modas para melhorar nosso cotidiano"?
Eu sempre fui uma pessoa complicada, tenho uma tendência em gostar de tudo que é mais difícil, complico coisas que eu poderia simplificar, principalmente no que tange a emoções, e minha própria natureza, a forma de encarar a vida, torna as coisas um pouco estranhas demais, entre a normalidade e a loucura.
Mas loucura, normalidade falo disso em outro texto mais pra frente.
Olhando para trás percebo que tive uma vida tranquila, casa pra morar, família por perto, nunca tive que trabalhar pra sustentar a família, saúde, é, simples, mas em tantos questionamentos que me encontro sei que não adianta questionar o que passou, mas olhar o que vivi, a forma como encarei tudo, perceber as coisas que compliquei, facilita agir para que as mudanças que eu tanto quero que ocorra em mim e em minha vida aconteçam de verdade.
Hoje primo pela simplicidade, não apenas pelo modismo, mas é que passei por coisas difíceis realmente, que me fizeram entender que a vida passa rápido e que temos que dar o melhor e receber o melhor que ela tem a nos oferecer, e quer mais simples do que isso?
Quando me refiro a simplicidade, me refiro a ser feliz com o que tenho, buscar o que não tenho de maneira leve, divertir olhando o pôr-do-sol, desfrutar a companhia de um amigo mesmo que ele esteja a quilômetros de você e mesmo que para isso use os recursos da internet, é sentar no chão e brincar com uma criança, enxergar as paisagens ao nosso redor, digo não ver o engarrafamento apenas, mas ver o quanto aquele prédio é bonito ou feio (eu sou arquiteta né!), andar mais a pé, conversar coisas que proveitosas, aprender com todos ao redor.... e podem ser tantas coisas que eu poderia ficar dias escrevendo....
Não gosto de me sentir uma refém social, mas eu hei de concordar que ser simples é aumentar a qualidade de vida.
Eu passei uma parte da vida pensando que grandes coisas que faziam grandes pessoas, exemplificando, era legal trabalhar em multinacional, ser o melhor da classe, entre outras coisas, não tinham nada haver, até o curso natural da minha vida, e minha sede por paz na alma mostraram que muita coisa disso não era como eu imaginava que fosse, pode-se viver em qualquer cidade, ter qualquer emprego, namorar qualquer pessoa, e etc, que a felicidade, a alegria, o amor, a paz de espírito, podem estar em qualquer lugar, basta que você esteja em paz consigo mesmo.
E isso para mim é ser simples.
Simples no que se é, simples no que se vê, simples no que se sente.
Uma coisa que facilitou muito, foi o fato de eu não querer o tempo todo entender porque todo mundo tem essa ou aquela atitude, e nem querer que vejam o mundo como eu vejo, parece besteira, mas levei anos para entender isso, e minha vida naturalmente simplificou quando passei a pensar e agir assim.
Não tenho grandes lições, mas o que posso deixar aqui é que nascemos simples, e como crescemos complicamos, e isso é extremamente desnecessário.
Vamos lá nessa luta, ser simples deveria ser fácil, mas pra mim ainda é aprendizado, mas estou feliz pela busca desse caminho, me sinto uma mulher muito melhor e mais feliz, de leveza, e na verdade todos somos iguais nesse quesito, o queremos é ser felizes, e isso é muito mais simples do que parece....

sábado, 27 de julho de 2013

Desconforto temporal - A matrix Danillistica!

Você descobre que envelheceu quando em um sábado a noite está sozinha e seu jantar é um misto quente e um copo de leite.
O telefone já não toca mais, e quando toca ou é um parente ou assunto de trabalho.
O envelhecimento representa muito mais coisas do que as "rugas", a mudança do corpo, do metabolismo, dos hormônios.
Eu não sei se o que tive foi crise dos 30 ou se foi apenas coincidência, mas foi um tempo em que tive muitos desprazeres na vida pessoal, na saúde física e também na profissional, aconteceu tudo de uma vez, uma coisa puxou a outra que veio sei lá de onde.
Seres humanos são prolixos, e no momento de aproveitarem para serem simples não o são.
Outro indicativo que a idade não perdoa é que você pensa antes de fazer uma coisa, antes de ir a algum lugar, não dá mais pra esperar em filas quilométricas, não serve qualquer bebida alcoólica, e quem é solteira como eu já não dá mais para beijar qualquer "gatinho".
Tudo se complicou, responsabilidades profissionais, cobranças sociais, além de que não há pique para beber a noite inteira e ir trabalhar no outro dia como se nada tivesse acontecido, aliás sair meio de semana só casos extremos, e se for balada então nem se fala, isso são alguns exemplos.
Ah a balada, antigamente todo dinheiro e energia era praticamente voltado para ela.
Balada agora é mais raro quase do que ganhar aumento salarial.
Agora começamos e devemos mesmo começar a pensar em nossa previdência social, que forma, quanto tempo... Triste verdade!
Engraçado ando me sentindo muito velha, acredito que devida as circunstâncias das escolhas que fiz ultimamente, ( refiro aqui ao navio e todas consequências que essa escolha me trouxe) está fazendo com que eu me sinta velhinha.
E a solteirice me deixa assim melancólica e as vezes saudosista, com saudade não de alguém, mas das circunstâncias naturais de uma boa relação romântica, olho para os lados e vejo todos "tão felizes", todos muito ocupados com os seus carnês, com seus maridos, com seu trabalho, daí vem a parte que me sinto praticamente de outro planeta, tá mas não tente entender essa última parte porque isso merece um texto na íntegra para pelo menos contextualizar.
Parece que todo mundo ficou tão velho de repente, e eu me sinto uma "adolescente" quando me comparo com a maioria, todos com trinta, trinta e poucos anos, afundados em boletos, querendo juntar não sei o que para não sei quem, porque eu percebo que esquecem de aproveitar a juventude do momento e ficam acumulando "bens materiais".
Lógico, todos temos responsabilidades em todos os campos da vida, mas é difícil para mim notar que a maioria deixa pra se divertir na "aposentadoria", que é quando já não se tem mais tantas "obrigações" , mas não se tem mais tanta disposição, saúde... por mais cuidadoso que se seja com a saúde, ter 30 não é igual ter 18, ter 70 não é igual a ter 40.
Não vejo "ninguém" querendo acumular boas histórias de realizações de seus sonhos para contar, muitos passam o tempo presente sonhando com o futuro, e quando este futuro chega sonham com um passado, utilizando a partícula "SE".
Não estar empregada tem me feito refletir muito sobre minha vida, sobre as minhas escolhas, mas poxa vida, eu não tenho que viver como se tivesse quinze anos e nem como se tivesse quarenta e cinco!
As vezes acho que essa sensação de "bagunças de idades" é coisa da minha mente "flutuante", mas de coração não compreendo porque muitos querem envelhecer antes da hora e sequer percebem, a maioria quando assimila que o tempo passou e não tem nem fotografias para recordar.
Não sei se é bem assim, para envelhecer "normalmente" você tem que se casar,  e ter filho.
A sociedade de maneira geral excluem as pessoas que não seguiram "esse padrão social", e principalmente na cidade provinciana que moro, ando me sentindo totalmente sem ar, sem lugar, sem opção, uma velha e nova ao mesmo tempo, se é que conseguiriam me entender.
Não preciso ficar mais velha do que sou porque a maioria o faz!
Dá pra ser jovem sendo solteira, e não dá pra ser mãe de qualquer jeito porque o relógio biológico tem um tempo. A verdade é que para algumas coisas tem tempo mesmo, como prazo de validade, uma mulher não pode ter filho velha demais, mas antes sozinha e feliz do que com filho e infeliz.
Vou tentar desconsiderar esse mal estar que ando sentindo com relação a minha idade e a "velhice" alheia, talvez ser tia, fez pesar um pouco, ter que ir ao Batizado da minha afilhada sozinha também não foi uma coisa agradável que me fez pensar que estou velha demais para estar solteira, e com pensamentos em cadeia me senti velha para tantas outras coisas, que parece pessimismo, mas prefiro acreditar que é uma visão minha distorcida do tempo.
Será que eu deveria mesmo largar essa vida "normal" e realmente morar "no mar"?
Não sei, não me incomodo com minha idade, sou feliz com os meus 32 anos, e não troco a minha realidade de hoje pela de quando eu tinha 20, mas é fato que estou sentindo um desconforto "temporal", mas deve passar, até mesmo porque tudo tem um tempo certo e ansiedade nunca ajudou ninguém a compreender essa necessidade que o SR. tempo tem....
Ainda dá pra esperar mais um pouco para ter algumas coisas, para ser o que realmente quero ser, já esperei tanto, se eu perder o foco agora pode se complicar....
Mas não está fácil, sinto como se eu tivesse vivendo em uma Matrix Danillistica, é deve ser isso, provavelmente em algum lugar do tempo e
espaço tudo deve se normalizar.... ou não ! Vai saber...

sábado, 20 de julho de 2013

Para os meus amigos

Amigo (latim amicus, -i)
adj. s. m.
adj. s. m.
1. Que ou quem sente amizade por ou está ligado por uma afeição recíproca a. = companheiroinimigo
2. Que ou quem está em boas relações com outrem.inimigo
3. Que ou quem se interessa por algo ou é defensor de algo (ex.: amigo dos animais). = amante, apreciador
s. m.
4. Pessoa à qual se está ligado por relação amorosa. = namorado
5. Pessoa que vive maritalmente com outra. = amante, amásio
6. Pessoa que segue um partido ou uma facção!fação. = partidário
7. Forma de tratamento cordial (ex.: venha cá, amigo, que eu ajudo-o).
adj.
adj.
8. Que inspira simpatia, amizade ou confiança. = amigável, amistoso, reconfortante, simpático
9. Que mantém relações diplomáticas amistosas (ex.: países amigos). = aliadoinimigo
10. Que ajuda ou favorece. = favorável, propíciocontrário

Amigos de verdade...
Palavras não são capazes de expressar os sentimentos envolvidos em uma amizade verdadeira.
Momentos de ódio, amor, carinho, cuidado entre outros são capazes de demonstrar um pouco do que se sentem os verdadeiros amigos.
Pelos amigos percebemos coisas como,o quanto envelhecemos, o quanto aquele programa de índio foi inesquecível porque nós estavamos lá juntos, quando se ri de tudo, de nada, ou acha graça em expressões como "bota e balão" "aoh ingratidão" entrando até para a linha de piadas internas e não dando a mínima para os outros...
Basta um olhar para um entender o que o outro quer.
Tenho amigos, bonitos, inteligentes, topetudos, divertidos e tudo isso em um deles ou mesmo em todos eles em várias ocasiões.
Na frente de meus amigos posso ser quem eu sou 100%, e isso não me deixa livre de uma bronca, ou de uma crítica, construtiva ou não, (risos), posso pular poças d´água, assistir friends em inglês e nem entender direito, viajar com pouquissimo dinheiro e ainda assim emprestrar um pouco de dinheiro para o que está mais quebrado.
Brigamos e fazemos as pazes, sem hipocrisia, nem sempre deixo de magoá-los, e ainda bem que eles sabem que eu não sou a pessoa mais jeitosa do mundo...ainda assim depois de pedir desculpas, continuam me amando...
Pular quando fala que vai comprar chocolate pode???
Com esse tipo de amigo sempre pode, porque o máximo que o amigo vai dizer é " a Danilla só você mesmo" ... ah e eu adoro quando ouço isso.
Sinto muita saudade de meus amigos, alguns sempre estão mais distantes, por causa da falta de dedicação, por "falta de tempo" ou porque se mudaram e estão literalmente longe, mais ainda sim continuam sendo meus amigos, se eu os revejo depois de um ano, parece que foi ontem que tudo aquilo que já vivenciamos juntos !
Orgulhosamente posso dizer que tenho amigos de todos os jeitos, pra todas as horas, alguns ajudam mais naquela minha falta de paciencia, outros na sua indecisão profissional, enquanto tem sempre aquele(a) que entendem tudo, e que registram na mente lágrimas e sorrisos incapazes de serem fotografados...
Na verdade eu nem sei direito porque estou escrevendo essas coisas...
Mais o fato é que percebo que tenho poucos amigos mais eles são verdadeiros, e nessa fase que estou passando estão me ajudando tanto....
A talvez eu esteja escrevendo por gratidão, e então a vocês meu muito obrigada.
E sei que vocês sabem que eu os amo, e sabem quem são meus verdadeiros amigos...quero tê-los ao meu lado para toda eternidade... (nossa to ficando piega já)...
Registro aqui, meus sentimentos e  um pouco de tudo que são para mim e que penso que sou para vocês, meus amigos!
Como diria o meu bagão "Gosto de vocês de graça" ou não...kkkkk

terça-feira, 2 de julho de 2013

Missão STCW = Missão superação

Hoje quero delinear o que quer dizer superação.
Na verdade há alguns meses eu aprendo cada vez melhor o significado dessa palavra.
Tomar decisão de que caminho seguir, e este caminho ser mais longo e demorado do que o que se está acostumado toma de nós humor, paciência e uma dieta alimentar equilibrada, haja "doce".
Tudo poderia ser mais difícil e talvez sem sucesso se eu não tivesse por vários motivos, que alguns até já registrei aqui, decidido escutar minha alma e meu coração.
Resumindo que é ser Mundão de fato.
Até agora o que tem sido pior é a falta de dinheiro, pois sem dinheiro não fazemos nada, e se precisarmos fazer alguma coisa dependemos dos outros, e depender dos outros acho que todos sabemos pelo menos um pouco que não é um fato divertido, e o outro elemento é administrar o tempo, sim eu não estou oficialmente trabalhando, mas para a seleção de emprego tive que estudar feito doida e sozinha, eu Deus e a internet sabemos bem, estudar línguas estrangeiras e produtos que eu nunca tinha ouvido falar, tive que escrever meu trabalho de conclusão de curso da minha pós-graduação, deixar o caminho livre para em breve começar a navegar.
O processo de seleção para este tipo de trabalho, ao menos na minha empresa, (Starboard) é longo já estou no terceiro mês, já fui aprovada, já fiz um treinamento regulamentar exigido pela Marinha, e ainda faltam mais duas etapas.
Particularmente, este treinamento da Marinha é algo que eu nem imaginava que fosse mexer tanto comigo, para mim era só mais uma forma de o Governo arrancar dinheiro.
E este curso, o STCW, (standards of training certification and watchkeeeping for seafares) conhecido por nós brasileiros por CBSN (curso básico de segurança para navios) , é nosso assunto de hoje, é um curso cujo programa prevê normas de segurança pessoal e responsabilidade social, técnicas de sobrevivência, procedimentos de emergência, prevenção e combate a incêndio e primeiros socorros elementar.
Tirando a parte de que meu sono, e foi pouca, culpa de minha insônia, não pisquei o olho, eu adorei o Comandante Moisés, que de maneira clara, objetiva nos instruiu conforme normas e conteúdos previstos de maneira nos fazer entender que temos vidas em jogo além das nossas, e que somos responsáveis por elas em caso de qualquer tipo de emergência.
Ele com sua experiência deu dicas  preciosas para um embarque mais tranquilo, e desempenho de nossos trabalhos com louvor.
Espero poder seguir os conselhos dele, e não deixar minha cabeça "pirar" e vislumbrar pela nova experiência da vida no navio.
Eu confesso que não sou a pessoa mais disciplinada do mundo, mas também é verdade que rendo mais, quanto maior for a cobrança, então por tudo que foi me dito até agora acredito que renderei um bom trabalho e consequentemente trarei um pouco mais de disciplina para minha vida também quando estiver em terra.
Toda vez que o Comandante contava a história de um acidente, ou de como certas coisas aconteciam me dava um medo maior, e eu completamente desnorteada com tantas informações novas de um gênero que eu nunca tinha ouvido falar pensei que eu não iria conseguir, que esse seria o momento adequado para desistir.
O curso era composto de três dias de aula teórica e uma prova escrita, e um dia para avaliação das atividades práticas necessárias para se fazer cumprir o que foi ministrado no STCW.
Dias frios me apavoravam ainda mais ao imaginar que teria que pular em uma piscina daquele jeito  e com temperatura abaixo de 20 graus, como também a temperatura ambiente,  e pensa uma Goianiense que tem como temperatura constante e na maior parte do ano acima dos 30 graus, que tortura!?
E eu fazendo um trabalho psicológico a semana toda, principalmente por não saber nadar e ter que pular a 3 metros de altura e nadar até um bote, simulando situação real de acidente no navio.
Mas eu mal sabia que ainda teria que testar e demonstrar maneiras de sobrevivência na água em grupo, e nadar em grupo também.
Mesmo com todo aparato de segurança, salva-vidas, eu estava morrendo de medo, e cada vez que o Comandante explicava como seria eu pensava, agora eu não vou dar conta, vou passar vergonha.
Aff...
Toda turma momentos antes do momento salvatagem e sobrevivência no mar!
Meu primeiro pulo na água ocasionou um pânico de cerca de 15 segundos, que tomou conta de mim e eu juro que pensei que ia morrer afogada, olha a loucura com colete e tudo, quando pensei eu tenho que conseguir e olhei para o lado todos os colegas de curso na mesma situação eu fui me acalmando e consegui conscientizar de fato que não tem como se afogar usando colete salva vidas.
E assim foi feito toda a parte de água, eu consegui, é verdade que engoli muita água sem querer, e que alguns exercícios realmente não são fáceis, mas uma etapa do processo estava cumprida e meu ser se inundou de uma sensação de vitória, mesmo que aos olhos de muitos não tenha significado, para mim já tinha valido muito a pena até onde eu tinha vivido toda essa maluquice.
Na segunda parte, a prática de combate a incêndio, e gente como disse a um colega, nem nos meus sonhos e imaginações mais mirabolantes eu pensava que iria um dia saber como apagar fogo, e gente fogo de verdade, com extintor e com aquelas mangueiras que eu só tinha visto os bombeiros dos filmes utilizarem.
Tudo bem também estávamos com todos aparatos de segurança, mas quando o Capitão ligou o fogo e fez a primeira demonstração, eu só pensava, morri, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.....
Nossa como o extintor é pesado, como o calor do fogo me assustou, e o fogo pegando dá um medo que só consegui apertar a válvula do extintor pra valer na minha segunda tentativa, e claro que me embananei na hora de romper o lacre.
Aprende-se ai também a trabalhar em equipe, tudo que um faz influencia na salvatagem ou morte dos envolvidos e das possíveis vítimas.
E achando que era pouco tinha uma casinha escura, cheia de fumaça, com degraus e tudo que cada grupo teria que salvar uma suposta vítima, aí amigos, pensei vou no mínimo desmaiar.... quando fechou a porta, Jesus, não dava pra ver nada, uma fumaceira e ter que aplicar tudo que foi ensinado foi um desafio cumprido, mas nos primeiros segundos novamente apavorante.
E continua o exercício, e eu só pensava, gente, quanto é que os bombeiros ganham mesmo para arriscarem suas vidas? Percebi naquela ocasião o quanto são importantes, o quanto tem que ser preparados, o quanto arriscam suas vidas em prol das pessoas "comuns", passei a admirá-los como eu nunca tinha feito até então e juro que me senti envergonhada por só então dar a estes profissionais o valor que eles merecem.
Dá pra imaginar o quanto aquela mangueira joga água com força?
Prontos para o treinamento de combate a incêndio.
Pois bem consegui de novo.
E eu saia dali daquele local com algumas sensações que eu nunca havia sentido na vida, foi um dia muito emocionante, indescritível no campo das sensações e das superações que tive que ter comigo mesma, incomparáveis a nada que vivi, e incríveis como nunca imaginei que pudessem ser.
O medo do desconhecido é assim mesmo horrível, mas agora mesmo estando longe de ser bombeira, médica ou qualquer pessoa formada para salvar vidas, tenho consciência dos procedimentos a serem tomados no caso de emergência no meu ambiente de trabalho, o navio, (ainda acho tudo isso uma doideira) e a minha responsabilidade com as outras pessoas.
Acredito com tudo isso ter me tornado uma mulher menos egoísta, mais forte, mais guerreira e com um senso de cuidado com o próximo bem maior do que eu tinha antes de passar por isso tudo.
A propósito tirei 9,4 na prova escrita e fui aprovada na avaliação prática (que não foi dado nota), mas agora sinto que realmente está começando a minha vida marítima, e tudo isso inunda meu ser com uma felicidade que não consigo descrever.
A maior lição, é que somos capazes de fazer tudo que quisermos, basta querer, ir atrás, nos capacitarmos, estudarmos, missão STCW=missão superação, cumprida com sucesso, que venha agora esse "marzão de meu Deus", e pessoas superação é uma palavra da qual me orgulho de a cada dia conhecer mais!
Ah e se por um acaso alguém que tiver feito o curso comigo ler este texto, por favor não riam de como eu me senti, tem coisas que não contamos assim de qualquer jeito kkkkkkk, e faz de conta que sou durona!
Um beijo a todos até a minha próxima aventura, que atualmente andam só me surpeendendo....kkkkkkkk

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O que vi do dia dos namorados

Vou escrever não apenas porque acredito que comemorar o dia dos namorados seja uma data comercial, se fosse  assim tristemente as datas dia das mães, pais, natal, páscoa...e etc seria apenas comércio, tudo depende do que você faz do dia e como celebrar e dos outros dias no resto do ano, se para você o que importa é o quanto seu namorado gastou com seu presente, nossa ainda bem que o comércio estimula, ou se você apenas dá carinho e atenção nesse dia, reveja sua relação, seu comportamento.
Acho importante ter uma data marcada também para comemorar.
Meu último dia dos namorados comemorado foi no dia 12 de junho de 2010, é já faz um tempo, mas foi tão ruim gente, que para passar por aquilo de novo prefiro continuar solteira até encontrar alguém digno de chamar de namorado, e olha que isso não é papo de recalcada, é de coração, bem mas esse texto também não é para lamentações, isto foi só uma observação.
Quando namoro gosto sempre de comprar alguma coisa que sei que a pessoa vai gostar ou que está precisando, mas gosto também de ter um presente para dizer "esse fui eu que fiz", que sempre com carinho e de um jeito particular demonstra meus sentimentos.
Hoje que me sinto mais segura e madura até consigo entender um pouco do porque estou sozinha, antes eu reclamava tanto por estar solteira no dia dos namorados que credo, hoje conheço meus defeitos, minhas qualidades sei da minha potencialidade, mas confio muito no Altíssimo, e agora em minhas orações é "só me deixe amar de novo Pai o que o Senhor escolher", além dessa visão espiritualista ainda incluo as escolhas que fiz sobre muitos setores da minha vida, e nenhum momento foram falta de opção, mas por consequências mesmo de tudo que escolhi.
Eu gosto de definir o amor como aquela pessoa que está nosso lado em todos os momentos inclusive para não fazer nada juntos e ainda assim ser bom! Porque por trás disso tem tanta coisa que não deixa faltar nada, e essa é a pessoa que devemos passar o resto de nossas vidas.
Uma outra verdade é que não estou procurando metade, porque sou inteira, tenho desejos, sonhos, vontades, características, e defeitos também, e quero alguém que seja inteiro também com tudo isso e se possível algo mais, que se veja como tal, que seja consciente de si mesmo, e não apenas mais um metido, arrogante, egoísta, egocêntrico e cafajeste,  e que junto sejamos multiplicação e não apenas simples soma "de metades" como vejo muitas pessoas falarem por aí.
Vi muitas declarações de amor no facebook, no twitter no instagram, e eu como romântica incorrigível acho tudo lindo, excluindo é claro os hipócritas que dão presentes e dizem eu te amo sem significar nada, mas também não é questão desse momento discutir hipocrisia.
Neste dia pessoas mudam as músicas que escutam, carregam os ramalhetes de flores que receberam como troféu, escrevem coisas bonitas, se declaram mesmo que timidamente, enfim enche o mundo de amor e boas energias, e eu adoro isso!
Ah se as pessoas tivessem mais esse brilho no olhar e esse cuidado na alma durante todo o ano.
Enquanto estou solteira vou aproveitando para namorar minhas oportunidades, para pensar só em mim, para  dedicar ainda mais tempo para os meus amigos, para me olhar no espelho e me namorar... porque também ao meu ver namorar está longe de ser só relação sexual seja ela de qual natureza for, "namora-se" amigos, familiares, parentes...
Tudo que vivi em amor até hoje foi tão lindo mesmo que não tenho dado certo  é fato de que sinto saudades de alguém para vivenciar histórias melhores ainda do que a que já tive, pois eu ainda sou daquelas que mesmo tendo passado por desilusões ainda acredito no amor.
Estou feliz com esse meu dia dos meus namorados, e mesmo sozinha estou bem, e o máximo que irei fazer hoje é passear com meu cachorro Joe.
Torço para que você esteja feliz também.
Espero que o próximo dia dos namorados eu tenha alguém, gente é tanto amor para dar, que tem que ser alguém que queira amar e ser muito amado.
E não tem problema mesmo que meu coração agora esteja vibrando  um sentimento que não sei explicar o que é, se é paixonite, encantamento, admiração, ou a soma de tudo isso e algo mais (risos).... está a 1000 km daqui, e mesmo que seja a toa e unilateral também estou feliz com isso.
O que vi desse dia dos namorados em 2013 foi diferente, e também especial,  mesmo estando solteira porque pude perceber meu crescimento, minha alegria, meu novo jeito de amar a vida e as pessoas que a graça Divina tem me dado todos os dias do ano.
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Feliz dia dos namorados!!!


segunda-feira, 10 de junho de 2013

I´m yours

Um estado que não é o meu, duas pessoas que não se conhecem, um mesmo nome, uma mesma cidade, até a mesma idade e um cantor admirado pelas três pessoas envolvidas, que por uma é conhecido todos, e os outras duas nunca se viram, histórias diferentes demais, e similares demais.
Nenhum final feliz.
Ainda que um deles está  perto, um é alívio não possuir e outro que está longe e é saudade.
De quem há saudade, há vontade, talvez houvesse reciprocidade.
De quem há alívio, a benção Divina por deixar de existir um na vida do outro.
São simples e bobas coincidências ambas em  um coração que já amou mais de uma vez, que já chorou por amor também.
Mas que tantas vezes foi feliz, que muito sorriu e se divertiu.
Há quem diga que é falta de sorte, já eu diria ser sorte demais.
Não há comparações.
Nenhum comprometimento real afinal.
Um assumidamente desinteressado e outro falsamente interessado.
Duas belezas diferentes, mas ambos belos.
Um ficou no passado.
E outro deve ficar no passado em um futuro próximo. Complexo?!
Sim!
Eu poderia ter escolhido não ter nada da primeira e nem da segunda história, mas a segunda eu deveria não ter vivido.
Só que aconteceu assim do nada, e uma força maior fez sentir o inesperado no sangue, no corpo, no coração, e um desejo como tão poucas vezes senti e vivi.
Essa é a "dor e a delícia" de ter arriscado, sei que é bom, mas sei que não vai continuar sendo.
Distância, comprometimento, descomprometimento, são elementos que faz o que nem começou acabar.
Mas boas histórias as vezes são assim, rápidas, solúveis, tão intensas como o chocolate 100% cacau.
E algumas delas temos que escrever assim, com sujeito oculto ou indeterminado.
Mas também ficam na saudade e esse "vazio" abre mais uma vez caminho para novas possibilidades!
Pode vim seja lá quem for, I´m Yours!

http://letras.mus.br/jason-mraz/1408813/traducao.html