sábado, 25 de maio de 2013

Sales associate

Quantas vezes em nossas vidas realmente acreditamos em nós mesmos?
Quantos dias de nossa história levantamos cedo com o brilho no olhar e o objetivo de chegar mais perto de nós mesmos?
Chegar perto de si mesmo não é uma tarefa tão simples quanto parece, "todos temos que demais", temos que estudar, temos que trabalhar, temos que ser bons filhos, temos que ter um bom parceiro, temos que ser educados o tempo todo, temos que ser feliz? oi as pessoas não podem ter um minuto de tristeza sequer, as vezes essa "baboseira de felicidade me cansa", até mesmo porque o que faz uma pessoa feliz não é o que faz a outra , e temos que ser feliz do jeito de quem afinal?
Quando realmente decidimos ser quem queremos ser, mergulhar em cada milímetro de nós mesmos, conhecer nosso corpo a mágica de nossa alma, entramos em um "caminho sem volta" e nos tornamos completos afinal, mas as vezes para quem está de fora é estranho, esquisito, ou até louco....
Eu decidi que este ano eu faria as coisas diferentes, fui demitida e não quis recomeçar, primeiro porque não sabia o que queria fazer, segundo porque sabia que precisava do mundão, terceiro porque não queria ficar nessa cidade nesse momento, e desde essa minha escolha passei por coisas fantásticas, incríveis e chateações que sem brincadeira, mesmo sendo poucas ainda assim foram muito importantes e o ruim não foi tão ruim assim!
E isso é assim porque quando somos inteiros temos uma força extra, parecemos super herói.
E o que conto hoje começa quando um primo me convidou para participar de um processo seletivo para trabalhar em um navio, eu já tinha feito uma vez e desisti no meio, mas resolvi fazer de novo, mesmo eu ainda estando perdida naquele momento.
E as etapas foram sendo feitas, a primeira entrevista eu declinei, me chamaram de novo, dai sim fiz o processo todo que começou no final de fevereiro.
Quando eu passei na primeira entrevista que foi feita em inglês, percebi duas coisas, que eu dava conta mas que eu precisava ser melhor.
E assim me indicaram para o cargo de SALES ASSOCIATE, um jeito chique de falar vendedor de duty free dos navios, eu não escolhi o cargo, porque esse foi um momento minha vida como nunca teve esteve tão entregue nas mãos de Deus, e achei legal, ganhar em U$ para viajar, pobre só pode ver o mundo assim trabalhando muito.
Trabalhar de 9:00 as 0:00, ficar em pé, bater meta de vendas, falar inglês o tempo todo, morar em uma cabine pequena com estranho,  nem isso me desanimou, eu poderia descer na maioria dos portos, com autorização poderia assistir a shows, peças de teatro, me fascinou.
Eu não contei para quase ninguém da minha empreitada, porque quase todo mundo é do tipo que "formou-se em uma coisa tem que morrer fazendo aquilo", mas não eu não acredito nisso, acredito que temos que buscar a felicidade do que queremos naquele momento de nossas vidas, da forma que nos parecer mais completa possível.
E gente eu sou arquiteta e urbanista, amo minha profissão, mas preciso de me respeitar, preciso de um tempo, e por essa minha nova escolha sofri muita descriminação, quatro pessoas só me apoiaram, o resto falando que eu era doida, mas gente quem não sabia disso ainda? Me chamar de doida já disse aqui que é um elogio.
Pensem o quanto minha carga cultural, arquitetônica, pessoal vão aumentar.
O contrato é para seis meses, que garanto deve parecer anos.
Pois bem passei a estudar feito louca, dia e noite estudando inglês e italiano até que finalmente marcaram minha entrevista com a Companhia, dia 17/05 meu Deus só de ler o email me deu uma tremedeira.
Ai veio a bomba a dez dias antes da entrevista final, meu pai disse que não ficaria com o meu cachorro o Joe, que era para dar ele para os outros, aí "minha casinha caiu", eu chorei uma  noite inteira e a primeiro momento desisti.
Foi como se meu mundo tivesse acabado, eu estava vivendo há três meses uma realidade tão particular e minha, foi nesse meu íntimo que resolvi fazer o processo e "ver o que dava".
Gente peguei o avião, raspei o pouco de dinheiro que minha mãe me deu e fui pra São Paulo fazer essa bendita entrevista.
E o grande dia chegou, nossa um monte de pessoas, todas muito bem vestidas e elegantes parecendo executivos de alto escalão, a maioria falantes, pensei "lascou todo mundo aí já foi para o navio" e meu nervoso aumentou ainda mais.
Pois bem ao entrar na sala minha barriga e mãos gelaram, e o selecionador americano "destampou" a falar, e eu só pensava, nossa ainda bem que eu estudei, e fiz o curso avançado de inglês online, porque se tivesse vindo com meu inglês intermediário não daria conta nem de entender, quanto mais falar.
Para quem me conhece de verdade, sabe que sou louca para falar inglês fluentemente.
Adivinhem, era parte do processo dinâmicas de venda, ah que beleza, eu já odeio dinâmicas em português imagina em inglês, o dia todo só se falava em inglês, e assim participei, não sabia realmente como tinha me saído, pessoas com um inglês melhor do que o  meu, algumas com a vivencia de um "crew" mas mesmo assim fui para a casa que eu estava hospedada tranquila, pois fiz tudo, tudo mesmo o que podia, e só pedi o tempo todo para que Deus me capacitasse para o que fosse me fazer realmente feliz e melhor para todos que fossem ser alcançados pela minha escolha.
Naquele momento era esperar essa resposta, e esperei vivendo claro, olhei possibilidades de emprego em São Paulo, fiz companhia para o meu melhor amigo que iria se mudar para NY e de quebra tive um "affair" o qual jamais imaginaria e nem saberia que seria tão delicioso, sem contar que convivi com o "ex" numa boa.
E gente valeu demais a pena, foi tudo tão lindo, que nem minha super imaginação do fantástico mundo de Bob consegue descrever.
Mas quando deu quarta-feira, que já tinha quase uma semana da entrevista, eu comecei a angustiar, o resultado não saia, e eu comecei a atualizar meu email com mais frequência.
Na quinta finalmente saiu, e eu fui aprovada, gente quanta felicidade que tão poucas vezes senti.
Só eu sei o quanto de superação que tive que ter, tive que abrir mão de tantas coisas mesmo que só para o processo seletivo, que mesmo se eu não tivesse passado já teria muito valido a pena, meu inglês tava melhor, eu tinha aprendido um pouco de uma nova língua, e principalmente duas coisas; eu percebi que eu poderia fazer o que eu que quisesse e a outra é de que confiar de verdade em Deus tem o melhor para nós a resposta é certeira.
Bem ainda nem comemorei direito, voltei para Goiânia, estou achando tudo muito estranho aqui, mas agora inicia a etapa pré-embarque, com vistos, cursos, exames médicos....
Vamos combinar que ser contratada por uma das empresas do grupo Louis Vitton, tem o seu valor independente do seu querer, pessoas se importam com "títulos" não com vontades, então tudo bem, acho que esse "nome no meu currículo não pega mal".
Ainda não sei quando embarcarei, de onde partirei, nem qual cruzeiro farei, mas já estou numa alegria sem fim, e ansiosa para colocar o pé no mundão, e fazer da vida do navio um momento único, intenso, feliz, de crescimento.
E aposto que terei boas histórias para contar para vocês e meus netos.
Pois eu não deixei meus outros sonhos de lado, mas só interrompi para que pudesse me realizar um pouco mais como "Mundão" , ainda quero como coisas como a maioria quer, namorar, casar, ter meu negócio...
Vamos comigo a esse extraordinário desafio de ser uma SALES ASSOCIATE, já tenho orgulho e já estou muito feliz.
É acho que consigo viver em um "lar" desses.... (risos)
http://www.youtube.com/watch?v=dNpuiD3NIdk

terça-feira, 7 de maio de 2013

A primeira coisa bela


Parei tudo que estava fazendo e sentei aqui no chão da varanda do meu apartamento, lugar onde meu cachorro gosta muito de ficar, sábio ele, é um lugar muito gostoso.
Eu passo praticamente o ano inteiro reclamando do calor e quando o tempo dá uma "esfriadinha", porque em Goiânia é tão quente que se dá um vento saem todos os casacos do armário, é início do tempo frio, e é hora de senti-lo.
Que brisa mais incrível, sinto meus cabelos voarem nessa ventania me deixando mais despenteada que já estou.
As coisas mudaram tanto o sentido na minha vida, que as vezes olho no espelho e me pergunto quem sou.
Na minha luta pela  prática do silêncio descobri o quanto minha alma é barulhenta, quanta inquietação, quanto questionamento, quanta bobagem eu acumulei nesses meus 32 anos.
Será quantas vezes me perdi de mim mesma? Se é que um dia soube realmente quem fui.
Vejo tantas pessoas enxerem a boca pra dizer que são bem resolvidas, que a vida delas é "linda", e o pior que várias vezes isso me incomodou e me fez eu me questionar, mas só agora vejo que de uma maneira tão errônea, que pode provocar danos e dores tão bobas...
Quantos dias trabalhei 12 horas por dia durante 06 dias na semana? Trabalhar é fundamental, mas ter tempo para se entender, se descobrir, se aventurar também.
De quem ou do quê eu estava "me escondendo"?
Quantas vezes eu quis não fazer parte do "coro do contentes" e disse isso, mas de certa forma fui demais, principalmente quando vejo o quanto as vezes eu me desrespeitei para agradar alguém, para evitar discussão, ou quantas vezes discuti por coisas que não valiam o desgaste?
Me sinto uma adolescente, "não sei o que quero ser", mas porque todo mundo é tão maduro, ou pelo menos se esforça para parecer, que me sinto assim meio bobona.
Esse tempo está sendo fundamental, mas difícil, acordar e se dedicar a um sonho que pode nem acontecer, meses me preparando para um único dia que talvez faça toda a diferença, mas que talvez seja apenas mais um sonho.
Eu cansei de relutar contra minha alma tão questionadora, tão confusa, tão perdida, e tão incrivelmente apaixonada pelas pessoas, e resolvi entender e aceitar que a força maior que rege o universo, que eu chamo de Deus, é quem toma conta de tudo, claro sempre com a sapiência de nos ter dado o livre arbítrio.
As vezes nos revoltamos quando algo nos é tirado, quando algo não acontece, sem ao menos parar um instante para pensar que aquilo que acreditamos ser a salvação de nossas vidas, poderia ser nossa destruição.
Ainda sou insegura, eu disse insegura e não incrédula, e o medo ainda teima em me desafiar, em roubar pensamentos e energia que devem ser gastas para o bem, pois tudo que movemos para praticarmos a bondade, para mantermos em uma boa vibração volta melhor ainda.
Aonde eu estive esse tempo todo?
Quem sou?
Aonde quero ir?
Como devo fazer?
Com o que trabalhar?
Não acredito em felicidade de filmes, mas luto todos os dias para alcançar uma paz de espírito que ainda não encontrei, e sei que ainda não estou fazendo o que vim para fazer na terra, e nesses últimos tempos estou me concentrado em cumprir as tarefas que escolhi para me evoluir.
Chega de rebeldia inútil.
Existe um bem maior, um sentido maior, para que eu comprava tanta roupa? Para quê tanto sapato e bolsa?
Nossa para mim é uma vitória, meu último par de sapato foi comprado em novembro de 2012 e desde que me tornei independente nunca havia ficado tanto tempo sem comprar um sapatinho que fosse.
Porque andar só de carro? Porque nunca mais desde criança eu havia andado de bicicleta com o meu pai?
É as circunstâncias da vida juntamente com as consequências de minhas escolhas me forçaram a enxergar coisas que eu não via fazia tempo, que a cegueira do cotidiano, a busca incessante pelo "sucesso" me ofuscou, me cegou.
Não tenho nem um real na minha carteira, e se precisar de algo tenho que pegar o dinheiro da minha mãe, que é tão pequeno.
Não me sinto envergonhada, mas uma sensação de que eu deveria ter aproveitado melhor o meu potencial, meus sentimentos, minhas emoções, minhas oportunidades, meu tempo toma conta de mim nesse instante.
Não tenho conclusões consistentes, mas o fato de enxergar as dificuldades das pessoas que passam fome, é bonito né falar de fome no mundo, as pessoas que dormem na rua, a mim que dependo dos meus amigos para tomar uma cerveja no bar, andam me sensibilizando e fazendo valorizar os momentos e as pessoas como eu sempre deveria ter feito.
Não sou um somatório que se relata no imposto de renda, sou uma pessoa que tem coração e espírito , que quer viver o que realmente o que tem que ser vivido.
Acredito que tudo serviu de lição.
Mas se (re)inventar não é fácil, mas é necessário.
Estou amando não me reconhecer, não saber me definir, pois é isso que acredito estar me tornando melhor, viva de verdade, até que essas coisas dê lugar a outras, como  um novo emprego, um novo namorado....
Bom estou ficando com muito frio, acho que consegui descrever um pouco do que meus pensamentos estão gritando para mim mesma, me desculpe o dia do silêncio, já que não posso conversar com ninguém porque estou sozinha, resolvi escrever, estava precisando...
Ouçam essa música, diz um pouco disso tudo, de tempo perdido, de atitude, da primeira coisa bela...
http://letras.mus.br/malika-ayane/1621848/traducao.html
A primeira coisa bela, de cada segundo, de cada situação, tudo é belo depende de como se vê.


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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Eu ainda moro com o papai e a mamãe!

Caso você nunca tenha lido nada no meu blog vou dar algumas instruções rápidas sobre quem sou: meu nome é Danilla, tenho 32 anos, sou arquiteta e urbanista por formação, não tenho namorado, gosto de cozinhar, amo viajar, sou espiritualista que segue o básico da doutrina espírita, e moro com meus pais, e isso é sobre o que quero falar hoje. Maior parte da minha vida morei com a minha família e família ao meu ver é sinônimo de tanta coisa, mas eu me atrevo a resumir em duas coisas: relação amor x ódio e segurança. Eu não tenho a menor vergonha em falar que moro com meus pais, mas porque isso é uma escolha minha, até mesmo porque somos tradicionais de um país em que a maioria não sai de casa enquanto não casa. Sim sempre usamos de referência o que nos é de fora, então vamos lá, no exterior de maneira geral, as pessoas saem de casa bem jovens, enquanto que no Brasil saímos de casa bem mais velhos. Mas eu estou longe de ser uma antropóloga, uma socióloga entre muitas outras coisas para entender a real raiz dessas diferenças. A verdade é que se o mundo, as pessoas, os lugares não fossem constituídos de diferenças penso que seria tudo uma tremenda "pasmaceira", uma chatice das grandes. Então já que não tenho conhecimentos para explorar como deveria, resolvi dividir a particularidade de minha história, e sim ufa, é impar. Eu luto para não ser igual, mas não apenas para falar que sou diferente, mas para ter liberdade de expressão sobre o que sinto, sobre o que penso, sobre o que quero ser, sobre o que sou até o que fui, pois o que fui ensina mais do que os sonhos do que quero ser. E acredito que consegui, e por algum momento até sofri por isso, mas sou feliz na minha maneira "eu de ser". Voltando ao assunto de morar com os pais, eu sou feliz assim agora. Aliás as pessoas deveriam se preocupar mais com o agora, e não com outros tempos. Eu já morei sozinha, fui muito feliz, e poderia estar lá sozinha até hoje. Foi incrível eu aprendi tanto e vivi momentos de alegria e dor extrema que só eu mesma sou capaz de entender. Sozinha com certeza eu tive que fazer coisas que jamais faria se tivesse com a minha família, porque além de morar sozinha, fui morar em uma cidade em que só conhecia duas pessoas, uma amiga e um ex-namorado. E essa nova vida foi um acúmulo de situações novas de vida, recém-formada, sonhos, ambições e muitos outros sentimentos que eu só tinha visto no dicionário. E diga-se de passagem, ninguém nunca me deu um real nem para mudar e nem para pagar nada de minhas contas, pois tem muita gente que sai da casa dos pais e é sustentada por eles, e isso para mim nunca fez sentido, morar sozinha significa fazer tudo sozinha, inclusive pagar as contas, mesmo que seja para estudar, e isso era tão forte em mim, que na minha época de vestibular nunca fiz para longe porque sair da casa do pai, mas ser mantida por ele nunca iria significar a liberdade que eu sempre pensava ter quando pensava em sair da casa deles. Aliás uma vida de "dicionário",a maioria da realidade das pessoas. Se eu contasse essa história a um ano, a dois, ou a três com certeza o texto seria outro, somos "metamorfoses ambulantes", pois a visão do que acontece ou aconteceu muda conforme estão nossos pensamentos, sentimentos. Eu voltei para casa dos meus pais porque não estava bem, e logo depois fiquei muito mais doente, acredito sim que foi a mudança de volta para casa a gota d'água para eu ter caído em uma depressão profunda. Sair da casa dos pais e voltar eu acredito ser uma coisa muito difícil, e nunca esteve nos meus planos, e novamente digo, só sabe quem já passou, é o seu "novo você que tem que lidar com o novo eles", discussões, invasão de privacidade, diferenças e a real noção para eles de que "a filhinha" cresceu torna o processo muito pior. Eu já voltei, e já sai de novo e voltei para casa deles de novo. Quando eu sai de casa, mas na mesma cidade dessa vez, a convivência estava impossível, pois não nos tolerávamos. Ter depressão é uma coisa muito ruim, muito mesmo, não desejo a ninguém, mas esta doença trouxe muito ensinamento para mim e para toda minha família. Acredito sim que muitas pessoas moram com os pais pela comodidade, para sobrar mais grana, e poderem "ser essa classe média" que viaja, troca de carro, que vive no "coro dos contentes". Toda viagem que fiz eu que paguei, o meu carro troquei porque fazia uma viagem por semana sozinha e precisava de segurança, e para essas viagens eram para uma pós graduação em outro estado, já que eu não gastava dinheiro com aluguel eu poderia me dar a esse "luxo", e hoje tudo mudou, estou desempregada na casa dos meus pais novamente e dependente igual quando era uma adolescente. Mas honestamente saibam que isto é uma escolha, eu sou indecisa quanto ao que eu quero ser como profissional, eu não gosto da cidade que moro mesmo tendo nascido aqui, puro simplesmente por não me sentir bem por achar que os recursos intelectuais e culturais são escassos, e por eu ser mesmo uma esquisita aqui, e quero sair,talvez se tivesse aceitado passar antes pelo que estou passando agora tudo seria diferente, e a verdade é que o que temos que passar acontece de qualquer jeito, cedo ou tarde. Eu quero sair, mas preciso ser objetiva, ser realista, com 20 e poucos anos você muda de cidade apenas com R$400,00 no bolso sem medo nenhum, e até sem carro, mas com 30 e poucos a situação é diferente, e se não fosse algo mal significaria, poxa a pessoa passa por dez anos da vida e não aprende nada? Sim eu vou ficar com eles até eu ter certeza do que quero, saber porque e para onde mudar, eu não deixo o carinho deles, a minha sobrinha que só tem dois meses e é uma alegria em minha vida inexplicável, e nem a segurança que eles dão e até mesmo o aluguel que me dispensam de pagar, se não valer a pena. Ficar sozinho é bom, mas precisa de muito equilíbrio. Muitas coisas mudaram de valor nessa minha década. Para mim não é importante mudar por mudar, tem que valer a pena, para ser mais feliz, para crescer, foi se o tempo em que eu não "calculava" as coisas, mudar para ganhar um salário maior não é o objetivo, pois ganha mais e gasta bem mais, além de ficar sozinha, mudar é para crescer mais, é ir em busca do "onde se está tem que melhorar". Se eu vou ficar com eles até me casar não sei, porque por aqui onde eu moro a maioria das mulheres da minha idade já saíram da casa dos pais, para a casa dos maridos, esse também nunca foi o meu objetivo. E te garanto que sair de casa talvez seja mais fácil no sentindo de tentarem todos juntos crescer, aprenderem a se respeitar, acredito que uma pessoa não deve ser respeitada só pelo dinheiro, ou por morarem separadas, devem se respeitar morando debaixo do mesmo teto, respeitando opiniões, escolhas, individualidades, separando espaço é muito mais fácil, somo humanos e a lei do "eu estou pagando isso daqui, então quem manda aqui sou eu" ainda é muito forte. Sou a favor da liberdade de escolha,aqui em casa temos que nos "tolerar" e isso nos tornou uma família mais forte, mais unida, mais feliz do que quando eu morava num canto, meu irmão em outro, aprendemos a ajudar na fraqueza de cada um, ainda temos diferenças e vamos ter para sempre, mas o fato é que por ser maioria, a filha balsaquiana que mora com a mamãe, não significa que sou, somos, iguais. Ter status não me representa, e nunca vai representar, até mesmo porque eu tenho direitos, vontades, minhas verdades que são indispensáveis, e não é uma explicação , mas a vida não é feita de "regras", leis é um outro assunto, agora regras para o sentido amplo que tem a nossa vida, eu não sigo mesmo,e isto é assunto para mais alguns posts, (risos) mais na frente, e por enquanto, acho que talvez você esteja lendo isso tenha entendido, e que possam aprender alguma coisa com a minha história, porque por enquanto eu ainda moro com papai e mamãe.

domingo, 14 de abril de 2013

Eu já pulei.

De um azul tão azul como nunca vi antes. Com aromas tão surpreendentemente deliciosos que seria impossível descrever. Com olhos que brilham de uma intensidade que poucos entenderiam. De uma sensibilidade capaz de fazer perceber cada célula do meu corpo, cada milímetro da minha alma. Com sons tão adversos, que o repeito as diferenças se tornou tão fino como nunca foi. Assim que me sinto hoje, assim que quero me sentir para sempre. Atravesse as pontes que você construiu dentro de você mesmo, não se culpe por coisas que não são culpas sua, não faça nada que você não queira. Supere-se. Não tenha medo, não se deixe paralisar. Arrisque. Não tenha que "ter" para ser realizado, seja realizado , com o que tem, com o que luta para ter. Abandone um pouco da bebida alcoólica, coma para se nutrir, mas coma aquela coisa que nutra a sua "alma", ande a pé, sinta a paisagem, sinta seu corpo perfeito, sua transpiração, sua respiração, e se quiser correr corra, se cansar pare, mas para completar passe por um estranho e sorria, mas sorria com seu sentimento de alegria, seja ele por qualquer coisa, e fará o dia de alguém melhor. Despeça-se como se fosse a última vez, como também faça tudo que puder fazer para quem queira fazer como se fosse a última vez, pois pode ser a última vez que se encontrem. Se brigou, repense a sua atitude e não a do outro, melhore, evolua, perdoe o próximo mas principalmente a si mesmo. Experimente, se for salgado agradeça assim mesmo, se estiver quente espere esfriar, se estiver frio esquente, se não gostar não precisa comer de novo, mas não se esqueça que só experimentar te dá o poder de saber se gosta ou não. Tenha um bicho de estimação e perceba o quanto dão trabalho, o quanto são dependentes e o quanto dão amor incondicional. Aprenda uma outra língua. Aceite os seus desafios, não os desafios que querem para você. Aproveite sua família, é o maior bem, e o sangue que corre nas veias te ajudará a amar mesmo que tenham suas diferenças. Viaje. Ah viajar, isso sim é um dos maiores tesouros que se pode construir, é conhecimento para si de cultura, língua, comida e coisas que nada é igual. Se imponha, mas com respeito, e sobretudo respeite! Não ache que o mundo é ruim, injusto e cruel, o seu mundo pode ser como quiser e não ache que ter dinheiro é a solução para todas as suas amarguras, o dinheiro pode até aumentá-las. Sinta que existe algo maior do que você regendo sua vida, o seu redor, chame você de Deus, Jesus, Santo, seja na Igreja Católica, Evangélica, na Doutrina Espírita e etc, mas pensar que existe algo mais poderoso que você te protegendo, te guiando tira a sensação de vazio, a falta de sentido. Conviva com crianças, se não forem da sua família, dê um jeito, eles são a forma pura do ser humano, são sinceros, divertidos e não mentem. Viva segundos que sejam eternos mas felizes, evite segundos de angústia, isso faz mal para saúde. E quando pensar que não vai conseguir faça uma oração, e verá como tudo se ajeita. Temos todos segundos novas oportunidades, erramos para acertar e acertamos porque erramos. Não importe com o que falem de você, quem te ama saberá quando e como falar, mesmo que seja puxar a orelha, não fale dos outros porque você deve gastar seu tempo com você e não com julgamentos que provavelmente serão injustos, descontextualizados. Ame,deixe o amor nutrir seu coração, sua alma, seu corpo inteiro, seja quem for, amor não entende regras sociais. Respire fundo e continue, depois de uma lágrima ou depois de um longo sorriso. Mas deixe reticências, interrogações, vírgulas, exclamações, na vida é preciso dar espaço para cada tipo de momento e aproveitá-lo porque jamais vai se repetir. E principalmente seja você, porque aconteça o que acontecer se for você mesmo, você jamais se lamentará do que foi, do que poderia ter sido, lógico as vezes somos descontentes, tristes, isso é normal, mas não é o que importa e o que deve ser intensificado. Felicidade não está aqui, ou ali, está dentro de nós, não espere para quando se formar, ou se casar, ou quando tiver filho, seja feliz com o hoje, agora,com quem quer que seja, porque agora é hoje, e amanhã pode nunca chegar. Imagine a vida assim, que é mais ou menos assim um amigo meu diz, "se é seu, de sua vontade, Deus vai te abençoar, então, imagine-se como em um bungle jumpe, e assim feche os olhos e pule". Eu já pulei.

domingo, 31 de março de 2013

"O seu mundo muda quando você muda"


Há algum tempo atrás você já passou por isso com certeza, voltou a algum lugar que parecia ser muito mais bonito, maior, mais incrível quando você foi quando era criança, só que dessa vez já adulto achou tudo assim "tão normal".
É meus queridos sejam bem vindos ao fato: não são as coisas que mudam, somos nós que mudamos.
Como tudo, isso tem seu lado bom e ruim, afinal você cresceu e muitas coisas mudaram, e quando eu digo crescer não me refiro apenas a idade e tamanho, claro, me refiro a crescer como pessoa.
E então depois de algum tempo você reencontra aquela pessoa que amou demais, e simplesmente depois de alguns anos olha na cara dela e pensa "nossa como pude amar e sofrer tanto por essa pessoa"?!
A maioria de nós está em mudança em tempo integral, não existe receita e nem prazo de validade, cada um tem seu tempo, no meu ponto de vista a vida, o mundo, e a forma como você encara tudo a sua frente, é que faz tudo mudar, pra melhor ou para pior!!!
Credo estou escrevendo como quem acabasse de ler um livro de auto-ajuda, não que eu tenha nada contra esses livros, na verdade já li vários, mas é muito otimismo para uma pessoa....kkkkk
Mas acontece que os ensinamentos adquiridos na dificuldade se observados sobre todas as óticas e não se apegar ao negativismo em geral aprendemos muito e nos tornamos pessoas melhores, mas isso é assunto para outro texto, vamos voltar ao tema central.
Hoje não gosto mais de coisas que eu daria "a vida" para ter, fazer, ou até mesmo ser.
Gente e fala sério, eu passar um final de semana sem ir para uma balada ou um bar e me sentir bem e feliz muito mais do que muitas vezes que me joguei no mundão, é até difícil de acreditar, de balada para corrida, oi!?
Antes se me falassem em pão integral, "vishe" eu ficaria muito chateada em ter que comer "isso", mas hoje como além do pão integral, macarrão integral e arroz integral, olha que loucura, e não foi nenhum médico ou coisa similar, foi conscientização mesmo, vontade própria, até mesmo porque meu lado "autista" só me permite fazer o que eu quero mesmo que seja uma recomendação médica.
Parece tudo isso um amontoado de coisas insignificantes, mas é fato que a maioria das pessoas continuam as mesmas, mas se nós mudamos, quer seja para melhor ou para pior, aquela "coisa" ou aquela "pessoa" acaba perdendo o sentido em nossas vidas.
Eu sou uma pessoa muito intensa e quem conhece sabe bem disso, mas quando eu comecei a mudar achei ruim porque meu mundo por algum tempo ficou "vazio" até que outras coisas começassem a fazer essas "substituições", e "caracas" como é bom passar por isso!
E até eu entender tudo isso sofri tanto, fiquei tão magoada com as pessoas, tão sozinha, mas em contrapartida me fortaleci tanto, e que mesmo eu sendo aparentemente injusta, algumas pessoas não tem mais sentido para mim, enquanto que outras passaram a ter muito mais valor.
Tudo bem se o Rio Araguaia já não é o mesmo pra mim, mas também foi bom as tantas vezes que fui lá quando eu era criança e adolescente, um  "gigante das águas" na verdade o tamanho dele é o mesmo ele não está menor e nem é tão grande tanto quanto eu achava, mas pra mim ele passou de um grande "mundo de águas" para "boas lembranças de minha infância e convivência em família" .
E o raciocínio vai para muitas outras coisas, mas não vou ficar sendo repetitiva, acho que já entenderam o que quero dizer "o seu mundo muda quando você muda" tema do treinamento Você que eu fiz em 2009 mas só talvez só agora eu entendi realmente o que queriam me dizer!!!
Mude,  faça o que te der vontade para não se arrepender, não se revolte contra o mundo nem sempre as pessoas entenderão esse novo "você" e outra coisa boa isso abrirá caminho para novas experiências e novas pessoas!
Bora pro Mundão né, porque ele é esplêndido demais, e ufa que é dinâmico!!!

domingo, 24 de março de 2013

Ser grande

 Ser grande para mim não é ter 1.85m, morar em cobertura, ser bem sucedido, ter uma Ferrari.
Ser grande é ter um coração puro, eu disse puro e não Santo, porque Santidade é para espíritos super evoluídos.
Ser grande é fazer dos seus sonhos verdades da sua vida, é também respeitar a adversidade.
É ser do mesmo jeito com muito dinheiro e com pouco dinheiro.
É ter integridade acima do interesse particular .
É ajudar se a alma pedir e não para mostrar "para os outros".
É ser honesto e fazer as mesmas coisas que faz em  público fazer quando ninguém está vendo.
É amar acima dos defeitos, perdoar os outros e principalmente a si mesmo.
É agir com humildade mesmo que seja o Papa.
É levar a vida leve e valorizar um passeio no parque da mesma maneira do que uma noite em um hotel cinco estrelas.
É tentar ser melhor por você e não pelos outros, e também entender que nem sempre o que você "julga ser melhor" é o que realmente é melhor para aquela pessoa.
É viver como se fosse o ultimo minuto fosse agora mas com muita responsabilidade.
É um jeito leve e particular que não tem que obedecer padrões por pura "obrigação social".
E é colocar a cabeça no travesseiro com a sensacao de dever cumprido com excelência mesmo que o seu melhor hoje não tenha sido tão bom, mas que seja o melhor que poderia ser hoje.
É perceber que os erros ensinam muito, que a teoria é importante, mas a pratica dignifica.
Ser grande inclui não ser "Maria vai com as outras".
Dentre não ser mesquinho, vulgar, rude, grosseiro, mal.
Ser grande é lutar pelo brilho nos olhos, mas ao meu ver uma das coisas que mais me faz ver grandeza é ser feliz a sua maneira.
Ser grande é como já disse o poeta "é ser inteiro".
Ser grande pode ser relativo, pois somos livres para sermos o que quisermos, mas sabemos que a grandiosidade é a alma e o coração crescer juntos no bem e o amor .
Nossa como estou brega, deixa eu parar com essas letras!
Sejam grandes o mais que puderem a cada oportunidade, pois é só com o passar dos anos que realmente entendemos o quanto a vida é curta e quanto ela passa rápido!
Beijo meus queridos grandes!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Não sei

É não sei.
Ainda não entendo direito porque estou passando pelo que estou passando, especificando, as milhões de dúvidas sobre o que fazer "quando crescer".
Todos os dias acordo com um plano , que na minha cabeça, que é explêndido, mas logo vem a insegurança e me faz uma série de questionamentos: por que , pra que, como , quando, onde?...
Eu sou uma mulher privilegiada, tenho praticamente tudo que quero, embora a discussão deste texto não seja essa, mas gostaria muito de saber se o que estou fazendo é certo, se o que eu sinto como inspiração Divina é Divina mesmo, ou se é o simples fatos de eu estar me rendendo a regras sociais, pois contas não sabem sua classe econômica ou social, mas chegam independente do que nós estamos vivenciando.
A minha experiência de agora está sendo muito enriquecedora, dolorida, e tardia, e fico me perguntando, essa aflição que sinto é só eu que sinto? Como as pessoas convivem com isso? Todo mundo parece ser tão bem resolvido será que são mesmo? Como as pessoas escolhem uma coisa e conseguem fazer aquilo todos os dias, igual? Por que eu não sou "normal"? ... Essa última é uma pergunta que me angustia muito, pois não me sinto uma pessoa convencional, principalmente por lutar pelo que acho certo e dizer o que penso, e também penso que se eu fosse "comum" seria tudo tão mais fácil.
Nascer, crescer, reproduzir e morrer, uma lógica da natureza, que quando se foge dela, ouve-se críticas e paga um preço que só quem toma a decisão de não ser um "humano padrão" sabe.
Desde que me entendo por gente que trabalha e tem dinheiro, há muitos anos atrás,  passei por uma situação financeira pessoal tão ruim, as pessoas me dão dinheiro pagam minhas contas e eu me sinto tão envergonhada com isso, pegar o dinheiro de quem trabalha e eu aqui sem saber o que fazer.
É o lado ruim disso tudo , e bom sei lá, estou descobrindo cada coisa sobre pessoas que eu achava serem "incríveis" que não sei se gostaria realmente de ter descoberto, e por isso me sinto cada vez mais sozinha, e fico vigiando meus pensamentos para não me tornar uma pessoa "amargurada".
No fantástico mundo de Danilla, tudo é assim tão intenso, e de um jeito tão particular de ser verdadeiro e buscar essa verdade, que até fica difícil de aceitar que meu mundo só existe pra mim, claro, pois renego a sociedade mas não tem como eu sair dela, porque tem coisas nela que acho imprescindíveis, como ter um carro, tomar banhos quentes, viajar de avião, por exemplo.
Mais toda essa dureza está me fazendo rever muitos conceitos meus, e talvez por isso tenha sido tão sofrido, é certo que sair da zona de conforto nunca foi e nem será fácil, mas será que eu serei a vida inteira assim?
Descobri nos últimos tempos que uma coisa para mim só tem realmente "graça" se eu não a dominar, se não souber fazer e principalmente se não tiver monótodo, quando uma coisa seja de âmbito profissional ou de âmbito pessoal cai na mesmice perde todo o sentido e vou atrás de coisas novas.
Estudar?
Ter um negócio próprio?
"Realmente" exercer minha profissão?
O que fazer?
Sinto essa busca a tanto tempo, mas sinto também sei que agora é tempo de ouvir meu coração e alma e me libertar de tudo e fazer aquilo que meu espírito realmente veio fazer na Terra.
Daí vem uma outra complicada pergunta: como?
Haja oração.
Bem mas enquanto eu estiver assim indecisa vou experimentando, orando, fazendo minha parte e esperando do mundo e de Deus, e do resultados de meus esforços que essa sensação que tenho de mudança realmente é por este ou aquele caminho.
Espero francamente, que se um dia você tiver alguma dúvida sobre qualquer área de sua vida, não empurre para resolver depois, mesmo que demore um pouco mais para ter essa certeza espere, ouça-se, e tudo mais será muito mais fácil.
Não questione por questionar, e não rebele por que é "cool" não seguir esse massante capitalismo, mas questione a si, para que possa sempre respeitar os seus próprios valores, pessoas sempre deixam a própria vida, nunca entendi direito porque alguém faz isso, para dar palpite em sua, minha, ou seja a vida de outrem, sendo assim talvez apenas sua mãe compreenderá , se orgulhará de tudo que você fez e de tudo que você é, e não se preocupem com outras além desta, como dizem por ai "dar veneno para outro beber é fácil, quero ver tomar o veneno que oferece para os outros".
Definitivamente ainda não sei, mas vou descobrir, por favor não achem chato, talvez esse assunto se torne meio repetitivo por aqui, mas escrever me ajuda a entender a mim mesma melhor e fazer escolhas mais coerentes.