terça-feira, 10 de maio de 2011

Arquitetura prostituída 2

O objetivo do post anterior, sobre arquitetura, não foi o de questionar, classificar ou julgar alguém ou alguma classe profissional, não foi a idéia "causar".
Não me arrependo  de jeito nenhum do que estudei, do caminho que decidi seguir na minha vida, até mesmo porque, foi a arquitetura quem me escolheu.
Ao longo da faculdade é fascinante, já na hora da realidade limitantes como dinheiro e vontades são determinantes para a qualidade e até mesmo a realização de um projeto bom.
Acredito que o problema não está na profissão, seja ela qual for, e sim nas pessoas, que são materialistas, esquecem do juramento que fizeram no dia da formatura e principalmente que está lidando com uma pessoa que tem sonhos, convicções, realidades...e etc.
Essa visão da vida relacionada a arquitetura é única e vem do meu referencial e minhas experiências.
Sou topetuda, sem paciência, autêntica e sincera demais, e os meus excessos somado a isso tudo, além de não ser uma boa mistura e trazer problemas a minha saúde, incomoda tremendamente muitas pessoas e profissionais, afinal "o coro dos contentes ficam pé da vida".
O fato é que para mim a prostituição não é apenas a do corpo, e isso pode ser dito como "comum" e  defendido como "realidade do mercado de trabalho" reafirmo que meus conhecimentos conquistados depois de tantas noites sem dormir, tantos dias de capacete dentro da obra, não estão a venda por alguns ou muitos reais,e sim em defesa da arquitetura pela estética, sustentabilidade, funcionalidade!
O cliente não tem conhecimento, o principal papel do arquiteto é o de o orientá-lo , e mesmo que ele "impaque" é de obrigação do profissional de esclarecê-lo e deixá-lo ciente das suas escolhas, mostrar o que a tecnologia, os novos produtos, podem proporcionar ao projeto dele, e se possível melhorar aquilo que ele tem na cabeça, e isto está lá provavelmente a muito tempo, então realmente, convencer o contratatante requer jogo de cintura e conhecimento técnico.
Ser arquiteto para mim é lidar com sonhos,  e eu não esqueço disso nunca!
Essa banalização da arquitetura tem me deixado muito descontente, frustada e me fazendo repensar se quero continuar ou não exercendo arquitetura, tenho uma alma arquitetonica, mais não estou a venda.
E continuo dizendo se eu tiver que me "prostituir" independente do que eu decida fazer, eu não abro mão e da minha honestidade e das minhas boas noites de sono ao colocar a cabeça no travesseiro...

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