domingo, 16 de março de 2014

Mundão pra sempre

Até parece que foi ontem que sai do aeroporto de Brasília e deixei pra trás todos meus bem mais preciosos com uma dor e medo indescritível, mas com uma força que nem eu sabia que eu tinha.
Eu sempre acreditei que Deus nos dá o que precisamos e também a cruz que conseguimos carregar.
Nunca esquecerei de tantas coisas que senti, tantas novidades, coisas que eu nunca imaginei que existissem, bem como lugares, e pessoas.
É acho mesmo que vou escrever um livro.
Outros países, outras culturas, novas regras e "modus vivendis".
Acabou a temporada brasileira e lá vai eu para o segundo crossing da minha vida.
Ah eu me lembro também que a vida do navio era como um oráculo, assim que eu cheguei, e três meses depois meus a bordo é como se praticamente meus trinta e três anos sim fosse um oráculo, e muitas das vezes sinto como se eu tivesse nascido pra viver e ter a vida que ando tendo.
Ah e ainda tem ele, mas sobre isso escrevo depois com mais calma, mais sem dúvida é a maior e melhor surpresa que já tive, e que já me fez romper com muitos dos meus paradigmas e isso eu adoro.
Mais honestamente eu jamais imaginei que fosse possível atingir esse grau de felicidade, e como alguém já escreveu que tem "haver com o tamanho da liberdade do coração", agora entendi de verdade.
Simbora hora de voltar pra Europa, e agora Mundão no corpo tatuado, e na alma, pra sempre.

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