sábado, 14 de abril de 2018

Adeus meu grande primeiro amor (tardio).

Tirei as armas do coração. 
Coloquei toda sujeira na mesa. 
Não sobraram mentiras e nem medo. 
O perfume ficou e modificou todas as memórias. 
Transbordei todos tipos de sentimentos, joguei no chão muitas lágrimas e então respirei. 
Por alguns minutos olhei ao meu redor e todos me pareceram estranhos, talvez porque eu tenha mudado.
Ao mesmo tempo tudo me pareceu tão chato, porque evidenciou a superficialidade que residia nos seus atos.
Que alívio.
As vezes corremos de nós mesmos, porque te amar ainda parecia algo seguro, e ocupava o vazio que ficou sem o seu corpo perto do meu.
Muita ilusão acompanhada de muita honestidade, então mesmo assim foi bom.
Vários sonhos que foram nada mais do que unicamente meus sonhos.
Quantas vezes eu quis partir, e ao mesmo tempo chegar.
Gosto do que vejo agora no espelho e sinto uma insustentável alegria acompanhada de tristeza.
Tao poucas vezes alguém teve este poder de me transformar tanto e que mesmo que com tanta dor depois do tombo, levantei, e mais Danilla do que nunca.
Fechar a porta, abrir janelas, olhos e a alma de novo.
Amar de novo.
Fins são novos começos, e sim quem quer ficar, fica, fica porque ama, não porque é conveniente, e não vai embora ou não deixa você ir.
E é fato que todo momento é o certo pra se ser intensa e inteira.
Olho pra estas fotos e vejo muitos significados que não posso explicar.
É o esboço de verdades incompreendidas e inexpressivas.
Uma mistura de passado e presente que jamais será futuro.
Seriam forças ocultas?
Acho que Divinas mesmo!
É o momento de retocar a maquiagem, sacudir aquela poeira incrustada.
Porque mesmo assim sem saber como ou quando é o fim ou começo, o durante é o que me move.

Adeus meu grande primeiro amor (tardio).

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