terça-feira, 3 de maio de 2011

Arquitetura prostituida

Em cinco anos de arquitetura não sei se deveria ter uma opinião formada, do que a mesma é, quer ser, e o que ela pode me dar e ao mesmo tempo o que quer receber.
Desde a minha época de estagiária tive experiência de tudo que é tipo;
-A chefe perfeccionista;
-O chefe divertido, inteligente e meio “nó cego”;
-A chefe competente do tipo mãe;
-A chefe competente do tipo workaholic, sem vida pessoal, mais uma excelente profissional.
Depois de ter tantos tipos de chefes, de aprender um pouco com cada um, posso dizer que caráter é uma coisa que nasce conosco, que quando ao menos esperamos ele aparece,porém sobre as referencias profissionais o que posso dizer é questão importantíssimas para definirmos o que podemos ser como profissionais;  e depois de tudo isso decidi seguir a “carreira solo” e ser minha própria chefe.
Nossa, amooooo, não gosto muito de regras e horários então eu ia amando essa ultima experiência; projeto de grande porte, que me ofereceu status profissional, conhecimento, porém desgaste, decepções e cansaço, entre,  outros prazeres e dores.
A constatação de que o dinheiro manda em tudo pra mim é algo muito dolorido, e isso somada a minha intolerância não poderia ter dado um bom resultado.
Uma  pessoa que irá ganhar milhões com o seu projeto, porque ela não pode lhe pagar com respeito?
Mais tudo em nome de uma afirmação profissional, aceitei, peguei o projeto abaixo do preço de mercado, muito contrariada e ciente disso sabia que era isso ou nada....mais o pior disso tudo é que lhe pagam por um trabalho para depois ouvir a opinião da esposa....Não que as opiniões das esposas não sejam importantes, mas,  tudo deve ser pensado, se eu estudei para isso quer dizer que pelo menos um pouco mais que um leigo eu sei.
E o respeito, nosso Deus, será que em toda  área do mercado de trabalho é assim???? O cliente não respeita nadinha do que quem escolheu propõe,  ou as vezes concorda, mais quando o arquiteto vira as costas, vai lá e faz tudo uma  merd....#@%^$...mesmo que você prove a relação entre vantagem x desvantagem, ainda sim o cliente espertão acha que sabe mais que você.
Mal eu sabia que a loucura das pessoas eram tamanha, em um dia diz a você que “você é a pessoa com maior capacidade de conhecimento em tal assunto” e um projeto que a quatro meses vem sendo visto, aprovado e elogiado de repente ficou péssimo, está todo errado... Hãn???
Não entendi, errar todos nós erramos, assumo sem hipocrisia, mais o que não dá pra fazer é fingir que nada está acontecendo, e continuar aceitando as tais idéias alheias, a falta de respeito ...
Agora se eu pensar o quanto de aprendizado eu ganhei, isso “nem mastercard paga” , mais o fato  é que desde os meus 15 anos quando comecei fazer edificações quando ainda era Escola Técnica Federal de Goiás que vejo aquele meu sonho de ver refletida no olhar das pessoas a realizações de seus desejos ao verem sua casa , seu apartamento pronto,  me fez muito feliz, e penso que é um desperdício não continuar trabalhando, aprendendo e realizando mais sonhos....mais declaro que tudo começa a ser questionado.
Nunca fui uma boa aluna de teoria, e muito menos em urbanismo, mais em questões de projeto de arquitetura e arquitetura de interiores me garanto, sempre fui um pouco “idealista”, mais sei muito bem aliar sonhos x funcionalidade x beleza x investimento e entre outras características interligadas, tenho uma única certeza: não posso participar desta “arquitetura prostituída” , ganhar pouco ainda vai, mais com desaforo, desrespeito e risco de que o tudo que era pra ser perfeito, vira uma bela porcaria, posso dizer que se for assim: estou fora!
Afinal é melhor perder 15 anos do que uma vida inteira!
Manter uma carreira por glamour, aliás, glamour nunca pagou contas, nunca trouxe verdadeira felicidade e nem é símbolo de competência, é o que tenho certeza que não farei.
O que fazer então?
Quero ainda conta a vocês o resultado disso tudo... o que sei é que não posso me render a banalização da arquitetura apenas em prol do meu próprio enriquecimento, ou empobrecimento, depende do ponto de vista!!...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Vida: espetáculo da criação divina

Nessa minha sucessão de coisas transitórias que chamo de tempo, busco a libertação do meu espírito, do corpo, mais do que nunca.
Após uma grande dor emocional, moral e profissional que eu atravessei percebi que tudo tem seu lado bom, se antes já era taxada de doida, agora então nem quero imaginar.
Quer saber, eu não ligo, não tenho tempo pra fofocas, pra preocupar com a vida alheia, sei que sozinha não poderei proteger o mundo da destruição da camada de ozônio, e muito menos fazer com que as pessoas sejam menos mesquinhas, baixas, preconceituosas, como exemplo quero citar o então Dep. Jair que acha que se bater no filho faz com que ele não "vire uma bichinha..."
Muitas coisas horríveis estão acontecendo no mundo, e enquanto essa dinâmica  fugaz e as vezes levianas acontecem, resolvi assumir que pouco sei, e que desta vez nem o pouco que eu fugia de mim mesma  eu vou fugir agora, "eu conheci a realidade e ela não me conheceu" nunca tive medo de ser quem eu sou, mais agora é diferente, me conheço um pouco mais, e assim posso ser mais eu até nos meus defeitos.
Não viso a perfeição, pelo menos em uma vida apenas, mais quero aprender sobre a geratriz de criação do mundo, dos esmaltes que estão nas moda, dos aviões supersônicos, mais principalmente do amor puro e desinteressado, da prática da caridade, da minha reforma íntima, quero conhecer cada milímetro do meu corpo, e saber o que me dá prazer, e o que me causa aflição.
Não gosto de suco de uva e nem de pêssego, mais gosto de jiló, quiabo, nhame entre outras coisas no que diz respeito a minha alimentação...
Quero provar o fruto proibido, quero pular de bung jump, quero trabalhar, quero ser reconhecida por minha competência arquitetônica!!!
Quero viver sem preconceito, me libertar do meu egoísmo e ao mesmo tempo não quero ser contraditória, não quero ler sermão e muito menos ter que ser uma pessoa do tipo "modelo exemplar".
Se  para tudo isso eu  precisar parecer pelo menos um pouco com a Joana D'Arc, trabalhar feito doida pra pagar meus remédios e o meu psiquiatra e mais outras coisas (kkkkkkk) me esforçarei e farei todas as preces a Deus, para que Ele me ajude a alcançar...
E aqui na minha desavergonhada carência, publicamente, sem muitas justificativas escrevo...e acredito que eu vou continuar escrevendo.
Com uma mal criação assumida registro aqui o que eu quiser, a vida é minha que o blog/facebook é meu e não estou me importando com nada
Agora o que importa pra mim é ter descoberto o meu conceito da palavra vida: a vida é senão um dos maiores espetáculos da criação divina.
E ainda bem que o sol está emitindo luz amarela, para que eu possa aproveitar cada segundo, porque quando esta luz começar a ficar azul ai sim terei um motivo para me preocupar!
Ajudem-me  com meu momento carência; BEIJO ME LIGA!!!!!!!!!!!!!!!!!!

domingo, 3 de abril de 2011

Desabafo de Arquiteta parte - I

arquitecto (ét)arquiteto (ét)(latim architectus, -i)
s. m.
1. O que projecta!projeta ou dirige construções de edifícios.
2. Fig. Maquinador.
o Supremo ou o Grande Arquitecto!ArquitetoDeus.
Assim define o dicionário sobre a minha profissão.
Eu tenho cinco anos de formada, e não tenho a audácia de tentar definir o que é "ser arquiteto" , porque todos os dias em que eu atuo na minha carreira aprendo uma coisa nova, e também como pessoa.
Mais ousaria a dizer que trabalhar com o sonho das pessoas não é fácil, mais é emocionante, não há adjetivos ou substantivos que descrevam o brilho nos olhos de um cliente quando vê lá na sua frente, a sua casa reformada, sua nova loja...e etc.
Existe uma distância muito grande entre o projetar e ver esse brilho nos olhos, chego a usar o jargão "ser arquiteta é como ser mãe; padecer no paraíso".
É preciso ir muito além de ser bom em elaborar um projeto, é necessário e fundamental entender e escolher coisas que nem a própia pessoa sabe o que quer, e para isso é importante ser psicóloga, amiga, mãe, filha, pedreira, vendedora....e muitas outras coisas!
Conheço um tanto bem particular de arquitetura, me formei um estado, comecei a atuar em outro e hoje de volta a cidade que nasci encontro uma imensa dificuldade de entender os clientes, de aceitar as limitações, a verdade é que a arquitetura pra ser a realizadora de sonho esconde questões sócio econômicas e culturais.
Sou uma apaixonada pela minha profissão, e modéstia a parte boa no que faço, mais exatamente neste momento, estou sentindo vontade de largar tudo, o que eu sei, o que eu fiz, esquecer que sou arquiteta e sair correndo sem olhar pra trás, e sei lá ir vender roupas no shopping, água de coco na praia....ah, essa é boa, R$ 4,00 cada água de coco de brinde vem a praia....brincadeira viu gente, nao se sintam ofendidas as pessoas que trabalham com alguma dessas atividades descritas acima...
Parece uma conversa sem rumo, mais na verdade estou é tentando me acalmar, respirar fundo e continuar, amanhã eu tenho uma reunião importantíssima e bem definitiva.
O importante é ser feliz, e isso é meio novo pra mim, ser arquiteta é apenas parte da minha vida, e não a minha vida é ser arquiteta como fiz por muito tempo, e como tudo que é desiquilibrado acaba tendo consequencias, mais tras também muitos aprendizados...
Para uma pessoa que se emprega e se empregará da função de arquitetar eu diria que o glamour, a realidade do mercado e competitividade desmedida são as maiores dificuldades, e pra quem se utiliza  e se utilizará dos serviços de um arquiteto seja mais complacente, objetivo e claro, porque assim todos ficam feliz no final.
Afinal o desabafo dessa arquiteta quase se resume ao fato de que quando vejo pronto o que saiu do meu projeto esqueço todas as dificuldades e começo tudo de novo...Talvez esse seja o mistério e a delícia que ainda me mantem... "porque pra algumas coisas você tem mastercard!!"

sábado, 26 de março de 2011

Um pouco de São Paulo

Sumi de novo....anão, ainda vou ser daquelas que escreve um post por dia...virar blogueira de verdade!!!
Também nem tantas novidades.
Estou em São Paulo, vim ver a "fashion week da arquitetura - revestir" e também passear.
Essa cidade me encanta, as diferenças se respeitam, não falo da diferença sócio-econômica, até mesmo porque quando se está com fome e não se tem nada pra comer e nem dinheiro é dificil saber o que uma pessoa é capaz de fazer...um dos focos deste post é a multiplicidade de estilos, de jeitos, as expressões são livres e aparentemente tudo dá certo. Tem gente que anda vestida demais, outras peladas demais, uns calçam bota, outros calçam chinelo e não vejo uma expressão de surpresa como acontece na minha terrinha.
Fala-se dos números de homicídios, roubos em São Paulo e pintam o "sete" quando o assunto é violência, mais em cidades como Goiânia que esse número é menor, não se discute o desrespeito cultural, a padronização da beleza e comportamento, e isso é também um tipo de elemento agressivo a situação psicológicas. A verdade é que o "frucks" é comum em qualquer lugar, e o que se percebe é que deveria cada um preocupar com a própria vida ao invés de observar qual a marca da calça, fato que tem muitas outras nuances.
Um outro acontecimento que foi um choque pra mim, foi perceber que a burguesia tem o mesmo comportamento em qualquer lugar do Brasil, até mesmo em São Paulo que é uma das maiores capitais do mundo.
Burguesias a parte, São Paulo é uma cidade fascinante, onde se tem muita opção de locais para sair, coisas interessantes pra se ver e uma arquitetura extraordinária.
Eu não me canso de vir pra cá...mais estou começando a ver que mesmo com o meu encanto não tem nada como ficar perto da família.
E podem acreditar estou com saudades do Goiás....segunda volto pro meu larzinho, meu Joe e papai e mamãe!!!
Ah e a propósito quando o nome da festa for Bailinho, não me chame, mesmo que seja em qualquer parte do país.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Estrogonofe de filé mignon com reduçao de limao e queijo brie

Sabe como é carnaval sem viajar e em gyn, o jeito é ficar inventando na cozinha....
Acabei de fazer e gostei!!!

Ingredientes

400 gr de file mignon
02 limoes taiti
80gr de queijo brie
01 lata de creme de leite
100 gr de cogumelo em conserva
01 colher de azeite extra virgem
01 cebola
05 dentes de alho
tempero a gosto(sugiro uma folha de louro, pimenta do reino e sal)

Modo de fazer

Pique o filé mignon em forma de cubinhos, refogue em uma frigideira com o  azeite extra virgem o alho e a cebola, adicione entao o file, e mexa de vez em quando até fritar.
Quando o file já estiver fritando colque os cogumelos cortados e deixe fritar mais um pouquinho e logo coloque o caldo dos limoes e deixe cozinhar em fogo baixo até a redução estar completa.
Depois da reduçao, quando começar a fritar novamente adicione o creme de leite e ainda em fogo baixo, agora mexa sem parar e quando a mistura começar a soltar da panela adicione o queijo brie espere o queijo derreter e apague o fogo.
Sirva quente, se quiser acompanhe com arroz .

E bom apetite!
Espero que gostem!!!

sexta-feira, 4 de março de 2011

De dentro

O que é belo?
Acredito no poder da beleza, mais nao da beleza de uma embalagem vazia.
A felicidade é o melhor cosmético que existe,  humildade e inteligencia é afrodisiaco.
O parâmetro universal da beleza=magreza...no Brasil até que as "gostosas(bundudas e peitudas) também tem vez...
Faço uma análise de fotografias minhas de 0 a 30 anos, nasci uma bebezona (60cm..ah mais isso é assunto para outro post) era linda, quando criança até uns 6 anos loirissima, linda ainda, quanto adolescente, aff quase nem tenho fotos, era feia demais e gordinha...agora na minha vida adulta me considero de uma beleza produzida, agradeço a criação da água oxigenada e chapinha e não me envergonho disso...
Hoje me sinto de uma beleza proveniente um pouco da magreza, dos facilitadores químicos, mais quando olho no espelho e peso em qualquer balança entendo que a beleza está nos olhos de quem vê mais principalmente que ela vem de dentro, do nosso amor próprio, das nossas realizações, da nossa coragem...!

terça-feira, 1 de março de 2011

De repente 30!

No domingo que passou fiz 30 anos.
Um filme passou em minha cabeça enquanto as pessoas cantavam parabéns para mim, tudo que aprendi, tudo que sorri, chorei, pensei e sonhei.
A presença de Deus, meus amigos e familiares responsáveis pelos presentes materiais, foram também responsáveis pelo presente afetivo, fiquei muito feliz!
Me diverti muito, e após ter chocado todo mundo com meu novo corte de cabelo, acredito que este artifício externalizou um pouco da mudança interna que venho vivendo.
Descobri que sei pouco, que quanto mais eu sei mais eu quero saber, que ter saúde por mais cliche que pareça dizer é o mais importante em nossas vidas.
Dinheiro compra conforto, mais não compra amigos, amor, confiança....
Passou muito rápido esses 30 anos, me sinto meio boba quando eu lembro de algo triste e o coração dói e ao mesmo tempo me sinto grata, capaz, forte e cada dia mais mulher.
O meu lado menina continua.
Apenas uma pessoa foi capaz de perceber a tristeza da minha alma, e isso é bom, quer dizer que a alegria existente em mim é maior, que contagia e realça o que algumas pessoas definem como beleza.
Hoje mais do nunca vou de encontro ao jargao, "a beleza está nos olhos de quem ve"....
Tudo que estou sentindo é muito intenso, uma expectativa profissional, uma cobrança social, e até a vontade de ter um amor pra viver....e ao mesmo tempo sinto uma força, e me sinto cada vez mais destemida, realizada, corajosa, tupetuda e livre, porque estou certa que se nada der certo eu vou virar hippie mesmo.....
No filme de repente 30 uma adolescente deseja ter 30 anos e "passa" a ter e percebe que ela deveria ter feito tudo diferente e principalmente que ela tem viver cada momento intensamente.
Agora que eu fiz 30 anos vejo algo naquele filme que eu não via antes e fica claro que eu não me arrependo das coisas que fiz, de defender tudo que acredito e de ter lutado pelos meus sonhos, e uma única coisa que arrependo de nao ter feito me faz seguir toda vez que algo de certa forma me amedronta.
Vivenciei a crise da idade, chorei demais e gastei praticamente todas minhas economias no meu tratamento.
Sou feliz, amo a minha vida, e prefiro acreditar que o amor existe, que Deus está do meu lado 24h, que vou ficar rica, que meus pais nunca partirao e entre outras coisas ainda irei viajar pelo mundo afora.
Aqui registro a graciosidade nao apenas da minha festa e da minha vida, mais a minha crescente capacidade de saber amar...
Vamos lá, pelo menos por mais 30 anos....!