quinta-feira, 5 de março de 2015

Desapego dói, e dói muito!




Desapego: de.sa.pe.go 
(êsm (des+apego1 Desafeição, desamor, indiferença. 2 Desinteresse. Desprendimento. Var: despegoAntôn (acepções 1 e 2): amorinteresse.

Minha gente o desapego de desprendimento é o mais difícil.
Eu diria que nos últimos 07 anos eu estou sendo forçada a praticar o desapego.
Eu recém-formada já morando em Brasília, com bons trabalhos e fui convidada para fazer Casa Cor Brasília, em 2009, não investi nem um real, apenas meu trabalho, foi incrível.
Logo comecei a ficar doente e tive que mudar de volta pra Goiânia, em 2010.
Entre um trabalho e outro na cidade que me viu nascer, Goiânia, meu pai em 2011 deu para mim e pro meu irmão uma empresa de internet, (o que eu entendo de internet - usar o facebook kkkk) na cidade do interior chamada Morrinhos, lá eu fazia o trabalho administrativo.
Fiquei muito empolgada, tão empolgada que fiz uma pós-graduação na Universidade Federal de Uberlândia, na área de estratégia empresarial, até comprei um carro 0km, pois eu viajava para outro estado todo final de semana, mas a verdade é que eu estava novamente "me achando".
Logo veio a crise na minha empresa, e eu a "abandonei" para voltar para a arquitetura.
De volta a Goiânia um emprego relativamente bom, pertinho da minha casa, um bom salário, durou apenas 45 dias.
Este momento foi decisivo no meu desapego inconsciente, voltando na minha história lá em 2009 eu tinha feito uma seleção para trabalhar em navios de cruzeiros e desisti na etapa de entrevista em São Paulo, nesse momento, já em 2013, em que muita coisa tinha dado errado, eu decidi me liberar de vez e assumir que eu era mundão, e então fiz o processo inteiro e passei, e comecei a trabalhar no navio ainda em 2013.
Eu tinha um cachorro o Joe, o Joe foi o meu anjo, muito importante no tempo que eu morava sozinha e quando eu tive depressão, o Joe foi ficar na casa da minha prima para que eu fosse trabalhar no navio, e então alguns meses depois ele foi roubado. Quando eu soube parecia que mundo tinha acabado, vai doer assim lá longe.
Eu tive um namorado o Miguel, fomos juntos para o navio, e isso no meu segundo contrato já em 2014/2015  e ele terminou comigo quase no dia de Natal, quando eu estava perto de desembarcar, tivemos uma recaída, ainda assim eu resolvi não estender o meu contrato, porque eu queria vir pra casa no aniversário da minha afilhada Sofia, sem saber direito o que o meu futuro amoroso reserva, eu tive que desapegar de novo.
Lembra do carro, aquele 0km que disse acima, que está novinho da "Silva", tratado a banhos em lavajatos e revisão em concessionária? Então vou pagar o que devo dele e vender.
Sou muito lutadora, sou perseverante, já venci muita coisa, mais há pouco tempo percebi que eu de alguma forma eu tenho que aceitar a missão que vim fazer na Terra, embora eu ainda não saiba direito o que é, e desde então tudo que faço sempre peço a Deus pra me orientar e eu ouço a resposta e sigo os meus desígnios, e assim as coisas acontecem naturalmente, tá eu sei nem todo mundo concorda com isso que eu disse, então antes do texto ficar polêmico demais vamos voltar ao "simples" desapegar.
Tudo que tive como bem material e emocional, tenho sido obrigada a desapegar, tem um lance de sentir leveza sim, mais não é tão fácil quanto parece.
Libertar de tudo que nos torna dependente é uma tarefa que exige coragem, força de vontade, as vezes necessidade também, mas quando consigo me sinto como se tivesse me livrando de um vício.
Eu 34 anos,  sem cachorro, sem namorado, sem filho, sem uma carreira definida e em breve sem carro.
To f*rrada!
Desapego "forçado", é tudo que venho de certa forma passando, nestes últimos anos quando eu começava a vislumbrar com algo eu fui forçada a praticar o desapego, e isso eu vejo só agora, na época eu achava que o mundo era cruel comigo, e que fique claro que aqui neste texto não é reclamação, tenho uma vida linda, sou feliz, e tudo é reflexo das minhas escolhas, acredito muito em livre arbítrio, mais ultimamente tenho planos, mais a curto prazo, a longo prazo deixei pra Ele.
Se é  pra ser indiferente, que eu seja pra tudo que é ruim, que não vale a pena, pra tudo que é apenas material, que eu definitivamente me desapegue, se é para apegar que seja a Deus, ao amor, a liberdade...
Espero ser cada vez mais desapegada, afinal não tem como ser mundão amarrada a carro, e etc.
Mais gente, só pra encerrar, e pra falar a verdade despego dói, e dói muito, mais passa, espero que passe, acho que sem mais nem menos eu estarei vez por aí voando de puro desapego...
Vai que...!
Beijo e desapeguem!


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

34


Porque preciso de escrever no meu bday!!!!
Ao longo dos meus anos eu já me preocupei muito em construir uma carreira pra honrar meu diploma, dar orgulho para as outras pessoas.
Também me preocupei em construir uma família.
Eu que de certa forma sempre neguei e critiquei o modelo social "tradicional" inconsciente por muito tempo, por tentar segui-lo, tive muitos problemas e fui considerada estranha, esquisita e sofri a toa.
Travei por muito tempo sem saber uma luta interna, porque eu sempre que pude fiz tudo que eu quis, e isso não agradou a muitos, mais eu também sentia uma tristeza por não ser a filha que eles esperavam, a namorada que eles queriam, a arquiteta reconhecida.
Todos nós gostamos de ser aceitos, mas aceitos do jeito que somos.
Mas o mais difícil é realmente nos aceitarmos como somos.
Construir o que sou como mulher custou muito suor da minha família, minhas pessoas queridas, de mim mesma,e com o tempo de certa forma me aceitaram, porque também perceberam que eu não iria me render ao "coro dos contentes".
Faço o que acho que é certo.
Eu entendi com meus tombos, minhas cabeçadas, que mais importante do que sermos inteiros, é compreender que isto pode "soar" agressivo e difícil para as outras pessoas, então com sabedoria sabemos o que de nós podemos mostrar a cada pessoa, para nos respeitarmos e respeitamos o outro.
Minha mãe sempre me disse algo mais ou menos assim "não espere tanto das pessoas porque cada um pode dar somente o que tem".... Aí gente como foi difícil entender isso, de verdade.
Entendi que se você de coração e alma se abre para as possibilidades da vida e de Deus tudo é mais simples, e é uma pena que nem todas pessoas que lerem este texto compreendem realmente isto.
Planejei muitas coisas, realizei várias, algumas de ponta cabeça, outras não consegui, mais me formei no curso que eu queria, já fui arquiteta, empresária, agora sou vendedora de jóias em navios transatlânticos, leia-se hoje sou mundão, ahhhhh até que está bom! Kkkkkkk
Ser mundão não é fácil, uma vez que não nasci em berço de ouro.
Eu sempre quis conhecer o mundo, ou ao menos parte dele, e sou muito grata por ter esta oportunidade.
O que vou ser? Como? Tenho planos sim, mais aceito meus desígnios, e se tiver que mudar tudo... Vamos lá ...!
Tudo bem não estar casada, isso é um sonho pra mim ainda, tudo bem que provavelmente eu não terei filhos, por isso quero muito ver a Sofia crescer, até agora ela é o mais próximo de filha que eu tenho, Cunha não tenha ciúmes, tudo bem ficar longe das pessoas que amo a cada seis meses, e então de férias a cada dois meses aproveito cada segundo com todos eles.
É, eu fiquei mais sensível, mais intensa, mudei ainda mais meus valores, sou muito mais verdadeira comigo mesma, é eu tenho muito orgulho de vir de onde vim e tornar quem sou com integridade e honestidade em minhas escolhas, sem derrubar ninguém.
Ando muito apaixonada por mim!
Como eu me sinto, hoje, meu aniversário?
Feliz!
Como é ter 34 anos? É ser eu cada vez mais eu.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

De fulião não tenho nada

Então é carnaval, e o que eu descobri é que eu não sei em que parte da minha vida eu me perdi, ou me achei, sei lá, estou muito confusa.
Eu pude escolher entre passar o carnaval em Salvador (ano passado eu passei por lá e diga-se de passagem que carnaval e poderia passar este ano novamente sem pagar passagem aérea e hospedagem) e passar o carnaval em casa, e para a surpresa de muitos eu escolhi passar em casa.
Mais também não poderia ser diferente, eu morrendo de saudades da minha afilhada, cujo aniversário é na segunda de carnaval, eu sem beber álcool, e com o coração cheio de dores amorosas...
É verdade que as pessoas mudam, mais mudar tanto assim é normal?
Ultimamente olho no espelho e tenho uma profunda estranheza de saber quem eu sou mesmo não sabendo exatamente quem sou.
Desde que tive depressão me considero uma pessoa diferente, ufa porque se nem assim não mudasse também...
Mais sem falsa modéstia, me sinto uma pessoa melhor, não no sentido de dizer que eu sou melhor do que alguém, mais no inteiro significado que eu sou uma Danilla muito melhor.
Muitas coisas aconteceram desde então.
Fui empresária, fiz pós-graduação em outra área, tentei voltar pra arquitetura e até hoje não entendi direito como fui parar como vendedora de duty free de navio, ah para ser mais exata agora jewelry specialist.
Ah quanto a trabalhar no navio, alguns tem acompanhado esta minha deliciosa aventura profissional do tipo humana viajante e marinheira.
Por quantas coisas eu passei, e olha o que me tornei?
É sério ainda não tive coragem de perguntar pra minha mãe se sou uma pessoa melhor, até mesmo porque eu estava há seis meses fora de casa.... mais não sei se quero saber!
Quando eu digo que eu não sei se quero saber é porque me sinto tão bem vivendo como vivo, sendo que eu sou, que qualquer "ameaça" a este meu estado emocional se torna irrelevante diante tudo que acredito.
Não sou uma mulher de "e se".
Digo sim ou não, e quando fico na dúvida não é um bom sinal.
Não condeno quem está por aí beijando e bebendo como loucos, como se o mundo fosse acabar neste final de semana, mais sinto que com a postura que eu tenho hoje, percebo que realmente envelheci.
Estar aqui ao lado da minha família neste momento era tudo que eu precisava, tudo que eu quis, e deixei pra traz crescimento no trabalho, um amor dividido, e com isto sinto uma paz de espírito.
O meu ex namorado me disse em uma discussão quando ele estava com raiva de mim que "você tem que parar de viver essa vida de se mostrar cada dia melhor apenas para escrever no facebook", e eu nem sei direito porque eu lembrei disso agora, mais o que quero deixar registrado aqui é o seguinte, eu sou um ser humano, nem tão normal e nem tão louca, mais me ame ou me deixe.
Tenho meus defeitos, qualidades, paixões, fraquezas, riquezas, conhecimento, caráter e várias outras coisas que possam descrever "parte do que sou", até mesmo porque como já disse por aqui que acredito que todos mudamos a todo tempo e se nem nós temos uma exata certeza do que somos, imagina alguém querer dizer o que somos.
Está bem as pessoas quando estão chateadas falam besteiras, eu falo muito, e eu o perdoo, mais ninguém é obrigada a compartilhar do que eu penso, não é obrigado a me aplaudir, apoiar e etc, mas o mínimo é respeito.
Se venho aqui escrever porque penso que sou melhor, e que partilhar um pouco do meu cotidiano poderá ser útil, divertido, interessante para alguém é porque me sinto bem assim.
E para um texto meio que sem tema como este, é melhor finalizar, tenho muita coisa pra atualizar no meu blog, e segurem ai em suas cadeiras, tenho muita história para contar!
Bom carnaval, aprecie com moderação, mais é claro se jogando como queiram.
Beijo fulião, que de fulião não tenho nada, porque desta vez eu estou em casa e não estou no mundão.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Mundo de fábulas, arivedercci

Na minha carteira tem euro, dólar, real e pesos argentinos, sim é o segundo contrato como shop attendant que se acaba.
Dessa vez um mundo de fábulas, e o Costa Favolosa vai sim deixar saudade, de pessoas, momentos, fatos, trabalho.
É um alívio e sensação de dever cumprido.
Neste exato momento metade de mim é alegria e a outra metade tristeza, mais em ambas metades eu sou amor.
Muitas atribulações, porém um arem de emoções sensacionais e indescritíveis.
Sorri, chorei, amei, e como amei, gritei, me perdi e me achei.
Pedaços de mim que eu não conhecia se revelaram, hora bons, hora ruins e com todos eles eu aprendi, cresci e amadureci como há muito eu não via dentro de mim mesma, e há até quem possa se orgulhar, nem que seja minha mãe kkkkkk.
Trabalhei nas tables, cuidei de lindos diamantes, me certifiquei, tive três gerentes que olha, melhor não ser específica.
Posso considerar que voltei a trabalhar com a alma.
Fui a shows, festas, pizzaria, como "passageira".
Me "casei" e "descasei."
Me vi forte e pensei que não fosse conseguir, pode parecer estúpido, mais poucas pessoas realmente compreenderão o valor da minha vitória em cumprir estes seis meses se pensar nos fatos ocorridos com meu ser.
E então de alguns terei saudade, muitas saudades .
Carrego um pouco de cada um, e o que foi ruim só me tornou um ser humano melhor, e claro que entre erros e acertos vamos nos deliciando neste cenário que chamamos de vida, e em si tratando de vida a bordo...ui ui!
Pedro Bial chama big brother de nave louca isso é porque ele nunca foi tripulante de navio.
Sem muito alongar, porque se deixar escrevo uma bíblia, e também é verdade que eu odeio despedidas. 

A todos meu muito obrigada, e meus sinceros pedidos de desculpas, não sei ser metade, e também sei que por isso eu não sou uma pessoa fácil .
Beijo até a próxima, para alívio de muitos adeus e mãe prepara o feijão tropeiro que eu "tô" chegando.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Coração partido

E a idéia de escrever um livro vai criando asas.
Aí gente!
Vejo meus "pedaços de criança" ficando para trás e percebo ao mesmo tempo alguns deles se realçando com meu lado adulto.
Grito se der vontade de gritar e ainda acho maluca pra gritar junto comigo.
Choro se tiver de chorar, não importa aonde ou porque, basta doer no corpo ou na alma.
Sim, eu sento no chão mesmo estando vestida e maquiada para a noite de gala, mesmo que esteja de salto alto. 
Ao mesmo tempo me sinto muito mais responsável.
Como eu já disse por aí, comigo não tem jeito.
Ah esse meu coração que ainda não parou de sofrer, vai render vários textos!
Ainda sobre minha história com o Miguel...
Eu fui lá sem um pingo de orgulho e perguntei se ele tinha certeza de que era o fim, e dolorosamente ele confirmou, porque segundo ele não daríamos certo juntos.
E então eu disse também que eu iria ficar com outra pessoa, e eu mesmo me conhecendo e sabendo que eu iria ter "ressaca moral", eu fui lá e fiquei.
Ele(o "novo gato") lindo, divertido, sensacional, solteiro, gostoso, como eu já imaginava, e eu ainda com saudades do ex, do cheiro, do jeito, do toque.
Não me arrependi, mais não me sinto direito de envolver ninguém no meu processo de cura das minhas lástimas.
Não posso inserir um "inocente" nessa minha etapa, e eu realmente não posso prosseguir com nenhum tipo de afeto a não ser que seja comigo mesma.
Agora quero viver "este luto", porque eu me sinto como se um pedaço de mim tivesse morrido, porque pedaço de mim já era "nós", e agora tem que voltar a ser "eu," e ver "este nós morrer", nos meus sonhos e realidade é algo que definitivamente eu não estava preparada, e não tem como não dilacerar meus sentimentos.
É, ele voltou a ser quem ele era, voltou a ir pra festas, a ficar com passageiras, e pra mim por estes e outros motivos ele perdeu todo aquele senso de homem especial, de um jeito que como já comentei "um Miguel que eu inventei".
Mas ele é uma pessoa maravilhosa, só penso que meio perdido...
Fico angustiada ao pensar que eu não servi pra nada de aprendizado na vida dele, e ao mesmo tempo muito lisonjeada, pois ele realmente me tornou uma mulher melhor.
Como me orgulho da mulher extraordinária que venho me tornando, e isso sem falsa modéstia.
Sempre achei que ele despertou o equilíbrio em mim que eu mesma ainda não tinha conseguido sozinha, e isso só reflete a pureza e a maturidade do meu amor, porque ainda sinto que mesmo ele tendo partindo e achado que não damos certos juntos, essa Danilla melhor já ficou aqui dentro de mim mesma.
Ah quanto a isso não tem palavra de agradecimento capaz de expressar minha gratidão a ele.
E eu também não posso simplesmente ignorar tudo que ele acrescentou em mim mesma, tudo que aprendi.
Eu não voltei a beber, não parei de fazer atividade física, nem comi quilos de chocolate, e continuo da maneira que dá lendo, estudando, e nem vou sair por aí fazendo besteira, até mesmo porque eu não tenho idade para isto, todo "legado" que ele deixou em mim será continuado e ainda digo mais, aperfeiçoado.
As vezes somos muito egoístas e queremos que as pessoas percebam o mundo com a nossa experiência de vida, nosso olhar e quase que de maneira insensível, porém inconsciente, fazemos julgamentos incorretos, não compreendemos outra maneira de perceber as coisas, é até nos magoamos com as pessoas, mesmo que as vezes o que não aceitamos é o caminho natural das coisas.
É verdade que ainda sinto ele como minha maior decepção, pois é ruim pensar que tanto amor que eu dei, tudo que dediquei foi em vão mais sei também que isso passa.
E quero deixar boas lembranças e nada mais.
A decepção com algo ou alguém é proporcional a expectativas que criamos mediante as circunstâncias e as pessoas, o que também é oriundo da nossa idealização de fatos, sentimentos, emoções.
Ainda tem o orgulho ferido, como ele pode não me querer, arquiteta, pós-graduada, falante de mais de dois idiomas, bonita, culta, viajada, magra e loira?! E a parte da mulher que o ama incondicionalmente, que o admira, o deseja?! Como ele pode não me amar, não me querer ?
Que recalcada eu estou!!
Definitivamente, eu tenho que parar com estes pensamentos!
Gente ele nunca tinha dito que me amava, mais o dia que ele terminou ele me disse "eu te amo mais não quero ficar com você"! 
Oi?! 
Isso é de pirar qualquer cabeça e coração.
Lidar com isso tem sido muito difícil, ainda não descobri uma forma que não provoque dor.
Tento de tudo, mais por enquanto total fracasso kkkkkk, rir pra não chorar ainda mais, esse é o jeito.
A rejeição dói tanto, que é impossível aceitar que ele simplesmente não quer mais sem eu me culpar.
Eu sei que fiz tudo certo, ao menos fiz acreditando que era o melhor que eu podia fazer naquele momento, mais ainda assim nos meus momentos de martírio mais íntimos, sinto culpa de "ter mais um relacionamento amoroso fracassado", e esse é o momento em que eu penso "gente como eu sou errada"!
Este pensamento também tem que parar!
Ele pode não ser a pessoa certa, prefiro acreditar que a pessoa certa vira na hora certa, mais é bom pensar sobre meu comportamento e sem loucuras e neuras ser melhor pra uma nova pessoa , mais principalmente, pra mim mesma.
Sinto que preciso enterrar essa história, mais tenho que obedecer o tempo que a minha alma pedir. Não ela, a minha alma, não pede pra fingir que está tudo bem, não pede pra fingir felicidade e agora nesse instante tudo que ela pede é que eu me acalme, respeite meu turbilhão de sentimentos e assim lentamente tudo volte ao normal .
Me sinto sem direção, mais não me sinto tão desgovernada assim, e pela primeira vez sinto que tenho a força que foi necessária, e que no futuro quando minha coragem for exigida em qualquer que seja a circunstância, eu vou vencer!
Ah só eu sei o que sinto e o que estou passando, ainda bem que uso estas letras como terapia e conforto.
Aos poucos vou me reencontrando, e aflição após aflição tenho me tornado impar e claro que isso é comparando eu comigo mesma.
Espero não estar envergonhando minha mãe e meu pai, mais preciso ser assim "nua e crua" sem vergonha do que sinto, sem vergonha de ser quem eu sou, preciso continuar sendo o eu que eu acredito ser o meu inteiro, porque hoje mais do que nunca sou fiel a minha autenticidade.
Quanto ensinamento, ufa, e que desabafo kkkkkkk!
Bom agora é melhor eu dormir porque tenho mais dois dias seguidos de 14h de trabalho, já são três da manha e pego no batente as dez...
Obrigada pela paciência pra quem leu, e obrigada a mim mesma por conseguir encontrar leveza em um momento de tanta dificuldades.
‪#‎dormi‬
#coraçãopartido

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Mundão eu voltei!

Aquele homem que deixou há alguns dias não foi o homem por quem me apaixonei.
É tanto que se fosse provavelmente ficaríamos juntos para sempre.
Sim, as pessoas tem total direito de mudar de opinião, de idéia, comportamento, até mesmo porque algumas coisas são previsíveis, e as que não são, estas sim devem nos assustar.
Talvez eu tenha inventado uma versão dele que só eu conhecia, e assim quando eu descobri quem ele era provavelmente que eu tenha mudado também.
Mudei minha percepção, minha sensação e é verdade que já vínhamos tendo alguns problemas.
Eu sei que não sou uma pessoa fácil, mais eu fui clara, inteira, sincera, fiel e me entreguei com autenticidade, e amei como se não houvesse amanhã.
Agora estou sem chão, perdida, sem direção, pois tínhamos grandes planos juntos, e eu não tenho vergonha de dizer como me sinto, como eu realmente estou neste momento.
Na minha cabeça não existe "eu ser" melhor do que ele, ele não me merece, o que realmente é difícil de aceitar é o fator de não ser mais querida por ele o meu amado.
A luz que estava iluminando minha vida se apagou, e óbvio que me sinto nesta plena escuridão estou com um desespero no coração.
Vou chorar tudo que der vontade, ainda vou mesmo sabendo que não leva a lugar nenhum tentar entender o que aconteceu, e sinceramente pela primeira vez em todas minhas relações sinto na alma a satisfação de ter feito tudo, mais tudo mesmo, para que fossemos felizes juntos, que fiz tudo certo.
Nem todas relações são bem sucedidas e na verdade o namoro é o tempo que temos entre amar uma pessoa e saber se queremos, os dois, viver juntos pra sempre e tornar esta pessoa a nossa "metade".
Somos os dois inocentes e culpados, somos humanos e cometemos erros o tempo todo.
Difícil olhar pra ele e não beijar, não falar manhoso, perguntar como foi o seu dia, não sentir desejo e ternura, mais também impossível não sentir uma profunda e demasiada tristeza.
E é também nesse momento tão desesperador, que sinto duas alegrias tão peculiares; a de descobrir as pessoas que realmente valem a pena chamar de amigos e o fato de saber a força que tenho.
Pensei que eu fosse morrer, senti dor, mais dor física mesmo, desespero, vontade de jogar tudo pra cima, pular no mar, pensei em arrumar alguém só "pra pirraçar", mais sei porque aprendi antes, só o tempo cura isso.
E assim desse jeito meu atrapalhado preciso passar por isso para ser uma pessoa melhor e superar minhas próprias mazelas.
Vai passar.
Sempre vale lembrar que elogios nesse momento são como ouro.
Ta passando.
E não sou eu que estou dizendo, e nem foi só uma pessoa que disse que estou mais bonita (perguntando o que aconteceu!), sendo assim "segura na mão de DEUS e vai"!
Vem mundão, eu voltei, mais forte, madura e linda!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Porque eu sou assim?!

Não tem lugar pra mim neste mundo.
Descobri isso recentemente e ainda não sei o que fazer com essa informação.
Para mim é normal eu ser estranha, um dia desses um colega de trabalho disse que eu era estranha com o tom de "chingamento", e eu disse a ele "estranha pra minha pessoa é elogio".
É algo deve estar errado mesmo, meu primo Roberto só me chama de coisa esdrúxula, coisa exótica.
Na maioria dos casos e lugares que convivo em "comunidade" me sinto esquisita, pelo meu jeito de pensar, agir, vestir e assim vai.
E me sinto assim desde pequena.
As "mocinhas" queriam ir pra Disney e eu pensava em ir pra Paris.
As mulheres da minha cidade em sua maioria se preocupavam em arrumar um marido, e eu queria viajar, conhecer o mundo.
Muitos pensam em não fazer "nada" quando se aposentarem, eu já tenho em mente tantas coisas pra fazer que acho que preciso de mais umas três vidas só pra minha aposentadoria!
Eu tenho uma mania horrorosa de perguntar, porque? pra que? Como?
Ainda tenho coisas que digo como, não sei, discordo, não ta bom, eu não quero, eu não gosto.
E tem hora que isso tudo me da uma "dor de cabeça"!
Eu só queria ser uma pessoa comum, que não questiona, que aceita sem sofrer, pelo menos é assim que percebo as pessoas ao meu redor.
Todo mundo parece que dorme e acorda "numa tranqüilidade" e eu sinto uma espécie de agonia infinita, entre minhas decisões, futuro, escolhas.
O que ser quando crescer?!
Vai ver eu não sou deste mundo.
Não acho que tenho uma distorção da verdade, porque também acredito que verdade é relativa.
Não quero que soe como ingratidão, ou insatisfação, reclamação, sou agradecida por tudo que tenho e sou...
Alguém aí sente este desconforto?
Eu acredito em Deus, gosto de chocolate, tive um cachorro até ele ser roubado, pago prestações do meu carro, não tenho casa própria... As vezes até pareço normal!?
Aí gente, porque eu sou assim? !