Em cinco anos de arquitetura não sei se deveria ter uma opinião formada, do que a mesma é, quer ser, e o que ela pode me dar e ao mesmo tempo o que quer receber.
Desde a minha época de estagiária tive experiência de tudo que é tipo;
-A chefe perfeccionista;
-O chefe divertido, inteligente e meio “nó cego”;
-A chefe competente do tipo mãe;
-A chefe competente do tipo workaholic, sem vida pessoal, mais uma excelente profissional.
Depois de ter tantos tipos de chefes, de aprender um pouco com cada um, posso dizer que caráter é uma coisa que nasce conosco, que quando ao menos esperamos ele aparece,porém sobre as referencias profissionais o que posso dizer é questão importantíssimas para definirmos o que podemos ser como profissionais; e depois de tudo isso decidi seguir a “carreira solo” e ser minha própria chefe.
Nossa, amooooo, não gosto muito de regras e horários então eu ia amando essa ultima experiência; projeto de grande porte, que me ofereceu status profissional, conhecimento, porém desgaste, decepções e cansaço, entre, outros prazeres e dores.
A constatação de que o dinheiro manda em tudo pra mim é algo muito dolorido, e isso somada a minha intolerância não poderia ter dado um bom resultado.
Uma pessoa que irá ganhar milhões com o seu projeto, porque ela não pode lhe pagar com respeito?
Mais tudo em nome de uma afirmação profissional, aceitei, peguei o projeto abaixo do preço de mercado, muito contrariada e ciente disso sabia que era isso ou nada....mais o pior disso tudo é que lhe pagam por um trabalho para depois ouvir a opinião da esposa....Não que as opiniões das esposas não sejam importantes, mas, tudo deve ser pensado, se eu estudei para isso quer dizer que pelo menos um pouco mais que um leigo eu sei.
E o respeito, nosso Deus, será que em toda área do mercado de trabalho é assim???? O cliente não respeita nadinha do que quem escolheu propõe, ou as vezes concorda, mais quando o arquiteto vira as costas, vai lá e faz tudo uma merd....#@%^$...mesmo que você prove a relação entre vantagem x desvantagem, ainda sim o cliente espertão acha que sabe mais que você.
Mal eu sabia que a loucura das pessoas eram tamanha, em um dia diz a você que “você é a pessoa com maior capacidade de conhecimento em tal assunto” e um projeto que a quatro meses vem sendo visto, aprovado e elogiado de repente ficou péssimo, está todo errado... Hãn???
Não entendi, errar todos nós erramos, assumo sem hipocrisia, mais o que não dá pra fazer é fingir que nada está acontecendo, e continuar aceitando as tais idéias alheias, a falta de respeito ...
Agora se eu pensar o quanto de aprendizado eu ganhei, isso “nem mastercard paga” , mais o fato é que desde os meus 15 anos quando comecei fazer edificações quando ainda era Escola Técnica Federal de Goiás que vejo aquele meu sonho de ver refletida no olhar das pessoas a realizações de seus desejos ao verem sua casa , seu apartamento pronto, me fez muito feliz, e penso que é um desperdício não continuar trabalhando, aprendendo e realizando mais sonhos....mais declaro que tudo começa a ser questionado.
Nunca fui uma boa aluna de teoria, e muito menos em urbanismo, mais em questões de projeto de arquitetura e arquitetura de interiores me garanto, sempre fui um pouco “idealista”, mais sei muito bem aliar sonhos x funcionalidade x beleza x investimento e entre outras características interligadas, tenho uma única certeza: não posso participar desta “arquitetura prostituída” , ganhar pouco ainda vai, mais com desaforo, desrespeito e risco de que o tudo que era pra ser perfeito, vira uma bela porcaria, posso dizer que se for assim: estou fora!
Afinal é melhor perder 15 anos do que uma vida inteira!
Manter uma carreira por glamour, aliás, glamour nunca pagou contas, nunca trouxe verdadeira felicidade e nem é símbolo de competência, é o que tenho certeza que não farei.
O que fazer então?
Quero ainda conta a vocês o resultado disso tudo... o que sei é que não posso me render a banalização da arquitetura apenas em prol do meu próprio enriquecimento, ou empobrecimento, depende do ponto de vista!!...

Já que você desafiou eu li e irei comentar, talvez não seja o comentário que você esperava...
ResponderExcluirNo CEFET-GO tive dúvidas se eu faria engenharia ou arquitetura. E pensando cheguei a conclusão que eu nunca conseguiria ser nem mesmo uma aluna de arquitetura e urbanismo, porque quando um professor falasse que o meu trabalho estava uma merd....#@%^$ com todas as justificativas que ele usasse, eu não aceitaria.
Estão escolhi a engenharia que pelo menos é mais "exato". Suas provas e trabalhos estão "certos" ou "errados".
Só posso afirmar que eu não sei o que o futuro me reserva, mas se eu pudesse voltar no tempo e escolher outra profissão eu escolheria engenharia civil todas as vezes. Na engenharia civil o tempo todo eu sou desafiada e aprendo, e eu estou sempre "brincando" e me "divertindo". Eu nunca canso de trabalhar em engenharia, engenharia é só alegria. Os seres humanos e os seus problemas infinitesimais são problemas deles próprios e não interferem no meu prazer de trabalhar como engenheira civil.
Que bom! Embora eu tenha visto seu comentário anos depois.
ExcluirEspero que você ainda esteja feliz em sua profissão.
Eu amo arquitetura, vou amar pra sempre, ainda que atualmente eu não esteja atuando na área.
Minha alma nasceu arquiteta.
A vida é muito inesperada, e talvez por isto seja tão deliciosa.
Precisamos sim de profissões e dinheiro para nos mantermos, mas precisamos mesmo ser feliz, não importa como.