sábado, 26 de janeiro de 2013

Não sei se gosto de criança



A porteira do meu prédio perguntou assim agora a pouco quando estava saindo para passear com meu cachorro:
-Você gosta de criança?
 Eu respondi:
-Não sei...
Ela sorriu e disse:
“Engraçada essa sua resposta”
E fui dar o meu passeio, e fiquei pensativa, e na volta perguntei:
-Por quê?
Ela respondeu:
-É porque tem gente que se incomoda com as crianças brincando aqui em baixo.
Nossa naquele momento senti um alívio, que na hora nem entendi por que.
Daí eu disse a ela:
-Ah, as crianças brincando aqui tem nada não, pelo menos para mim, elas vão brincar aonde?
Daí subi para casa.
E lembrei-me da entrevista em que um ator global de 43 anos disse agora pouco:
“Eu não entendo porque quando alguém me pergunta se eu tenho filhos e eu respondo que não, todo mundo  diz algo assim “tadinho”, “porque”, com muito espanto como se a vida só fizesse sentido para quem tivesse filho” e eu compartilho dele esse “desentendimento” do porque de tanta surpresa, nem todo mundo vem nessa vida para ter filhos, ainda bem porque se não o mundo teria que ser maior ainda...kkkkkk
Gente, e essa é uma coisa, que intriga meus pensamentos, os modelos tradicionais de família acreditam que só o seu “modus vivendi” é o que é adequado para a felicidade de uma pessoa.
Na verdade eu não sei se gosto de criança, eu nunca tive uma!
E outra nunca convivi muito com crianças.
Agora vou ser tia, e amo a ideia, mas ela será minha sobrinha, e minha responsabilidade está longe de ser comparada com a que a mãe dela terá que ter, e mesmo sem saber se gosto de criança,torno digo que estou muito feliz por isso, e só sei que me admira muito a pureza que elas tem, a ingenuidade, o quanto se divertem com coisas simples, o quanto não “precisam como nós de ser tão materialistas” e isso são coisas que tento trazer ao máximo para a minha vida, porque é garantia de se viver bem.
Então todo mundo me acha estranha, aqui na minha cidade uma grande porcentagem das mulheres da minha idade já estão casadas, com filhos, e é uma espécie de fenômeno por aqui o  “ato de se treinar as filhas para se casarem lá pelos seus 25 anos , logo que se formarem”, e eu ainda não entendi esse mistério, é uma capital que ainda tem um pensamento provinciano.
Não que eu queira julgar essa atitude, mas quero que entendam as diferenças e a capacidade que as mulheres hoje não terem que “se casar” para se realizarem, só que quero respeito por eu ter praticamente 32 anos e estar completamente solteira.
Não existem fórmulas para felicidade, realização pessoal, bom humor, leveza.
Sou defensora de que cada um procure seus caminhos para viverem a vida do jeito que achar correto.
Quando mais nova eu dizia que nunca iria ter filhos e por isso sei do preconceito das pessoas, hoje eu ainda não sei se vou ter, pois tenho um cachorro e acho que ele dá trabalho demais, e claro que um cachorro é muito diferente de um filho, mas a questão é de que eu tenho tantas coisas para realizar que sem um ser “dependente” de mim é muito mais fácil, que acho ser legítimo o fato deu ser egoísta ao ponto de não querer que isso ocorra na minha vida agora.
E sem dizer que, ter filho para não ter tempo para ele, para a baba criar, para mim não serve, sou meio “radical” em algumas coisas em relação à educação de uma pessoa, e esse é mais um motivo para dificultar a maternidade para mim.
Não defendo produção independente porque acredito que filho precisa de pai, independente de ele estar junto ou não da mãe, ele precisa saber quem é o pai, e eu penso que se eu tiver um filho de “chocadeira” como eu explicaria para ele tudo, e eu não poderia evitar tanto sofrimento, sou egoísta, mas não posso ser egoísta ao ponto de criar uma criança só para me satisfazer, e como fica essa criança depois?
Algumas pessoas vêm ao mundo para fazer coisas que quem tem filho não faz pelas dificuldades, e sem contar o fato de que somos espíritos com diversas vidas e acúmulo de experiências e missões, e talvez por esse motivo também não tenham filhos.
Uma coisa eu posso afirmar de coração e mente tranquilo, sou feliz com as escolhas que eu fiz, então não sinta “pena de mim”, eu sou capaz de arcar com as consequências e algumas irremediáveis, e irreparáveis, delas e estou ciente, porque até o que não deu certo, serviu para me ensinar muitas coisas, e penso que a vida émuito mais do que muita gente acha e faz,  que é colocar no porta retrato a imagem da “própria” família só para dar satisfação a um modelo social que eu julgo ser completamente falido, e por esse motivo creio que ainda terei no meu porta retrato a imagem da família que não é a minha ainda , ou seja, meu pai minha mãe , meu irmão .... Essa é a família da minha mãe, e por enquanto minha família também, mas se passarei ao “nível 2 de família” honestamente ainda não sei, o que sei é que meio jargão, “mas cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é” mas é uma verdade universal para mim, e resumindo eu não sei se gosto de criança, ao ponto de querer uma pra mim, mas um dia saberei, crianças são lindas mas mais lindo ainda é quando ela chora, você devolve-la, para a sua mãe ou o seu pai e ponto.








segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Saudade é distância no tempo



O que é saudade para você?
Do que você sente saudade?
Daquele amor que se foi?
De um momento de glória?
Da sensação que aquele orgasmo lhe provocou?
Do dia da formatura?
Daqueles sonhos de recém-formada?
Da emoção do primeiro beijo?
Às vezes eu sinto saudade de tudo.
Às vezes não sinto saudade de nada.
Saudade é ausência e presença, e às vezes sentimos falta do que aconteceu, mas às vezes do que teria acontecido quando pensamos em alguma lembrança com a preposição SE.
E dói.
Pode também causar alívio.
É um sentimento grandioso, indescritível, impressionante.
Eu diria bem “brasileirado”, uma vez que não tem tradução para muitas línguas, é de se sentir não de se definir, isso sim.
Sinto falta também até do que poderia ter sido, porque ter sido isso ou aquilo nos livra de sensações desagradáveis principalmente do presente.
Ela pode ser de tanta coisa...
Saudade daquela viagem, daquelas conversas, daquele ideal de vida que se construiu.
Saudade daquele sorriso puro e despreocupado da infância.
Saudade do tempo que a preocupação era passar no vestibular.
Ah da delicadeza de escrever aquelas chocantes cartas e que nunca entregamos quando não jogadas fora e lida um tempo depois, causa um tipo de saudade tão específica, ou do momento, ou do alívio de termos ficados livres de tantas coisas que nem imaginávamos.
A verdade é que a saudade é algo que justifica sensações, emoções, cheiros, paisagens que um dia escolhemos consciente ou inconsciente, que mesmo que por uma fração de segundos não gostaríamos que aquele acontecimento não acabasse jamais.
E de maneira tão estranha e esplendida às vezes eu estou vivendo uma situação e já sei que terei saudades.
Para mim, pode é: saudade é distancia no tempo.
Uma das invenções humanas a meu ver criadas para matar essa distancia no tempo, foi a fotografia, fotografamos para lembrar o quão belo era aquele lugar, aquele beijo, aquela família, aquele amor, mas é fato que o que sentimos e vivenciamos não há nada que registre além de nós mesmos.
Canções, poemas, histórias inteiras tentam descrever esse incrível sentimento.
E que particularmente hoje assola minha alma.
Mas uma coisa é tão real que é impossível classificar.
Ai que saudade.
Dele.
Daquele lugar.
Daquele dia.
Daquele beijo.
Daquele dia em que pensávamos que íamos ter aquela conversa e nunca tivemos.
Do casamento que planejei e nunca realizei.
Das conversas que resolveriam nossas vidas, mas que nunca passaram de pensamentos, devaneios, meus, isso eu sei.
Ainda bem que daqui a pouco passa.
Graças a essas letras; passará mais rápido.

Amarrem seus sacos de lixo


Amarrem seus sacos de lixo

Hoje como há muito tempo não me sentia assim, tão mal comigo mesma.
Muita vergonha alheia.
Ao fazer o último passeio do dia com o Joe, encontrei na porta do meu prédio, mais exatamente na lixeira, um grupo de catadores de lixo.
É eu não consegui olhar nos olhos deles, e mesmo assim fiquei prestando atenção no que diziam, “Cara esse povo nem amarra os sacos de lixo eu tenho uma raiva disso!” o outro disse“Sem condições” , e detalhe caindo lixo para todo lado, e um lixo (porque o nome já fala – lixo) muito nojento!
E eu continuei minha caminhada de maneira desajeitada pensando no que eu havia escutado, tentando entender porque um fato tão aparentemente simples estaria me deixando tão atordoada.
Assim resolvi escrever, não só para dizer de mim mesma, mas para tentar me tornar mais humana, e perceber o quanto às vezes sou vazia e mesquinha.
Eu não nasci em berço de ouro, na verdade era uma pobreza em que minha avó era quem comprava frutas e verduras para minha mãe comer na gravidez que ela estava de mim, e logo que nasci também, porque meu pai só comprava o básico, e longe de ser o meu básico de hoje!
O fato é que ouvimos o tempo todo falar de fome, de humilhações dos pobres, mas gente veja bem todo trabalho é digno, pois é com ele que nós, pessoas honestas, adquirimos nossas coisas, mas vamos combinar ficar as 22:00h catando lixo como é muito desagradável.
E não adianta vim com o discurso “ah era só ter estudado que não estava catando lixo”, caramba todos nós sabemos que o mundo é muito mais que essa desculpa, todos temos consciência da situação espiritual de cada um,  e sabemos que podemos lutar para melhorar, mas sinceramente já devo ter visto essa cena dos lixeiros várias vezes e só agora talvez tenha percebido como é o “mundinho” que vivo.
A verdade é que somos muito mais do que nossas profissões, mas eu particularmente com 07 anos de formada até hoje não sei se quero ser arquiteta e urbanista, e outra questão é que por estar desempregada a uma semana estou aflita, enquanto que tenho uma vida praticamente perfeita, pois só digo que não é perfeita porque olhando friamente agora para o espelho percebi a minha ingratidão para com meus pais, com Deus e comigo mesma, e agradeci de coração por viver de maneira tão perfeita!
No passado meus familiares passaram por dificuldades, isso também é verdade, mas nunca tive que trabalhar para sustentar a família, nunca teve uma pessoa doente convivendo comigo, estudei a vida toda em escola pública, mas o fato é que estudar e brincar era minhas únicas atividades...
Comparo a minha vida às vezes com a das pessoas que convivo, e ainda assim posso dizer que tive uma vida “difícil”...   É eu já pensei assim, só porque não fiz inglês quando era adolescente, ou porque nunca papai me deu roupa de marca, entre outras baboseiras... Como estou envergonhada!
Não é a toa que aos 31 anos percebi que tenho que ficar mais calada, mas o duro é enxergar quanta besteira eu já devo ter dito por ai, às vezes consciente e as vezes sem noção mesmo.
Penso que nunca é tarde para perceber a imensidão da vida, e aprender a ser mais grata a tudo e todos, e uma dica se não entenderam nada do que eu disse, que triste, procure um espelho urgentemente.
Com certeza a partir de agora com uma “bobagem dessas vista” passarei a viver melhor e responder para o universo o que eu já deveria estar respondendo há muito mais tempo.
Dá licença, vou ali “arrumar sacos de lixo da minha vida”, quando eu for alguém melhor eu volto quando para conseguir olhar nos olhos deles, só agora me dei conta porque não tinha conseguido fazer isso.
Ah e, por favor, amarrem seus sacos de lixo.


sábado, 12 de janeiro de 2013

Estou a lhe esperar



Ontem estava eu na porta do banco esperando para atravessar a rua, e passou um homem, muito mais atraente do que bonito, nossos olhos se cruzaram, e foi um olhar de espírito, e foi muito mais forte do que eu, quando ele passou eu virei para trás para olhá-lo e dez segundos depois ele virou para olhar, e isso nós repetimos por mais umas cinco vezes, já estava até engraçado... e pronto só isso, não houve uma palavra, uma atitude além do olhar.
 Mas daí surgiu bilhões de dúvidas na minha cabeça que aparecem constantemente.
Quem é ele?
Onde ele mora?
Do que ele gosta?
Sim eu estou a sofrer por um amor frustrado e ainda assim me senti atraída por ele.
Todas essas dúvidas entre outras milhões habitam meu consciente quando conheço um alguém que toca minha alma ou coração de qualquer forma que seja.
São tantas pessoas no mundo o que torna uma só tão especial para nós?
Quais são as regras que tornam um amor possível ou impossível?
Sinto que às vezes nos privamos tanto de coisas que nem sabíamos como seria por certo protocolo, uma lei social imposta goela a abaixo. E eu não me canso de repetir isso.
Acredito também que é o tanto de possibilidade que nos confunde.
Mas uma coisa para mim é fato, eu poderia ter falado com ele, ele ter falado comigo e a vida de duas pessoas poderiam mudar para sempre, e é por isso que ainda penso que quando duas pessoas se querem de verdade seja por qual motivo for não há nada que possa impedir.
Sou uma mulher tão contemporânea, mas nesse quesito ainda me considero a moda antiga, do tipo que acredita em amor à primeira vista, que faz tudo por amor e que recebe tudo por amor, um amor verdadeiro, forte, cúmplice, fiel e respeitoso.
É já sou uma balsaquiana e por isso deveria me preocupar por ser solteira?
Não sei.
Mas percebo também que esse tipo de encantamento pelas pessoas, mesmo que seja por olhares, torna nossa vida tão interessante e divertida.
O amor não serve só para enfeitar livros, é para ser vivido, sentindo em todas as suas formas.
Haja vista que um dia eu saberei que é essa pessoa que me fará feliz de verdade, corpo e alma responderão e todas as dúvidas sumirão como um passe de mágica.
Embora eu já esteja cansada de acreditar e recomeçar as historias amorosas não perco a esperança, e não que eu acredite em príncipe encantado, mas há de existir alguém que me faça enxergar com olhos que ainda não tenho, cores que só existirão com a chegada dele, nuances de sentimentos puros e bons e a construção de uma  vida juntos como em um canto de fadas, só que da vida real, mas enquanto isso me deixe sonhar, isso ainda não é taxado por nossos impostos.
E saiba que eu estou a lhe esperar!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Ode para Ano Novo


Às vezes eu descubro que sou igual a todo mundo, e até que isso tem lá o seu lado bom.
Pra falar de ano novo por exemplo, tudo bem nesse ponto ser igual; pooode.
Um ciclo se encerra e outro se inicia, logo após o Natal cheio de energias positivas eu diria que esse é um dos momentos mais adequados do ano para pensar, repensar e planejar.
Avaliar o que passei o que acertei o que errei.
Posso dizer que 2012 foi dois zero doce, eu até tive alguns probleminhas, porém, foi um ano de muitas vitórias e crescimento.
Para o início eu estava com a notícia da cura da minha depressão,  tá eu amava alguém que não me merecia e não me dava valor, mas era puro da minha parte até ele me trair.... eu até chorei pouco porque a facada foi profunda, mas por outro lado eu nem tomava remédio mais, para o mês de fevereiro tive um choque, a torre da minha empresa caiu e eu  tive que cancelar a minha festa de aniversário, porém fui agraciada com a aprovação na pós graduação na UFU.
Logo depois veio o início da minha saga de final de semana, aulas as sextas e sábados em outro estado(MG), e o início de uma bela amizade que virou paixonite que virou amizade de novo.
E prosseguindo no mês de abril eu quis aplicar junto ao meu sócio o conhecimento que vinha acumulando, e compramos uma empresa concorrente.
Decidi que queria ser empresária sozinha, tá bom isso na minha cabeça, e fui em julho e agosto em São Paulo fazer pesquisa, mas esses planos vão ser adiados, mas não cancelados, e ainda em agosto a repaginação e mudança de endereço da minha empresa, a Virttual passara a ser Webmax.
E mal eu sabia que eu iria conhecer uma pessoa que faria uma diferença enorme para o meu coração, e depois de passar agosto e setembro na minha rotina universidade, viagens e trabalho, o amor veio habitar meu coração.
E junto com isso veio a celebração, de uma amizade de anos, peguei o meu Tênis calcei entrei em um avião com uma mochila nas costas, me hospedei em um hostel pela primeira vez e cá estava eu na cidade maravilhosa, é o Rio é lindo e perfeito para o niver do Bagão e de brinde veio momentos incríveis, com alguém que eu achei que iria ficar o resto da minha vida no meu colchão.
Foram muitas idas e vindas para nos vermos, 120km que as vezes pareciam infinitos, e em outras era como se gastássemos 10 minutos para nos alcançarmos.
Nem tudo são flores e novembro trouxe nossa separação, junto com a minha decisão de deixar a minha empresa, treinar alguém para me substituir em busca do brilho no meu olhar que já andava meio apagado, e quando ele se foi, apagou o resto.
E eu comecei minhas mudanças desde dezembro, quando mudei de volta para a cidade que me viu nascer (para quem não sabe – Goiânia) para um emprego novo, muito desafiante.
Ainda em 2012 necessitei reencontra-lo e mesmo sabendo que ele vai embora todo meu sentimento ressurgiu, e eu passei a pensar que o que eu sinto é amor, de uma forma mais evoluída, porém triste por ainda assim ser um amor “sozinho”.
De boas energias me despedi de 2012, foi  lindo, belos momentos, pessoas incríveis,  de simplicidade e complexidade, de felicidade muito mais do que de tristeza, de amadurecimento forçado e alegre, de muito aprendizado acadêmico e principalmente do evoluir da alma.
A se as palavras desse texto traduzissem  pelo menos parte do que senti, diria que eu me tornaria uma rica escritora (risos).
Agora aproveitando o símbolo de renovação  do ano que acabara de começar tenho muitos sonhos, quero partir para o mundão, quero aprender de vez a lidar com a minha solidão e se agraciada for ter um amor.
O ano chega junto com uma pessoa amada a Sofia, minha sobrinha querida que venha ser uma estrela na terra, que já é amada de maneira incalculável.
E ter passado o Reivellon na Chapada muda tudo torna tudo possível!
Mas agora tenho duas decisões muito bem tomadas, 2013 vai ser um ano de disciplina para  realizar em todas as áreas da minha vida e o ano do silencio, falar muito não tem trazido muita sorte, preciso aprender o que falar e quando falar, mas principalmente para quem eu devo gastar o meu tempo, emoções e carinho para falar.
Sinto de verdade que vai ser um ano de muitas mudanças, não sei se vou mudar de país, se irei conhecer o meu príncipe, se ficarei grávida, se morrerei, quem sabe é  isso? Mas sinto que Deus tem grandes planos para mim, e eu vou permitir de todo meu amor por tudo e por todos, com toda aceitação e resignação que estou aprendendo a ter.
Sei que vem a finalização da minha pós-graduação e junto vem a vontade de fazer mestrado, mas definitivamente não sei, porém fiz promessas que todo mundo fez, que é fazer academia, comer melhor, beber menos, ser mais focada,  menos chorana, mas o que irá acontecer eu estou de peito aberto para viver.
Mas a verdade é que sou todo espírito e carne para ser cada dia de minha vida melhor, mais feliz e com certeza busco mais do que nunca a simplicidade, porque o tempo passa rápido demais, já passaram dois dias de janeiro, me deixem correr,  porque já escrevi demais na minha ode de ano novo, e quando eu mal perceber já é hora de pensar 2014...

domingo, 2 de dezembro de 2012

Obrigada Morrinhos, é hora de ir para o Mundão

Pronto!
E  mais uma das mudanças de minha vida está feita, terminei de tirar tudo do escritório da minha empresa e colocar no meu carro agora, porque a partir do dia 10 de dezembro volto ao status de funcionária, e tantas sensações vem vindo como se fosse um furacão.
No dia 13 de junho de 2011 me mudei para Morrinhos para administrar a empresa que acabara de passar a ser minha e do meu irmão.
Nosso pai ajudou a comprar e com o dinheiro da própria empresa a terminamos de pagar.
Muitas coisas aconteceram nesse tempo, eu tinha uma vida agitada e vim parar na calmaria do interior.
Morrinhos é uma cidade atípica ao meu ver, mas isso seria polêmico demais comentar pois poderiam não me entender e me acharem pretensiosa, o que quero dizer mesmo é que fui muito feliz aqui.
Foi aqui em Morrinhos que me tornei uma mulher de verdade, não apenas por ter coincidentemente me tornado uma mulher de negócios, mas por ter aprendido tantas coisas que foram muito importantes para  definir quem eu sou .
Chorei, amei, sorri, muitas vezes quis correr daqui, e muitas das vezes quando chegava de uma viagem me sentia aliviada por estar morando nessa cidade.
Acredito que  este foi um dos melhores tempos da minha vida, entendi melhor a diferença entre humildade e simplicidade, percebi que existem pessoas de mau caráter também no interior, vivi um tempo em que não precisava temer a violência urbana, quantas vezes meu carro ficou aberto sem querer, por puro esquecimento, com bolsa, notebook e nada nunca sumiu.
Conheci pessoas fantásticas, algumas nem tanto, mas estas especiais fez com que tudo isso valesse mais ainda a pena.
Descobri na pele como é ser chefe, como é ser dona de empresa e o quanto podemos ser bons ou ruins, e ainda assim o quanto inconscientemente influenciamos as pessoas que estão ao nosso redor, outra coisa que é até engraçada foi saber que quando se fala que é empresário automaticamente as pessoas imaginam que você tem um caminhão de dinheiro e querem te cobrar todos os serviços e coisas mais caras do que se fosse para a sua pessoa física.
Aqui terminei de curar minha depressão, uma vida mais sossegada sem trânsito engarrafado, sem tantos ladrões, sem flanelinhas, sem tanta gente querendo subir no meu pescoço para conquistar o que é meu.
Amei um baixinho que não deu certo, mas que fez eu romper com meus próprios paradigmas, e me mostrou algumas coisas da vida que eu nunca tinha percebido.
Aprendi até a correr!
Aqui foi como se eu passasse os dias brincando de banco imobiliário, contando dinheiro, mas tive que passar a fazer milagres com dinheiro, e descobri uma parte profissional que eu nem sabia que poderia ser capaz de fazer e várias noites fiquei sem dormir preocupada com as dívidas, os problemas novos e os desafios que me fez ir estudar um pouco de outra profissão.
É agora sou praticamente uma especialista por uma das melhores faculdades do país em Finanças e Gestão Empresarial, e me considero hoje como se tivesse duas carreiras, e acredito que elas se completam em minha vida e me torna uma profissional melhor, ah e seu não estivesse em Morrinhos seria impossível ir estudar todos os finais de semana na UFU - Universidade Federal de Uberlândia - que é uma história para um outro post.
Esse lugar propiciou uma harmonia melhor entre a minha família, todos amadurecemos muito, passamos a ter que entender melhor um ao outro, pois quando se está em uma cidade que só se tem praticamente os familiares isso acaba sendo inevitável.
Sinto que vim aqui cumprir uma missão, e ir de volta para Goiânia não estava exatamente nos meus planos agora, mas vejo que a hora chegou e que Deus percebeu que todos estávamos preparados para novos vôos e desafios e por isso acredito que Ele mexeu todos os "pauzinhos" para que isto fosse possível.
Pois bem a empresa ainda é minha, e não sei até quando ainda será, mas partir de agora terá outra pessoa no comando administrativo, e confesso que sinto um friozinho na barriga e lágrimas já foram derramadas ao imaginar em deixar tudo isso para trás, pois tenho amor a esse negócio, sei que poderia ter feito melhor e errado menos, mas sei também que tudo dentro do meus limites eu fiz,  torço muito para que meu irmão e sua esposa tenham sucesso, pois agora eles vão entender algumas coisas que tentei falar, e por isso as vezes fui taxada como chata, mas acredito que vão amadurecer, aprender muito e ser felizes.
Depois de me livrar da angústia da despedida que no meu caso foi antecipada, agora me sinto leve e pronta para ser feliz de uma nova forma, com novas pessoas, novas possibilidades e com um novo e incrível trabalho.
Nossa porque despedir-se mesmo sabendo que todas essas mudanças serão  melhor para todos é difícil?
Agora de um Jardim América para outro Jardim América, que tem C.E.P.s diferentes e para mim histórias diferentes, mas abençoada por Deus, claro.
Finalizo com meu agradecimento a esta cidade, por ter me acolhido, porque agora é tempo de ser feliz em outro lugar, espero que façam dos meus amigos, do meu irmão, minha cunhada que aqui continuarão sejam muito felizes aqui.


Obrigada Morrinhos, é hora de ir para o Mundão.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Do jeito que sou nada além disso!

Muitas das situações da minha vida fico me questionando.
Será que eu nasci no mundo errado? Ou que o que eu tenho como verdade e jeito de ser é que é errado?
Desde pequena me lembro de eu lutar pelo o que eu acredito, e outra coisa é falar a face dos fatos como eles realmente são.
O que acontece é que as pessoas não gostam disso, prefere que sejam ditas "meias verdades", ou dizer o fato do jeito "
resumido" ou escolhe dizer "eu não menti eu omiti" oi?
Eu sei que ser super sincera como eu sou me atrapalha, mas quem me conhece de verdade sabe que se me perguntar o que eu acho eu vou dizer com a minha visão de realidade nua e crua.
Por mais que eu tenha ciência de que isso me custa "perder algumas pessoas" eu ainda prefiro assim, porque quero ao meu lado pessoas que eu acredito terem um ideal de vida que não destoe do meu!
Eu não sou perfeita, e quem sou para questionar o modo que a maioria prefere como estilo de vida? Mas por favor vamos nos respeitar, minha razão não é universal mas eu só vou muda-lá se isso for real para mim, para o que eu acreditar.
E assim em mais um dos meus descontentamentos de minha história de vida só tenho mais certeza de que ser quem sou do jeito que sou é a melhor opção, eu escolhi ser assim.
Minha felicidade é viver minha realidade mesmo que alguém estranhe, e que ela custe o que custar, fingir ser quem sou nunca foi pra mim, ate mesmo porque para mim o verdadeiro valor da vida é que as pessoas me amem pelo que sou, do jeito que sou e nada além disso!