domingo, 27 de janeiro de 2013

Eu não estou desesperada procurando emprego: ainda!


No final do ano passado decidi junto com meu melhor amigo passar o ano novo na Chapada dos Veadeiros, ele não conhecia, eu já fui com diversos grupos de pessoas, diversas vezes e sou apaixonada pelo lugar, acredito que vai ser o lugar fora o que eu moro, ou for morar, que eu irei, muitas vezes, digo isso porque eu odeio repetir destino de viagem, até mesmo porque esse Mundão cheio de lugares tão lindos, e minha real situação financeira não me permite “repetição de lugares”, mas a Chapada, chamada assim intimamente por mim, esta eu tenho um caso de amor, lá é como se eu me reinventasse e recarregasse.
Fizemos trilhas mais longas, pois graças a Deus meu condicionamento físico dessa vez permitiu, e no meio da primeira trilha percebi que precisava ficar em silencio, e passei assim boa parte dos caminhos mais perto dos “estranhos” e conversei bem menos do normalmente eu conversaria, pois já havia três anos que não ia lá, e eu queria aproveitar cada córrego, cada árvore, pássaro, cachoeira, gente no primeiro dia teve uma borboleta azul que enfeitou todo caminho de ida da trilha, detalhe 8km, só para ir, e percebi também quase todo mundo do grupo falando o tempo todo, e fiquei pensando, gente essas pessoas não estão nem vendo direito onde estão ...
Senti-me orgulhosa também pelo fato de não ter comprado cerveja para levar, bebi sim, mais bem menos que o de costume, em 4 dias 5 latas de cerveja, e espumante na virada.
Eu gastei um tempo para entender o que aconteceu comigo lá, e às vezes eu fiquei meio irritada, discuti com o boi, mas só agora percebi que era o “eu antigo brigando com o eu novo”.
Quem me conhece sabe que não sou uma pessoa fácil de convivência, com relação a minha carreira e meus relacionamentos amorosos então ai a coisa se complica mais ainda, mas quem me conhece de verdade também sabe que estou a algum tempo procurando me tornar uma pessoa melhor, que estou em processo de mudança, para ser mais madura, mais centrada, menos  estressada, o que eu chamo e busco o fato  de levar a vida de uma maneira mais leve.
Tudo bem antes com 32 do que no caixão, pois desencarnada acredito ser mais dificil.
O fato é que transformações e mudanças ocorrem gradativamente, necessitam de tempo, vivenciar as diferenças, e muita entrega, mas o mais importante que percebo é centrar mais em si e deixar para lá o que “todos querem que você seja, ou o que você faça”.
O ano de 2012 como já contou alguns dos meus textos aqui, foi uma loucura, mas eu havia decidido de que 2013 tudo seria diferente, está bem, tudo é muito, mas tudo que eu conseguir, assim corrigindo.
E assim venho fazendo, e tudo ficou ainda mais intenso quando fui demitida.
Sim pessoas eu fui demitida, e não me sinto mal por isso, nem menos competente, e todo mundo com aquele olhar de espanto “mas já?”, eu digo já.
É difícil explicar direito o que aconteceu, e eu não me sinto na obrigação, e só quem está no contexto, eu e meu ex chefe entendemos realmente e sem problemas, o que aconteceu.
Mas uma eu coisa digo a vocês, é que eu já estava pedindo a Deus que direcionasse meu caminho, porque mesmo eu tendo me mudado de cidade, deixado minha empresa por este referido emprego, eu ainda estava agoniada, e agora eu estou totalmente tranquila, do tipo até aliviada, e coloco a cabeça no travesseiro e durmo tranquilamente.
Mas tem uma coisa que pode ser mais chocante ainda, e eu nem digo isso pra quase ninguém , é o fato de que, eu não estou procurando emprego.
Acalmem-se eu não sou louca, só um pouco doida.
Entendam, com meu acerto paguei as minhas contas, não terá mais fatura de cartão de credito nenhum no próximo mês, não estou devendo pessoas e banco o que restou foi o meu carro parcelado, e diga-se de passagem, não quero comprar o meu próximo carro parcelado, mas sabem o máximo que vai acontecer até eu me organizar e voltar a ativa, é meu nome ir  para o SPC, e eu até tenho um tempo para organizar minha cabeça, que é de 03 meses quando o veiculo pode ser apreendido por falta de pagamento , mas espero que a situação não chegue a este ponto.
Eu tomei essa decisão “drástica” vista pelos olhos dos juízes chamado “sociedade”, pelo simples motivo de eu estar precisando de um tempo.
Tempo para continuar minha transformação, para sentir a minha missão espiritual, para ouvir o que Deus quer de mim, o que Ele reserva do que há de melhor para mim.
Passei muitos anos da minha vida atropelando as coisas, desrespeitando a mim mesma, obedecendo ao ritmo frenético de, ai formei tenho que trabalhar urgente, ai fui demitida que vergonha ficar desempregada, ah preciso fazer um novo curso, e nunca parei para ouvir calmamente minha alma e meu coração.
Com seis anos e meio de formada, e cinco deles exercido com a formação que é de arquiteta e urbanista, eu ainda não sei o que quero ser, não sei aonde eu quero morar, o que sei é que quero ser do mundo, viver novas experiências, conhecer novas pessoas e lugares, aumentar meu senso cultural, sair do meu “mundinho e ganhar o mundão”.
Devo satisfações apenas aos meus pais que ainda de alguma maneira me sustentam, fora isso, o que faço não é problema de mais ninguém, mas, porém registro estas palavras para expressar o quanto tem sido bom esse tempo, essa mudança, essa busca por uma realização do que é verdadeiro da minha alma.
Não tem nenhum lugar na Bíblia, ou na lei que determine tempo ou espaço para sermos felizes, quem disse que eu tenho que ficar em Goiânia, mas quem disse também que eu tenho que sair daqui?
Estou com uma paz de espírito que nunca senti antes, e confesso que se talvez eu tivesse feito isso antes, talvez hoje eu seria hoje uma pessoa muito melhor resolvida, mas observem, não podemos viver de talvez, temos que escolher de maneira livre, leve e irmos em busca do que acreditamos, não me arrependo do que eu fiz, mas deveria ter me ouvido melhor, algo que a imaturidade proporcionou.
Estou apaixonada pelo silencio, se soubesse do seu valor já estaria “o praticando” há muito mais tempo.
Até levei currículo para Universidades como candidata a professora já que estou finalizando minha primeira pós-graduação, mas só aceitarei para o caso de ser chamada se eu sentir que é esse o caminho.
E o fato de estar sem internet em casa está facilitando ainda mais esse processo.
Então vocês podem se perguntar,  “o que você está fazendo nas 24 horas do seu dia”?
Ixi, tanta coisa, que não sobra tempo, irônico isso não é mesmo, mas é verdade, estou estudando inglês ( porque eu estava totalmente enferrujada), estou lendo um livro espírita que ganhei, estou lendo um livro de autoajuda, e nem ligo para quem tem preconceito com isso, estou lendo um livro de negócios, começando a me preparar para estudar para a prova de mestrado, estou dormindo um pouco mais, cozinhando as coisas que eu gosto de comer, arrumando meu armário, reorganizando os meus backups dos meus arquivos, trabalhando em um projeto de arquitetura de interiores  com uma amiga arquiteta de Brasília, meditando, pensando.... bom enfim entre outras coisas, e vocês realmente acreditam que sobra tempo?
O que eu quero dizer com isso tudo é que ouçam a vocês mesmos, e o resultado será fantástico, e principalmente não me perturbem, pois eu não estou desesperada a procura de emprego, está tudo  bem comigo e isso é o que importa, é chato não poder gastar no bar, só ir pra balada se eu for vip( pois tudo assim é de graça), e é incrível pois nesse momento também que descubro quem são as pessoas que realmente se preocupam comigo, que se importam e que são amigos de verdade independente do nosso grau de parentesco na terra, e uma ultima coisa posso afirmar sou muito grata a Deus ao universo, as pessoas queridas, por poder passar por isso tudo...

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